Tínia 2020 – FAB treina além do combate aéreo

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A segunda edição do Exercício Operacional (EXOP) Tínia, realizado até o dia 27 de novembro nas Alas 3 e 4, em Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, tem como objetivo manter a operacionalidade da Força Aérea Brasileira e de seus Esquadrões Aéreos, assim como dos Controladores de Tráfego Aéreo, dos Grupos de Defesa Antiaérea e de Comunicações e Controle. Além disso, treina a capacidade de desdobramento da Força e de manutenção com a atuação em conjunto dos Grupos Logísticos.

O responsável pela Manutenção Integrada do Grupo Logístico (GLOG) da Ala 3, major especialista em aviões Roberto Guilherme dos Santos Alves, explica que o trabalho para o EXOP começa bem antes do início das operações nas sedes do treinamento e inclui o planejamento de recursos humanos e materiais que serão mobilizados e deslocados para a manutenção das aeronaves envolvidas. “A manutenção integrada nos traz um importante ganho em eficiência sem perder a qualidade técnica e a segurança nas ações de manutenção realizadas nos projetos apoiados”, diz.

O tráfego aéreo durante o treinamento é controlado a partir do 2° Esquadrão do 1º Grupo de Comunicações e Controle (2º/1º GCC), em Canoas, e pelo Centro de Operações Militares (COPM-2) em Curitiba, com a participação de controladores de todo o Brasil. Os aviões radar E-99 também podem realizar o controle de tráfego durante as missões dos caças. O Comandante do 2º/1º GCC, major aviador Rodrigo de Sousa da Costa conta que, durante o EXOP, os militares em Canoas e Curitiba tem funções bem definidas. “Aqui controlamos o lado defensivo das missões, enquanto o lado que desempenha a função ofensiva é controlado a partir do COPM-2”, explica. Para realizar o controle de tráfego nesse tipo de missão, os militares precisam ter um treinamento específico.

Outro aspecto do Exercício é o acompanhamento em tempo real dos combates aéreos, o chamado showtime, em que militares avaliam cada ação dos pilotos em voo e definem o andamento das missões. O reabastecimento em voo também é treinado durante o exercício. O KC-130 Hércules do Esquadrão Gordo realiza missões como reabastecedor das aeronaves de F-5 Tiger e A-1 AMX. Na Tínia, os caças treinam, ainda, missões aéreas compostas, quando várias aeronaves decolam simultaneamente para simular o combate aéreo.

Defesa Antiaérea

A 1ª Brigada de Defesa Antiaérea (1ª BDAAE), por meio do Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1º GDAAE), Grupo Laçador, do 2º GDAAE, Grupo Ajuricaba, e do 3º GDAAE, Grupo Defensor, participa do Exercício Operacional Tínia. Os Grupos estão desdobrados no terreno, além do Centro de Operações Antiaéreas, Equipe de Ligação Antiaérea, Unidades de Tiro e Postos de Vigilância, os quais são empregados em períodos diurnos e noturnos, contra ataques aéreos simulados, realizados pelas aeronaves A-1 e A-29 Super Tucano.

Atuando de forma integrada, os Grupos de Defesa Antiaérea da FAB envolvem 54 militares para realizarem o treinamento da Defesa Antiaérea do Centro Diretor Aéreo do Teatro (CDAT), sediado nas instalações do Quarto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (4º/1º GCC), na Ala 4, em Santa Maria (RS).

Fonte: ten Emília Maria / Agência Força Aérea
Fotos: sd Wilhan Campos, CECOMSAER e 1º GDAAE
Vídeo: sd Chagas / CECOMSAER

4 Comentários

  1. Infelizmente nós não temos uma defesa antiaérea de longo alcance, isso precisa ser mudado com urgência.

    O Brasil precisa fazer uma aquisição de 15 sistemas norte-americanos MIM-104 Patriot e pelo menos 05 sistemas Iron Dome israelenses, para garantir a nossa defesa antiaérea.

    O Patriot é um excelente interceptador de mísseis e aeronaves, e o Iron Dome também. Tê-los aqui no Brasil nas nossas forças armadas seria excelente.

    É disso o que o nosso Exército precisa.

    • Acho meio difícil o congresso do EUA aprovar a venda de equipamentos tão tecnológicos para o Brasil, Digamos que eles não querem armar os seus vizinhos com equipamentos tecnológicos com medo de tais armas serem usadas contra eles.
      Por que você acha que o F-35 não foi ofertado no FX-2, Ou porque não ofertaram para o Chile e Colômbia que são bem mais próximos aos EUA. (Sem contar que o congresso dos EUA embargou os F-4 Phantom para a FAB com isso o F-5 ficou como única opção)
      O Brasil preza por equipamentos transportáveis ou seja que consiga ser transportado via C-130 ou KC-390 para área de conflito acho bem provável o Brasil optar pelo o Spyder LR que pelo o MIM-104

  2. Prefiro os sistemas europeus e até os russos.

    Mas o ideal seria desenvolvermos dois sistemas.

    Radar M60 e radar M200 com misseis A-Darter e R-Darter.

  3. (a guerra das Malvinas), ensinaram que não se pode confiar em armas de outros paises.
    os franceses passaram os códigos fontes para os ingleses, a força aérea argentina viu seus misseis passarem longe dos alvos.

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