Exército Argentino incorpora o segundo esquadrão de TAM 2C-A2

No Complexo Militar de Magdalena, na região de Buenos Aires, o Exército Argentino incorporou um novo esquadrão de carros de combate TAM 2C-A2 ao Regimiento de Caballería de Tanques 8 “Cazadores Gral. Necochea” (RC Tan 8), como parte do processo de modernização de suas capacidades blindadas.

O TAM (Tanque Argentino Mediano) tem sido um pilar das unidades blindadas do Exército por décadas. Sua evolução para a versão 2C-A2 incorporou tecnologias que expandiram suas capacidades em cenários operacionais complexos, com melhorias nos sistemas de observação, aquisição e rastreamento de alvos, controle de tiro e operação em condições de baixa visibilidade.

A história do sistema remonta ao final da década de 1970, quando a cooperação tecnológica com a empresa alemã Thyssen-Henschel lançou as bases para que o país desenvolvesse seu próprio conhecimento, infraestrutura e capacidades na fabricação e manutenção de um sistema de armas altamente complexo. Meio século depois, a versão modernizada se baseia nesse conhecimento e o aplica às demandas do presente.

Esse apoio também tem caráter nacional, com a Dirección General de Investigación y Desarrollo (DIGID) e Dirección General de Fabricaciones Militares (FM) fazendo parte desse projeto. A munição de calibre 105mm utilizada por esses carros de combate para treinamento de unidades é produzida no país, coordenando o trabalho do Exército com organizações do sistema de ciência e tecnologia da defesa.

As equipes passam por treinamento que inclui exercícios e simulações com munição real, visando consolidar os procedimentos operacionais do sistema. Desde que o primeiro esquadrão entrou em serviço em 2024, sua proximidade com institutos de treinamento e desenvolvimento profissional, juntamente com a experiência acumulada, permitiu melhorias nos procedimentos operacionais, treinamento, manutenção e suporte logístico, fortalecendo assim a base de conhecimento.

Sediado em Magdalena, o novo esquadrão reforça as capacidades das forças blindadas. Com a consolidação progressiva dos tanques TAM 2C-A2, o Exército continua a adaptar-se às exigências atuais e a preparar-se para os desafios futuros, visando ter uma força pronta para cumprir a sua missão em diversos cenários.


Fonte: Exército Argentino

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Respostas de 4

  1. A meu ver, esse programa de revitalização dos TAM tem o mesmo foco que o programa dos Cascaveis BR: chamar a indústria do país a cooperar e participar do processo, substituindo componentes, integrando sensores e melhorando algumas capacidades, mesmo sabendo que são carros que já ultrapassaram seus limites.

    No caso brasileiro, o emprego será de forma secundária, formando uma segunda linha em relação aos Centauros; já no caso dos argentinos, o TAM é a espinha dorsal da cavalaria blindada, que tem, hipoteticamente, como oponentes os Leopard 1 e 2A4 chilenos.

    1. Exatamente Raphael, por isso tbm é interessante e útil a modernização do Cascavel e o seria tbm uma modernização, nos moldes do TAM, dos Leo 1A5br mas como já passou o momento pra isso e melhor agora é já pular pro Tulpar , digo , pro vencedor da licitação pra novos MBT’s(M’MBT).

  2. Aos poucos os EUA estão armando os argentinos para se tornarem a principal força bélica da América latina, e um braço deles no nosso meio !!! O pior cego , é aquele que não quer ver !…Acorda Brasil! 🤔🤔😲😲😲😲

    1. Aristides.

      A rigor, todas essas recentes compras argentinas nada mais são que atualizações pontuais relacionadas a recobrar capacidades. Por exemplo: a aquisição de caças F-16, visando retornar uma capacidade de interceptação perdida com a retirada dos Mirage III e Dagger, de uma variante que já não representa o estado da arte para o tipo.

      Armar a Argentina a ponto de torna-la a grande força militar do continente exigiria um investimento colossal, pra além da dezena do bilhão de dólares em décadas… Será que Trump estaria disposto a pagar essa conta…? Os argentinos evidentemente não podem bancar isso…

      Historicamente, o que mais interessou aos americanos foi manter o equilíbrio de forças no continente, de uma tal maneira a que nenhum país se sobressaia, mantendo-os assim dentro de sua esfera de influência. E é nesse sentido que se movem.

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