CORE23 – Militares dos EUA recebem brevê de selva

Foram três dias incansáveis no meio da floresta amazônica, aprendendo técnicas de sobrevivência. Desta forma, cerca de 150 militares norte-americanos receberam o brevê de SELVA da tropa brasileira, do 2° Batalhão de Infantaria de Selva (2º BIS), o “Batalhão Pedro Teixeira“, responsável pelas instruções.

A Formatura foi presidida pelo general de divisão André Laranja Sá Correa, chefe do Centro de Coordenação de Operações (CCOp) do Comando Militar do Norte (CMN). Ele destacou a resistência dos militares americanos diante dos desafios do ambiente de selva e ainda elogiou a equipe de instrução que conduziu as atividades. “A gente considera que o resultado foi muito bom. Talvez a maior dificuldade para eles foi aclimatação no nosso ambiente operacional. No mais, acredito que conseguimos alcançar o nosso objetivo principal que é a integração entre as forças”.

O estágio de adaptação e vida na selva (EAVS) marcou a primeira etapa do Exercício CORE23 (Combined Operation and Rotation Exercise), um exercício bilateral entre os Exércitos do Brasil (EB) e dos Estados Unidos da América (US Army). “Nós tivemos várias instruções principalmente relacionadas a sobrevivência na selva, construção de abrigos, como obter alimentos, água, fogo, mas também as relacionadas as orientação e técnicas fluviais.”, destacou o coronel Rodrigo Ribeiro, comandante do 2º BIS.

Durante as instruções, a típica chuva de Belém batizou os militares. Para o soldado de primeira classe (SPC) Vozzela, apesar do cansaço, esta foi uma experiência ímpar. “A gente está molhado 24 horas por dia. Então, acrescenta um pouco mais de peso, mas é bom. Mantém a gente em forma. Em geral, eu amei a experiência”.

A SPC Casey, destacou que esta foi a primeira vez que teve contato com a região amazônica. “Com certeza não gostei dos insetos, mas foi muito impressionante conhecer a fauna. Os exercícios foram muito divertidos, eu nunca havia feito nada como isto antes, então com certeza é algo para lembrar”.

As próximas fases da CORE23 serão realizadas no estado do Amapá, entre os dias 6 e 16 de novembro, aonde irão desenvolver atividades nos municípios de Macapá, Ferreira Gomes, Oiapoque e no Distrito de Clevelândia do Norte.

 

Fonte: Comando Militar do Norte

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Comentários

16 respostas

    1. Caro, Marco Antonio; Você sabe onde estão os melhores e mais experientes guerreiros de selva da América Latina? Se sua resposta foi Brasil, então você errou. Os mais experientes guerreiros de selva estão na Colômbia.

  1. Marcos, não foi o Brasil que criou a doutrina de guerra na Selva . em 1955 EUA já lutava em selva na guerra do vietnã e o CIGS foi criado em 1964 … 10 anos antes eles já lutavam em selva… fora outras guerras que eles já lutaram em ambiente de selva. ..antes disto combateram insurgentes filipinos após a Guerra Hispano-Americana de 1898.
    não se esqueça da presença dos EUA na Colômbia.
    o que eles fazem e manter doutrina sem precisar criar uma escola de Selva… se já não tiver recriado…

    1. Exatamente! Os jovens e muito jovens, que desconhecem esses fatos ,deveriam se informar melhor .Os exércitos
      do sudoeste da Ásia, são tão bons ou melhores que o do EB,em guerra na selva . Historicamente,o Brasil ,apesar dos avanços em combate em ambientes diversos , está muito atrás dos USA e Alemanha ,por exemplo. Não obstante o empenho , adaptação e espirit guerreiro do Militar brasileiro. Víde a IIWW .

  2. Bueno completando sua colocação destaco que Vietnã foi um inferno onde sairam e a guerra foi perdida então assim,independente de tudo sou contra estes exercicios espero que já que fez possa ter sido passado muito pouco pois não é interessante manter uma doutrina com países que cobiçam nossa Amazônia.

