Exército operou o radar SABER M200 VIGILANTE no Exercício Sagitta Primus 2026

O Exército Brasileiros realizou, entre 27 de julho e 5 de agosto, o Exercício Sagitta Primus 2026, no Campo de Instrução de Formosa (CIF). A atividade reuniu meios de defesa antiaérea, sistemas de detecção de drones e equipamentos de comunicação usados para transmitir voz e dados no terreno. Durante o exercício, o Radar SABER M200 VIGILANTE, projeto do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), foi empregado em conjunto com o 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (12º GAAAe), o “Grupo Barão de Jundiahy”.

O equipamento participou das ações previstas no treinamento e de experimentos de engenharia voltados à detecção de drones de pequeno porte. Essas aeronaves apresentam um desafio específico para os radares. Por serem pequenas e refletirem menos as ondas emitidas pelos equipamentos de detecção, podem ser mais difíceis de localizar do que aeronaves convencionais. Os experimentos permitiram observar o funcionamento do radar diante desse tipo de alvo. 

O SABER M200 VIGILANTE permanece em avaliação no Centro de Avaliações do Exército (CAEx). A previsão informada é de que essa etapa seja encerrada ainda em 2026, após a verificação dos requisitos estabelecidos para o equipamento.

COMUNICAÇÕES NO TERRENO

O Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX) foi responsável pela estrutura usada para transmitir dados e voz durante o treinamento Ee foram empregadas antenas transportáveis de rápida montagem, estações móveis de rede e ligações por satélite. 

Os equipamentos permitiram conectar os postos de comando e as equipes posicionadas no terreno, inclusive em locais sem cobertura comercial de telefonia ou internet. As informações produzidas pelos sensores e pelas unidades participantes puderam circular entre os diferentes pontos do exercício. 

A combinação entre detecção, transmissão de dados e tomada de decisão integra o conceito de defesa em camadas. Nesse modelo, diferentes sensores, meios de comunicação e sistemas de resposta são organizados para acompanhar ameaças em distâncias e situações distintas.

DRONES NO CENÁRIO ATUAL

O emprego de pequenos drones em atividades de observação, localização de alvos e ataque passou a ocupar espaço relevante nos conflitos recentes. O custo relativamente baixo e a possibilidade de operação em quantidade aumentaram a necessidade de radares e outros sensores capazes de identificar esses equipamentos. 

Em julho de 2026, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) classificou as tecnologias de drones e antidrones como parte relevante de sua estrutura de defesa. A organização anunciou a previsão de investimentos superiores a 40 bilhões de dólares em sistemas antidrones nos cinco anos seguintes e a ampliação do treinamento de operadores até 2027. 

Nesse contexto, o Sagitta Primus reuniu, em uma mesma atividade de campo, a operação do radar, o acompanhamento de drones e a circulação de informações por redes militares. Os resultados técnicos obtidos durante o exercício integram o processo de avaliação dos sistemas empregados.


Fonte: Departamento de Ciência e Tecnologia

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