Exército dá prosseguimento ao Guarani Antiaéreo

Nos dias 16 e 17 de agosto, uma equipe do Escritório de Projetos do Exército (EPEx) e do Comando de Defesa Antiaérea do Exército (Cmdo DAAe Ex), estiveram na fábrica da IDV, em Sete Lagoas (MG), para coordenar reuniões de trabalho no escopo da família de blindados Guarani com o propósito dar prosseguimento ao projeto da viatura blindada de combate antiaérea – média sobre rodas (VBC AAe – MSR) 6X6 Guarani, cuja previsão de desenvolvimento é para 2024.

Participaram das atividades, o gerente e o supervisor do Programa Estratégico do Exército (Prg EE) Defesa Antiaérea; assessores do Prg EE Forças Blindadas; representantes da Comissão de Absorção e Transferência de Tecnologia Junto à Iveco (CACTTIV);  da Comissão de Fiscalização e Recebimento de Material na Iveco (COMFIREMIV); e das empresas IDV e Saab.

O objetivo das reuniões foi apresentar as possibilidades potenciais do projeto e destacar aspectos relevantes das premissas de planejamento da diretriz de concepção integrada do VBC AAe, o EB20-D-08.059, publicado na Portaria 944-EME/C Ex, do dia 12 de janeiro deste ano

 

Fonte: Escritório de Projetos do Exército 

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Comentários

23 respostas

  1. Em uma live do jornalista Roberto Caiafa, tive a impressão de que esta seria uma das últimas versões a serem desenvolvidas/ adquiridas. Algo mudou no cronograma do exército?

    1. Provavelmente se referiam ao desenvolvimento de protótipos e testes da versão(com todos os requisitos fechados). Neste momento devem começar os estudos de viabilidade e engenharia já que deve ser a versão mais complexa a ser desenvolvida, além disso ela tem que ter comunalidade com o projeto de defesa antiáerea.

      1. Se for adotar a solução da SAAB não tem nada de complexo, pois já foi integrada em veículos menores que o Guarani.
        Seria complexo criar um sistema com radar Saber nacional ou acrescentar um canhão ao sistema.
        O mais provável é fazer uma licitação, tal como fizeram com o viatura 8×8 e como o obuseiro sobre rodas 155mm, para escolher o sistema mais adequado ao Guarani.

  2. Excelente projeto, gostaria muito de ver uma versão com canhão e míssil em uma unidade, além de radar integrado, estilo Gepard.

    1. Parece que não é isso que querem. Sao apenas três mísseis em um Guarani. E um radar de busca em outra unidade.

      1. De fato, não é uma configuração ideal na minha opinião mas funciona e é menos complexa.

  3. Boa tarde!
    Acredito que o radar possa ser transportado em outro veículo que não seja o Guarani, deixando os armamentos para estes.
    Acredito que eles venham operar espalhados em torno de uma unidade de radar, apesar do veículo da esquerda na imagem pareça ter um radar.
    Bastos uma pergunta?
    Esses veículos antiaéreos não seriam usados também para proteger os sistemas de artilharia antiaérea de altitude que estão em licitação?
    Obrigado pela atenção!

  4. Eu não entendo muito do assunto mas qual seria o alcance desse sistema anti aéreo? Pelo que entendi de outros posts poder anti aéreo de longo alcance é uma área em que estamos bem despreparados, não? Eu só pergunto porque nao conheço bem o assunto.

    1. Curto alcance, Provavelmente armado com RBS-70.
      Tem um programa para aquisição de sistemas antiaéreos de médio alcance que vão ser baseados em caminhões.

  5. Interessante, mas…

    Se estamos pensando em um desenvolvimento partindo do RBS-70, então das duas é uma: (a) ou se faz kits modulares para se adaptar em uma VBTP (minimizando custos de desenvolvimento) ou (b) mais proveitoso então utilizar uma viatura menos custosa, como o Guaicuru.

    Desenvolver uma nova variante do Guarani apenas para atender esse requisito, que redundará em umas poucas dezenas de UTs e 13 DTs, não faz sentido…

    Pra mim, o foco do desenvolvimento do Guarani deveria ser o veículo de combate de infantaria, extremamente necessário, no meu entender, para prover uma cavalaria mecanizada ‘de facto’.

