Cunha Moreira: lançamento da terceira Fragata Classe Tamandaré reforça renovação da Marinha

A Marinha do Brasil deu mais um passo na renovação de sua força de superfície na quinta-feira (26), com o lançamento ao mar da Fragata Cunha Moreira (F202), terceira unidade da Classe Tamandaré. A cerimônia foi realizada no estaleiro TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoridades civis e militares e representantes da indústria de defesa.

O lançamento marca uma das etapas mais importantes da construção do navio, que agora seguirá para a fase de integração dos sistemas de combate, sensores e equipamentos embarcados antes do início das provas de mar. A previsão da Marinha é que a Cunha Moreira seja entregue à força em 2028. A embarcação teve o corte da primeira chapa de aço em novembro de 2024 e o batimento de quilha em junho de 2025, demonstrando a rápida evolução do cronograma do programa.

A F202 integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), considerado o principal projeto de renovação da esquadra brasileira nas últimas décadas. Enquanto a primeira unidade, Fragata Tamandaré (F200), já foi incorporada à Marinha, a segunda, Jerônimo de Albuquerque (F201), prepara-se para iniciar as provas de aceitação no mar. Com a entrada em serviço da Cunha Moreira, a força amplia sua capacidade de proteger a chamada Amazônia Azul e substituir gradualmente navios mais antigos da frota.

Mais do que novos navios, o programa representa um importante vetor de fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira. Desenvolvido por meio da parceria entre a Marinha, a SPE Águas Azuis — formada por TKMS, Embraer Defesa & Segurança e Atech — e gerenciado pela EMGEPRON, o projeto prevê ampla transferência de tecnologia, nacionalização de sistemas e capacitação da indústria naval brasileira. Integrado ao Novo PAC, o PFCT reúne mais de mil fornecedores nacionais e tem expectativa de gerar cerca de 23 mil empregos até 2029, entre postos diretos, indiretos e induzidos.

(Marinha do Brasil)

Durante a cerimônia, o comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, destacou que o programa vai além da incorporação de novos meios navais. Segundo ele, a Classe Tamandaré representa a consolidação da capacidade nacional de desenvolver tecnologias críticas, fortalecer a indústria de defesa e formar mão de obra altamente qualificada para o setor.

Com cerca de 107 metros de comprimento, deslocamento aproximado de 3.500 toneladas e velocidade máxima de 25 nós, as Fragatas Classe Tamandaré foram projetadas para operar em missões de guerra antissubmarino, antiaérea e de superfície, além de patrulha, escolta e proteção das linhas de comunicação marítimas. Equipadas com radares multifuncionais, sonar, mísseis antinavio, canhões de última geração e convoo com sistema de pouso automático para helicópteros, elas representam um salto tecnológico em relação aos principais navios atualmente em serviço na Marinha do Brasil.

Mais do que a construção de quatro novos navios, o Programa Fragatas Classe Tamandaré representa um dos mais importantes projetos estratégicos da história recente da indústria naval e de defesa brasileira. Além de renovar a capacidade de combate da Marinha, a iniciativa consolida competências nacionais em engenharia, integração de sistemas e construção naval militar, criando uma base tecnológica que deverá sustentar futuros programas da Esquadra.

Na próxima edição da Revista Tecnologia & Defesa, o leitor poderá conferir uma análise especial sobre o programa, abordando seus desafios, avanços, impactos para a Base Industrial de Defesa e o papel da Classe Tamandaré no futuro do poder naval brasileiro.

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Respostas de 5

  1. parabéns marinha do Brasil e o conjunto de parcerias, o Brasil não pode ficar com embarcações velhas sem nenhuma capacidade operacional. prosseguir este é o lema.

  2. as fragatas deveriam ter sistema de defesa ante aérea de longo alcance pois o inimigo tem caças com mísseis ante navio com alcance de 300km portanto as Tamandarés são alvos fáceis.

  3. Boas naves! Se as 8 se tornarem uma realidade; e com a aquisição (hipotética) de mais 2 Fremm’s, A MB fica muito bem aparelhada no Atlântico Sul.

  4. Parabéns ao governo federal que defende os interesses do país investindo em defesa e não esta lá nos EUA rifando as riquezas do Brasil em troca de intervenção externa.

  5. parabéns pela iniciativa, espero que estas embarcações sejam equipadas também com drones de longo alcance.

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