Exército inicia a criação de sua primeira companhia anticarro mecanizada

O Estado-Maior do Exército, por meio da portaria 1.294-EME/C Ex, de 03 de abril de 2024, aprovou a diretriz de iniciação do projeto de criação da 1º Companhia Anticarro Mecanizada (1ª Cia AC Mec), com sede na cidade de Pirassununga (SP) e subordinada à 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada (11ª Bda Inf Mec), a “Brigada Anhanguera”.

O MSS 1.2 AC está em fase final de homologação (Foto: EB)

O objetivo principal desta nova unidade será a de criar condições para a incorporação dos novos sistemas de armas missil anticarro Spike LR2, da empresa Rafael Advanced Defense Systems, adotados pelo Exército (mas ainda não entregues por questões referentes ao conflito israelense), ou os futuros MSS 1.2 AC, da SIATT, que está em fase final do processo de homologação e a adoção, visando aprimorar a capacidade de dissuasão da Força Terrestre.

A organização prevista para a 1ª Cia AC Mec será de uma subunidade de comando (SU Cmdo), um pelotão de comando e apoio (Pel  C Ap) e quatro pelotões de misses anticarro (Pel Msl AC), que contarão com quatro lançadores cada, utilizando as viaturas blindadas multitarefa (VBMT) 4X4 Guaicurus e/ou viaturas de transporte não especializado (VTNE) 4X4 ¾ ton Agrale AM21.

Em um primeiro momento, será empregada a doutrina atual de emprego, que tem como base o Manual de Campanha — Subunidade Anticarro (EB70-MC-10.334), porém, tendo em vista o caráter experimental do manual, poderá  propor alterações na organização e dotação de material.

O Centro de Instrução de Blindados (CIBld) ficará encarregado de promover estágios para qualificação das frações dos Pel Msl AC, empregando os simuladores distribuídos pelo Programa Estratégico do Exército Forcas Blindadas (Prg EE F Bld).

A VBMT 4X4 Guaicurus deverá ser a viatura padrão dos pelotões anticarro mecanizados (Foto: EB)

 

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Comentários

9 respostas

  1. Bastos, vc sabe porque o EB esta criando uma compania com 4 elementos de manobra em lugar de integrar os sistemas MsL AC diretamente nos batalhoes (pelotão AC) ?

    1. Bom dia, desculpe a intromissão, mas são coisas distintas e um não implica na extinção do outro. Os Pel AC dos BI continuam existindo e podem no futuro também contar com os referidos materiais.

      A Cia AC subordinada à Bda Inf tem por finalidade dotar essa Grande Unidade de elemento Anticarro que possa atuar em toda a frente da mesma, aos moldes do que é feito em exércitos de primeiro mundo, possibilitando que todo os escalões de combate passem a contar com elemento anticarro.

      Grosso modo, essa seria uma possibilidade na Bda Inf Mec:
      Grupos de Combate: 2 AT-4
      Gp Ap dos Pel: Carl Gustav
      Pel AC das C Ap: Carl Gustav ou Msl 1.2 AC
      Cia AC: Msl 1.2 AC e Spike

      Além disso, como a capacidade AC com os mísseis está sendo desenvolvida no Brasil, com adaptação de doutrina, organização e material, é conveniente que nesse primeiro momento os equipamentos estejam centralizados. Além disso, conforme a Portaria, a intenção de centralizar o material é possibilitar que a Cia AC seja empregada em todo o território nacional, reforçando alguma Bda específica, aos moldes do que tem ocorrido na Op Roraima.

      1. Prezado.

        Na verdade, doutrinariamente, é quase isso.

        Grupos de Combate: 2 AT-4
        Gp Ap dos Pel Ap das SU Fuz: 3 Carl Gustav
        Pel AC das C C Ap: 4 Lç Msl, que pode ser o 1.2, ou Spike ou outro.
        Cia AC: 3 ou 4 Pel AC com 4 Lç Msl cada um, que pode ser o 1.2 AC, ou o Spike ou outro.

        Saudações

  2. Os Guaicurus (linces) serão usados como plataforma ou para o simples transporte dos mísseis e lançadores?

  3. Os LMV podem tanto ser empregados como plataforma quanto transportes dos sistemas AC.
    Vai depender de como o EB irá dispor tais equipamentos na cita Cia AC.
    Os Spike e MSS 1.2 são ambos sistemas de infantaria, e usados, vida de regra, sobre o solo.
    Mas podem, se for o caso, ser adaptados para utilização sobre a viatura.
    Como se trata de uma unidade de cav mec, a meu ver o ideal é que sejam utilizados primariamente sobre as viaturas italianas, proporcionado maior mobilidade e flexibilidade em apoio as demais OM.
    Ter que desembarcar e embarcar o sistema toda as vezes que for utilizado é algo complexo e pode deixar a equipe exposta.

  4. Obrigado Venezuela, finalmente uma ameaça externa acordando os adormecidos de plantão que acreditam que nossos vizinhos são todos bonzinhos e bem intencionados!!! “Não existe país amigo, existe interesse coincidente”…

  5. Boa tarde!
    Apesar da criação dessa brigada ser de abril de 2024, dois dos equipamentos citados no texto estão em uso na fronteira norte do Brasil por causa da crise Venezuela x Guiana; O veículo 4×4 e o míssil anticarro nacional.( Quando os meios foram enviados as brigadas não tinham sido criadas ainda).
    Será que essa utilização operacional servirá de balizamento para começar a criação de doutrina?
    Obrigado pela atenção!

  6. sobre a informação da não entrega dos Spike, está sendo seguido rigorosamente o cronograma contratado que especificava a entrega a partir de junho de 24 não havendo atraso por conta do conflito na faixa de Gaza

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