    1. Daneil , o Brasil também treina nos EUA , Militares das 3 forças fazem curso oferecido pelos EUA, Inclusive tem ate militares da marinha em treinamento a bordo de Navios Americanos ,
      Acho uma tremenda bobagem estas narrativas , o EUA lutam e fazem o que fazem pelos seus interesses, o Brasil e os Brasileiros deveriam fazer o mesmo, estas narrativas e estas polarização besta só leva a desunião e a falta de um protejo de nação.

      Vamos a uma realidade sem hipocrisia, e desculpas infinitas de falta de verbas, ou devido prioridades A, B ser mais importante do que defesa, etc.
      Se o Brasil e os Brasileiros fosse realmente tão cuidadosos com a Amazônia nosso EB não teria apenas 4 Helicópteros Black Walk operando há mais de 25 anos lá, o Programa SIFRON já teria terminado, já estaríamos operando um sistema adequado de defesa Antiaérea em Belém , e não contando apenas com Centenas de Iglas e RBS para todos o território Brasileiro , o EB operaria uma Aviação de Asas fixa para prover sua logística, não estaríamos vendo a correria da FAB e EB na recuperação de uma pista para atender a calamidade nas tribo Ianomani , e tantos outros desleixo com as região da Amazónia , em todas as esferas do poder público que deveria demonstrar em ações mais que palavras a importância que é a região da Amazonia tem para o Brasil.
      Vamos pegar o exemplo da Índia na área de investimento em tecnologia , eles fabricam e lançam, seus próprios satélites, é Nos? Fingimos que temos um baita programa espacial!
      Se o Brasil realmente importasse com a Amazônia, teria seus próprios satélites monitorando a região!
      Temos então que ter a política da boa vizinhança com os EUA , Somos consumidores de tecnologia deles, e eles consumidores de comodities do Brasil.
      Se possível for, tenha paz com todos!
      Paz e Bem!

  3. O curso de guerra na selva tem níveis primário, intermediário e superior. É obvio que em uma excursão de trinta dias os gringos terão apenas o básico do nível primário. O que eles terão é uma noção do inferno verde milhares de vezes maior que o Vietnã em todos os sentidos.

    1. Apriori, concordo com o Elias, o curso de guerra na selva, tem vários níveis de conhecimento, claro que o CMN através do batalhão de infantaria de selva. O Coronel Jorge teixeira, na epoca Major paraquedista, realizou um curso de guerra na selva, no Panamá, só que lá as instruções eram realizadas somente durante o dia, a noite a tropa retraia e se aquartelava. o cel jorge teixeira de oliveira ao chegar em Manaus, disse: ” vou criar um curso de guerra na selva”, que seja dia/noite, melhor do que o do Panamá, vietnã, coreia, etc. Ele criou o COSAC, depois mudou o nome para CIGS, o melhor do mundo, nenhum exercito estrangeiro, mesmo sendo amigo do Brasil, a eles não são destinados um curso de 2, 3 meses na selva, somente 2 ou 3 três dias. Governador Jorge teixeira de Oliveira foi prefeito de Manaus, paraquedista, curso do CIGS e governador do Ex-Territorio Federal de Rondônia, foi um dos melhores governadores que passou por aqui. Falar do curso de guerra na selva, eu estive lá e busquei a manicaca com a onça pintada. Bons Ventos, SELVAAAAAA!

  4. os exercícios foram de três dias, e de soldado de primeira classe, os caras felizes com o brevê de selva se achando kkkk

  5. Na verdade estes exercícios são apenas integração entre nações amigas.
    quem acham que EUA e Brasil vai sair na mão, entendam que o Brasil é aliado histórico dos EUA mesmo que dois cabeças brancas se desentendem não é interessante para os EUA perder relações com o Brasil e vice versa.
    Amazônia não é intocável!

  6. Geralmente os EUA não mandam sua elite militar para treinamentos na América do Sul. Nos exercícios aéreos costumam enviar esquadrões da Guarda Nacional e nos navais a Guarda Costeira.

  7. Todo intercambio é importante, para ambos, visto que tb o Brasil vai ao EUA treinar, afinal são nações com boas relações diplomáticas…quanto ao “pulo do gato” certamente haverá dos dois lados…mas é importante este relacionamento.

  8. Não é brevê do Guerra na Selva. Somente a manicaca de braço do Estágio… Buscar a cara da onça é outra história…

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