A britânica BAE Systems revelou um novo Sistema de Controle de Tiro Indireto de Próxima Geração (Next Generation Indirect Fire Control System), desenvolvido para aumentar a velocidade, a precisão e a conectividade das operações de artilharia em cenários de combate modernos.
Projetado para atuar diretamente junto às guarnições de tiro, o sistema digitaliza o processo de engajamento de alvos, reduzindo o tempo entre a identificação da ameaça e a execução dos disparos. A solução também amplia a consciência situacional dos operadores e conecta peças de artilharia a redes mais amplas de sensores, centros de comando e outros vetores de combate.
Segundo a empresa, o sistema foi concebido para atender às exigências dos conflitos contemporâneos, nos quais a capacidade de detectar, decidir e atacar rapidamente tornou-se um fator decisivo no campo de batalha. A arquitetura digital permite que informações circulem em tempo real entre diferentes plataformas, criando um ambiente mais integrado para o emprego dos fogos indiretos.
“Os conflitos modernos exigem a capacidade de perceber, decidir e agir com rapidez. Nosso novo sistema foi desenvolvido para ajudar as forças armadas a acelerar a entrega de fogos por meio da conexão entre plataformas, sensores e tomadores de decisão dentro de uma arquitetura digital resiliente”, afirmou John Borton, diretor-geral da divisão de Sistemas de Armamentos da BAE Systems no Reino Unido.

Outro destaque é a adoção de uma arquitetura aberta, permitindo a integração com uma ampla variedade de sistemas atuais e futuros. Dessa forma, o controle de tiro pode ser empregado em diferentes plataformas de artilharia e ambientes digitais, facilitando a incorporação de novos sensores, sistemas de comando e controle e outros meios de combate ao longo do tempo.
A proposta segue uma tendência observada em diversos exércitos ao redor do mundo: transformar a artilharia em um sistema cada vez mais conectado, integrado a redes de sensores e capaz de responder rapidamente às informações recebidas do campo de batalha. A experiência da guerra na Ucrânia demonstrou que a velocidade na troca de dados e na execução dos disparos pode ser tão importante quanto o alcance ou o poder destrutivo dos armamentos.
Desenvolvido a partir de uma configuração-base soberana do Reino Unido, o novo sistema também oferece aos operadores maior controle sobre a gestão e a evolução das capacidades de controle de fogo, permitindo futuras modernizações sem a necessidade de alterações significativas nos equipamentos já em serviço.