    1. RR, os Guaranis são operados pelas Cavalarias Mecanizadas (Sobre Rodas). O IFV será operado pelos BIBs, substituindo os M-113, operados juntos aos Regimentos de Carros de Combate/Cavalaria Blindada (sobre esteiras) . São operações distintas. Este sistema é para defesa de ponto de esquadrões de cavalaria mecanizada. Salvo melhor juízo aqui dos comentaristas e do Professor Paulo Bastos!

      1. Boa tarde, Marcelo.

        Estou falando da variante com a torre 30mm, que é um veículo de combate de infantaria na prática, e proporcionaria as unidades mecanizadas muito mais poder de fogo, tal como hoje há em projetos para vários exércitos do mundo, cujo conceito VBCI francês (Véhicule Blindé de Combat d’Infanterie) eu aqui destaco para se fazer melhor entender. Aliás, salvo melhor juízo, a viatura Guarani com a famigerada torre é (ou era…) considerada uma VBC Fuz, sendo 6×6.

        Para os BIBs, em substituição aos M-113, não faz sentido um veículo sobre rodas (a menos que se queira mudar a forma de se combater dessas unidades). Aqui, a substituição certamente será um veículo sob lagartas, provavelmente escorado nas novas plataformas modulares. Contudo…

        Interessante que os franceses estão adotando sua VBCI no lugar de AMX10P, que é um veículo sob lagartas (!!!), colocando-os em unidades de cavalaria mistas; e isso decorre provavelmente de um entendimento do próprio Armee de Terre de que rodas vão onde esteiras também irão (o que não é bem o que pensa o resto do mundo)… Enfim…

      2. E cabe dizer:

        Não há atualmente no EB ou CFN algo que seja de fato um VCI. Ao ser adquirido (se de fato o for), portanto, será uma novidade e fará a doutrina para esse tipo.

  6. O sistema MShorad da Saab nasceu como demonstrador uma viatura LMV, o exercito resolveu escolher uma plataforma nova com o Guarani para colocar o sistema, caro Bastos tenho minhas dúvidas relativo aos custos de homologação/desenvolvimento a plataforma guarani, não ficaria mais barato ter usado o LMV como plataforma pronta?

    1. Nesse caso específico, os custos de homologação e desenvolvimento são mínimos, pois não é necessário fazer grandes intervenções no Guarani para instalar esses equipamentos da SAAB que são “pequenos e leves” para o Guarani.
      Outra coisa. O sistema da SAAB já é homologado. E só a instalação no Guarani que precisa ser testada.
      Por isso penso que é muito mais barato do que o desenvolvimento das torres UT30BR e Torc30.

  7. Caro RR, o curioso que estão adotando o guarani com torre UT30 como viatura de apoio de fogo em pelotão específico, e os guarani com a REMAX como VBCI das companhias/esquadrões de fuzileiros, na minha opinião (e se o dinheiro desse) .50/7,62mm em torre de viatura é armamento de autodefesa, seria o guarani equipado com a torre UT30 a viatura padrão das das companhias/esquadrões de fuzileiros e esse sim cumpriria o apoio de fogo com maestria, e os Guarani com REMAX iria substituir as versões APC….

    1. Boa noite, caro Rafael.

      Se estão mesmo fazendo tal coisa, então estariam na verdade é testando conceito…!

      O Guarani com a torre REMAX poderia ser considerado um Armored Personel Carrier, assim como a sub variante com a torre REMAN, com peças de 7,62mm a 12,7mm. A arma teria por função primária saturar uma posição, quer dizer, mantendo-a sob fogo e permitindo a progressão do squad.

      Uma legítima viatura de combate de infantaria exigiria uma proteção adicional (proteção contra calibres da ordem dos 12,7mm a 20mm no setor frontal) e torre com um canhão de 20mm a 30mm; não apenas para saturar posições inimigas em tese mais duras com um maior poder de fogo, mas também para atacar outros veículos blindados. Não seria incomum ser também equipado com mísseis A/C, visto ter que acompanhar uma força de cavalaria e a possibilidade maior de encontrar carros de combate inimigos.

      Quer dizer, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa…

      Entendo que uma unidade de cavalaria mecanizada legítima (a nível regimento) seria uma força assentada em uma VBC Cav com um canhão não inferior a 90mm e uma VBC Fuz munida de uma torre 20/30mm. Unidades de infantaria mecanizada independentes atuariam provendo reforço, com APC/VBTP.

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