O governo dos Estados Unidos aprovou a venda de foguetes guiados por laser APKWS II (Advanced Precision Kill Weapon System), em sua versão ar-ar, para a Itália. Conforme a notificação do Departamento de Estado ao Congresso, a venda foi avaliada em US$ 364 milhões. Os novos armamentos serão empregados principalmente no combate a drones.
Roma solicitou a compra de 5.031 unidades da versão ar-ar WGU-59B/B, como são designadas as seções de guiagem do APKWS. Esse é o componente que transforma os foguetes Hydra, de 70 mm, em armas de precisão guiadas por laser. A aquisição também inclui casulos LAU-131 de sete disparos, ogivas MK-152, motores MK-66, documentação técnica, serviços de apoio e transporte, suporte do governo dos EUA e outros itens.
Criado pela BAE Systems, o APKWS transforma os tradicionais foguetes Hydra 70, originalmente não guiados e empregados muitas vezes em ataques de saturação, em uma arma de precisão. O sistema utiliza quatro sensores instalados nas aletas frontais de uma nova seção inserida no corpo do foguete.

Segundo a fabricante, a seção de guiagem é capaz de travar em alvos a mais de seis quilômetros de distância, aumentando a capacidade de sobrevivência e as chances de sucesso da missão ao manter a plataforma de lançamento a uma distância segura. A atualização Single Variant Block, mesma versão adquirida pela Itália, também otimizou a trajetória de voo, permitindo atingir alvos em ângulos de ataque mais íngremes para aumentar a letalidade.
Com o advento dos drones suicidas, uma ameaça que vem evoluindo constantemente, forças armadas de todo o mundo passaram a adotar foguetes guiados como uma alternativa significativamente mais barata que mísseis ar-ar tradicionais, como os das famílias Sidewinder, AMRAAM e MICA.
É o chamado C-UAS (Counter-Unmanned Aircraft System), que inclui não apenas o APKWS, mas também modelos como o FZ275 70 mm, testado nos F-16 da Bélgica, e o Aculeus LG de 68 mm, integrado aos Dassault Rafale franceses. Os dois sistemas são fabricados pela Thales. A Itália, por sua vez, possivelmente vai integrar os novos APKWS II aos seus Eurofighter F-2000 Typhoon, repetindo uma capacidade já empregada pela Força Aérea Real em seus Typhoon FGR.4.

Ainda segundo o governo americano, a venda proposta deverá aprimorar “a capacidade italiana de enfrentar ameaças atuais e futuras, além de melhorar significativamente a contribuição da Itália para a defesa aérea e antimíssil integrada da OTAN”. A notificação também afirma que Roma não terá dificuldades para integrar os novos equipamentos e serviços às suas Forças Armadas.