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Exército lança cotação internacional para “Drones Kamikazes”

A Comissão do Exército Brasileiro em Washington (CEBW) publicou ontem, dia 12, uma cotação orçamentária, através de um requerimento para informações (request for information” – RFI), para munições vagantes (“loitering munition”), mais conhecidos como “drones suicidas” ou “drones kamikazes”.

SMRP iranianos Shahed-136 em uso na Guerra da Ucrânia (Foto: internet)

Essa nova tecnologia está obtendo grande destaque devido ao uso em massa no conflito russo-ucraniano e foi designada no Exército Brasileiro (EB) como munição remotamente pilotada (MRP), integrante de um sistema de munições remotamente pilotadas (SMRP), em conjunto com seu lançador e sistema de comando.

As MRP têm capacidade de permanecer em voo por certo período de tempo, o qual varia em função do modelo, procurando por alvos pré-determinados e atacando assim que são localizados e identificados, com uma ogiva explosiva.

Uma comitiva do EB visita o estande da UVision na EUROSATORY 2022 (Foto: Paulo Bastos)

O que define uma MRP é a capacidade de “vagar” no ar (do inglês “loitering”) antes de selecionar o alvo, permitindo ao operador do sistema a flexibilidade para decidir quando e onde atacar. Essa característica das MRP as separa dos mísseis e foguetes tradicionais, pois conseguem operar como pequenas aeronaves em atividades de vigilância e reconhecimento antes de impactar o objetivo, como um míssil ar-terra comum, permitindo tempos de reação mais rápidos contra alvos de oportunidade, ocultos ou que surgem por curtos períodos, sem colocar a plataforma lançadora próxima ao alvo, além de maior segurança, pois a missão pode ser cancelada a qualquer momento, no caso de uma identificação errônea.

No inicio deste ano, uma delegação das principais mídias de defesa do Brasil visitou Israel e conheceu diversos sistemas, dentre eles o SkyStriker (Foto: Elbit)

O documento apresentado pela CEBW, o RFI-0144-2023, solicita a cotação de dois SMRP para avaliação e experimentação doutrinária, de modelos já em fabricação e uso, treinamento e pacote de suporte logístico, sendo um de categoria 1 (alcance de até 10 km) e o outro de categoria 2 (até 40 km), além de 14 e 6 MRP operacionais, respectivamente, simulador, munições inertes e equipamentos de apoio.

Atualmente, várias empresas oferecem esses sistemas, como as israelenses Elbit, IAI, Rafael e UVision, a norte-americana AeroVironment, a chinesa CASC, a russa Zala, a iraniana Shahed e outras, sendo que, no final do ano passado, o Exército Argentino anunciou a aquisição de um pequeno lote dos SMRP Hero-120 e Hero-30, da UVision, tornado-se (oficialmente) o primeiro operador dessas armas na região.

Lançamento da versão terrestre do HAROP (Imagem: IAI)

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Respostas de 12

    1. Sua logica é correta, visto que temos em território nacional empresas aptas a fazer drones, a questão só a verificar é o custo e principalmente a legislação. Pois que adianta pagar em um drone nacional 1 milhão de dólares e você com o mesmo orçamento consegue comprar 10 gringos. Por isso a importância da eficiência, os impostos no Brasil, nós acorrentam e nos atrassam

  1. Simples, barato e certeiro…

    A categoria 1 é o tipo que o exército e fuzileiros deve ter aos milhares em estoque, pra ser distribuído a nível pelotão, junto a um drone de reconhecimento de mesmo porte.

    E a cada vez mais vemos a multiplicação da capacidade de combate dos soldados, que se tornam alvos muito mais esquivos no espaço de batalha.

    Armas como essas, dão a possibilidade de abater veículos e tropas a distância, fora da linha de visada. Grosso modo, complementam a artilharia e a aviação tática, oferecendo um meio de pronta resposta mais eficiente que morteiros convencionais de baixo calibre sempre usados pela infantaria.

  2. O exército poderia esperar um tempo até que o atobá esteja pronto, né? não faz sentido querer ter pra agora esses drones, deixando as empresas nacionais com projetos muito bons sem tempo pra apresentar os produtos. Tomara que o exército dê prioridade e tempo as empresas br

    1. É uma compra minúscula. Acho importante o EB comprar de outros fabricantes estrangeiros primeiro para ter condições de avaliar o produto nacional.
      Uma vez que o produto nacional tenha qualidade semelhante e preço razoável aí sim o EB deve comprá-lo em grande número e não mais comprar o produto estrangeiro.

  3. Quem ficará responsável para operar esse tipo de equipamento? ao meu ver convém colocar nas esquadrilhas de reconhecimento e ataque da aviação do exercito junto aos esquilos.
    Talvez demos um grande salto e não precisaremos mais de helicópteros dedicados de ataque.

  4. Acredito que essa compra demonstra que o EB provavelmente está analisando os conflitos recentes, com destaque para a Guerra na Europa. Temos outros conflitos que merecem atenção como o imbróglio da Arábia Saudita no Iêmen, a tentativa da China de incorporar Taiwan, dentre outras… Aliás, conflito é o que não falta… Creio que esse será um lote pequeno, basicamente para o EB formar doutrina e estabelecer requisitos futuros para ARP nacionais… Realmente, acredito que temos capacidade de construir aqui no Brasil, mas entendo que precisamos e um volume extraordinário, para garantir qualquer capacidade de dissuasão…

  5. Paulo, tá dificil meu chapa!! Se o EB compra o povo reclama, se não compra , reclamam tb. Enchem o saco com esse negócio de Drone, como se os Drones fossem a cereja do bolo e quando as FFAA , finalmente, decidem, tem um bando de maluco que vem com o mesmo mimimi: ” Aqui não fabrica?”, “tinha que comprar no Brasil!” e bla , bla ,bla, !! Por isso gosto do caiafa, dá logo uma caiafada neles!!! kkkkkkk

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