Dia da Aviação de Asas Rotativas (Força Aérea Brasileira)

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H-60L BlackHawk: o versátil Falcão Negro. Foto: Roberto Caiafa

Formação


Piloto de Asas Rotativas

Depois de quatro anos na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), é que começa a formação do piloto de helicóptero. Quando concluem o Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAv), os Cadetes recebem a patente de Aspirante a Oficial e já são designados para o curso de especialização na Aviação em que irão atuar.

A escolha é feita de acordo com diversos parâmetros, como aptidões pessoais e média de notas de cada Cadete.

Foto: Roberto Caiafa

Na AFA, o aluno conclui o Curso Básico de Aviação Militar, voando o T-25 e o T-27.

Depois, é necessário se aprofundar mais para cumprir as missões que envolvem as Asas Rotativas, como busca e resgate ou SAR (do inglês, Search And Rescue), evacuação aeromédica (EVAM), ataque, patrulha e defesa de fronteiras, apoio logístico, interceptação e transporte especial.

Em apenas seis anos de operação com o H225M (H-36) Caracal, a Força Aérea Brasileira (FAB) completou 10 mil horas de voo com a aeronave.

A formação especializada em Asas Rotativas ocorre na Ala 10, localizada em Parnamirim (RN), região metropolitana de Natal, onde está sediado o esquadrão Gavião (1º/11º GAV), responsável pelo Curso de Especialização em Asas Rotativas (CEO-AR).

No CEO-AR, os Aspirantes passam, em média, um ano em instruções teóricas e práticas adquirindo todo o conhecimento necessário para pilotar helicópteros e o treinamento é realizado a bordo do H-50 Esquilo.

Além disso, aprendem toda a doutrina inerente à Aviação que escolheram. Durante o curso, os pilotos fazem a adaptação diurna e noturna na aeronave, aprendem a operar em área restrita, voar por instrumentos, fazer resgate e transportar carga externa.

Também realizam técnicas de rapel e formatura tática para missão de ataque ou de resgate em combate.

Ah-2 Sabre: o poder de fogo que veio da Rússia. Foto: Roberto Caiafa

Dentre várias outras especificidades, duas características das Asas Rotativas se sobressaem: a flexibilidade e a versatilidade na hora do pouso. Um helicóptero é capaz de chegar em locais de difícil acesso, como em uma mata ou numa clareira, por exemplo. Principalmente, se a região não oferecer pistas. Eles precisam de pouco espaço para pousar e decolar.

Após a conclusão do CEO-AR, os militares são enviados para um dos esquadrões que operam Asas Rotativas no País.

Esquadrões


Atualmente, há oito Esquadrões de Asas Rotativas na FAB em todo o Brasil:

  1°/8° GAV – Esquadrão Falcão
  2°/8° GAV – Esquadrão Poti
  3°/8° GAV – Esquadrão Puma
  5°/8° GAV – Esquadrão Pantera
  7º/8º GAV – Esquadrão Harpia
  2°/10° GAV – Esquadrão Pelicano
  1°/11° – Esquadrão Gavião
  3° Esquadrão do GTE

1 Comentário

  1. Caiafa. Boa tarde.
    Como andam os AH-2? A tempos não vejo notícias deles.
    Ouvi boatos a respeito de problemas de manutenção ou utilização, o que reduz sua operacionalidade, mas nada de concreto.

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