Exército inicia a nacionalização de componentes do Leopard

A Diretoria de Fabricação (DF), órgão do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército Brasileiro (EB), realizou uma chamada pública para iniciar o processo de solicitação de informações (“request for information” – RFI) para o novo projeto de nacionalização de componentes das viaturas blindadas de combate carro de combate (VBC CC) Leopard 1A5BR, dentro do Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas, e está substituindo o projeto de modernização das viaturas.

Seu objetivo será o de buscar parceiros no desenvolvimento conjunto de peças de reposição novas (ou recondicionadas) destinadas a substituir as de produção originais, de acordo com o documento publicado, estas peças são “caracterizadas pela sua adequação e intercambiabilidade, podendo ou não apresentar as mesmas especificações técnicas, características de qualidade (por exemplo, material, resistência, tratamento de beneficiamento, desempenho e durabilidade) da peça de produção original.”

A DF está executando um grande esforço para manter a operacionalidade da frota de Leopard 1A5 da força blindada, que teve sua cadeia logística seriamente comprometida devido à escassez de componentes por conta do conflito russo-ucraniano.

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Comentários

25 respostas

  1. Rapaz o conflito na Ucrânia realmente tá simplesmente tá sugando muita matéria prima e peças de reposição eu em daqui a pouquinho tão indo minera no fundo do mar pra ver ser tem metais o suficiente lá pra poder estrair

  2. A que ponto chegamos com nossa procrastinação . Bastos, alguma possibilidade do EB ir nos estoques de M-60(que tem peças sobressalentes a rodo e vários kits de modernização) dos EUA ???

  3. Pergunta ao Editor: não seria mais um motivo para canalizar os recursos para a compra de um CC novo e mais moderno, mesmo que inicialmente em pequenas quantidades, além de ser uma boa oportunidade de negociar os Leopard 1A5 com a própria fabricante alemã, já que não poderiam ser enviados diretamente para a Ucrânia? Não vejo como racional o investimento nos Leopard 1 e menos ainda nos Cascavel EE-9. Grato.

  4. bacana ,mas em relação aos equipamentos sensíveis do EMES 18 ? sera que tem reposição pro canhão ainda mais raiado … motor e transmissão foram descontinuados nos anos 90 …ainda mais com a limpa de estoque para mandar para a Ucrania ….

  5. hora de pensar em substituição, de preferência por produto produzido aqui, não dá pra depender de ninguém

  6. A nacionalização poderá servir como experiência para a implantação, desenvolvimento ou adaptação de um projeto nacional, baseado ou não em um modelo em produção!!!

  7. Seria viável o exército adquirir o Leopard 2 onde vários países tem estocados até mesmo a Alemanha.

  8. Parece que muitos não tem ideia de custos, dizer que é melhor não gastar esse dinheiro buscando a manutenção dos Leo1 (pelo que sei se buscam fornecedores basicamente de itens mecânicos, nada sofisticados, portanto de menor custo) e comprar CC novos é algo como não gastar na troca de uma bomba d’água e pneus preferindo comprar logo um carro novo, as grandezas são incomparáveis. É óbvio que todos nós queremos CC modernos comprados novos, mas isso custa bilhões e sabemos que não há nenhuma perspectiva que o EB receberá uma verba dessas a curto prazo, então o que fazer? Encarar a realidade e buscar a melhor opção dentro da situação atual.

      1. Fala primo, é preciso saber separar o que desejamos daquilo que realmente podemos ter, tem gente que não consegue. Grande abraço.

  9. O Brasil.poderia fazer uma parceria com a Argentina….e produzir em conjunto o TAM (melhorado). Isso traria benefícios aos dois países.
    Melhorar os M60 e os próprios leopard…..trocando a torre pois já existe no mercado esse upgrade. Oh partir na mi há opinião para os blindados Suecos com canhão de 120mm

    1. A Ares apresentou na LAAD 2023 uma versão/modelo de modernização da torre do Leo 1A5(fotos dela em matéria do Infodefensa) com instrumentação digital e tudo mais que, creio eu seria o ideal para dar um fôlego enquanto se desenvolve um substituto.

  10. Olá a todos os Senhores camaradas do Tecnodefesa!

    Eis uma oportunidade para empresas já envolvidas em outros programas do EB.
    Temos a expertise da Columbus (tem gente da engessa lá dentro e da moto peças também), Iveco, Embraer Defense, Avibrás (ramo natural) e OM’s como os AGSP.
    Com vontade política, visão de defesa nacional de médio e longo prazo, orçamento respeitado e demanda mínima de 300 unidades, vejo o TAMAYO III um excelente candidato. Pará sua fabricação temos tudo exceto o motor (podemos abrir licitação com Alemanha, Índia e China) e o canhão de 120mm da OtoMelara.

    Sgt Moreno

    1. Excelente, faz todo sentido, podemos usar ,talvez o motor cursor do Guarani(ou uma versão baseada nele) aproveitando o projeto do Tamoyo III(que seguia um requisito do EB) e produzir um MBT nacional leve, moderno, dentro de nossas necessidades e possibilidades.

    2. Se este programa de nacionalização de componentes do Leo1 já é complexo e com riscos, mesmo sendo um produto defasado, imagine a complexibilidade de desenvolver um blindado.

      Ou precisaríamos de mais um contrato do tipo “ToT”, que de positivo poderia encurtar a produção, mas que de negativo teria um custo maior do que a compra de prateleira.

      Ou precisaríamos desenvolver todo um produto, que provavelmente teria um valor tão ou mais alto que o ToT devido aos custos com P&D, sem levar em consideração o tempo de entrega do primeiro protótipo, que não seria entregue em menos de 15 anos.

      O EB já está com outros contratos em andamento e outros sendo iniciados, com custos elevados. Se a renovação dos MBT’s ainda não aconteceu, já demonstra a prioridade que um eventual contrato tem.

      O EB também provavelmente vai preferir uma quantidade menor mas de veículos mais capazes. Então não devemos esperar a substituição dos 300 por um eventual mesmo número.

      Quando chegar a vez do Leo1, provavelmente será pela troca de veículos Leo2 recondicionados e, quem sabe, atualizados. Quando? Sem previsão. Principalmente porque a guerra na Ucrânia vai se estender por muito tempo ainda.

  11. Paulo, há uma lista desses componentes que precisam ser nacionalizados ?

    Me lembro que há várias partes da torre, já temos algumas opções no mercado para até substituí-la.

    No mais há a famosa transmissão, a qual é um mistério até hoje.

  12. Vão andar em círculos novamente.
    São necessários recursos, manter este fluxo constante, e colocar pedidos de fabricação grande volume que possam gerar escala de produção. Como o EB não tem dinheiro, não tem tempo e não tem cabeças pensantes vai dar pra exatamente em nada.
    Cancelem este RFI, chamem.os Turcos, que eles tem praticamente quase tudo já em linha de produção para poder evitar a inoperância total.

    1. E os turcos também usam a versão israelense modernizada do M60, o SABRA. Não seria uma saída para o EB? Adquirir umas duas ou três centenas do M60 nos estoques dos EUA, uma viatura que o EB já tem expertise, e modernizar ao padrão SABRA, substituindo todo os Leopard?

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