EDGE e Emirados Árabes ampliam cooperação de defesa com o Exército Brasileiro e IMBEL

O grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, assinou nesta terça-feira (13), em Abu Dhabi, uma Carta de Intenções com o Ministério da Defesa emiradense, o Exército Brasileiro, representado pelo Estado-Maior do Exército (EME), e a Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL). O documento estabelece as bases para ampliar a cooperação bilateral em defesa e discutir futuros projetos conjuntos nas áreas militar, tecnológica e industrial.

A iniciativa se apoia no Acordo de Cooperação em Defesa firmado entre Brasil e Emirados Árabes Unidos em 2014 e no acordo de 2019 sobre intercâmbio e proteção mútua de informações e materiais classificados. O objetivo é identificar soluções para o Exército Brasileiro, alinhadas ao processo de transformação da Força e ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID).

Segundo o EDGE, as discussões poderão abranger capacidades militares, modernização das forças terrestres, transferência de tecnologia e desenvolvimento de programas conjuntos. A Carta de Intenções, porém, estabelece diretrizes para a cooperação e não representa, por si só, a contratação de sistemas ou a definição de projetos específicos.

Hamad Al Marar, diretor-geral e CEO do EDGE Group, afirmou que a empresa pretende contribuir para a modernização do Exército Brasileiro por meio de seu portfólio de produtos, de sua equipe técnica e de sua presença industrial no Brasil.

A estrutura de cooperação prevê papéis complementares para os participantes. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos representa a dimensão governamental da iniciativa, enquanto o Exército Brasileiro apresenta seus requisitos operacionais e prioridades de modernização. A IMBEL contribui com as capacidades da indústria de defesa nacional, e o EDGE oferece tecnologias e experiência no desenvolvimento de sistemas militares.

O acordo amplia as possibilidades de colaboração entre os dois países em um momento de busca por novas capacidades para as forças terrestres brasileiras. Os projetos que poderão resultar da iniciativa, assim como eventuais investimentos, transferência de tecnologia e cronogramas, ainda não foram detalhados.

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