Comitiva do Exército faz visita à China visando seus projetos estratégicos

No período de 19 a 22 de junho, uma delegação do Exército Brasileiro (EB), liderada pelo chefe do Escritório de Projetos do Exército (EPEx), o general de brigada Marcelo Rocha Lima,  iniciou uma série de atividades na República Popular da China, tendo como objetivo identificar oportunidades de cooperação na área de projetos estratégicos.

O marco inicial foi uma visita às instalações da empresa China North Industries Corporation (NORINCO), na cidade de Qiqihaer, local onde são fabricados equipamentos de Artilharia de Campanha.

Na mesma cidade, os militares tiveram a oportunidade de assistir a uma demonstração de tiro da viatura blindada de combate obuseiro (VBCOAP) 6X6 SH15, de 155 mm e 52 calibres. Durante o evento, foi possível verificar as capacidades do armamento, que se apresenta como uma das opções da Força para futuramente equipar algumas organizações militares da Artilharia. Atualmente, o sistema se encontra em uso nos Exércitos da China, Paquistão e Etiópia.

No prosseguimento, a delegação brasileira visitou o Instituto de Artilharia do Exército Chinês, localizado na cidade de Nanjing. Durante a atividade, foi possível verificar como está estruturada a capacitação de especialistas no emprego dos meios de apoio de fogo daquela nação.

Encerrando as atividades da Comitiva do Exército na China, mais especificamente na localidade de Alxa, ocorreu uma demonstração de tiro do sistema de defesa antiaérea Sky Dragon 50 GAS2, que emprega mísseis de médio alcance DK10A, material em uso nos Exércitos do Marrocos e de Ruanda, bem como, uma reunião para estudo de eventuais oportunidades de cooperação mútua.

Fonte: Escritório de Projetos do Exército

Artigos Relacionados

Formulação Conceitual dos Meios Blindados do Exército Brasileiro ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO-PORTARIA Nº 162-EME, DE 12 DE JUNHO DE 2019 Documento...

Pela primeira vez no Brasil, foi realizado o reabastecimento em voo (REVO) por helicóptero, foi a chamada Operação MANGA. Na...

A Comissão do Exército Brasileiro em Washington (CEBW) publicou, na última sexta-feira, dia 19 de abril, um pedido de cotação...

O crescimento da Base Industrial de Defesa e Segurança Pública (BIDS) torna esse setor ainda mais estratégico e relevante para...

Em comemoração a semana do Exército, o Comando Militar do Sudeste (CMSE) está organizando uma série de eventos na Capital Paulista,...

O Ministério da Defesa (MinDef), por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (SeProD), acompanhou, entre os dias 15 a...

Comentários

16 respostas

    1. Pessoal, deixando ideologias de lado; a China pode nos fornecer essa tecnologia básica, básica em qualquer Exército do planeta. Somos ocidentais, porém o Ocidente nos negou essa tecnologia de obuses e suas munições. Insisto, temos que fabricar nossas “bocas de fogo”, não podemos depender de terceiros neste setor, e parcerias pode encurtar o caminho da autonomia.

      1. não sou contra comprar material da china, porém de que adianta ir lá e avaliar material bélico se é praticamente certeza que não vai comprar. porque se não os nossos amiguinhos do norte podem achar ruim e até sancionar o Brasil por se aliar aos inimigos da democracia e blá blá blá etc e tal….

        1. isso aí lembra a estória dos F-7 Airguard. O EB espera ludibriar os americanos pra conseguir alguma coisa de segunda mão. Doada,preferencialmente…

      2. Carlos, qual sistema de artilharia o EB tentou comprar e teve a venda negada?

        Em uma rápida pesquisa, podemos ver que hoje fabricamos a munição que utilizamos:
        http://tecnodefesa.com.br/imbel-entrega-municao-de-artilharia-100-nacional-ao-exercito/

        Além disso, já estamos desenvolvendo munição guiada para morteiros. Dai para munição guiada de artilharia é um pulo (não pequeno, mas…):
        http://tecnodefesa.com.br/siatt-propoem-desenvolvimento-de-municao-de-morteiro-guiada-no-agr/

        1. André, quero dizer que precisamos fazer cada parafuso dos nossos obuseiros, 100% Made in Brazil”. Sem artilharia forte, a defesa da nação fica fraca. O “grosso” da guerra na Ucrânia, se trava com as artilharias de tubo. Se alguém (país) nos vender todos os desenhos de construções desses materiais e suas munições, subiremos para outro patamar em matéria de soberania.

          1. Vender é capaz que vendam desde que o Brasil pague por isso. Não precisa nem recorrer aos americanos e europeus, dado que países como Israel, África do Sul e Coreia do Sul dominam essa tecnologia.
            Agora, o Brasil quer pagar? Compensa pagar? Tem dinheiro para pagar? Vai fabricar um número de sistemas que justifique o investimento em aquisição de tecnologia, montagem de fábrica capaz e treinamento de pessoal?
            Sinceramente, para a demanda do EB é melhor importar 36 unidades e ser feliz pelos próximos 30 anos.

          2. Então o “o Ocidente nos negou essa tecnologia de obuses e suas munições” foi apenas retórico, sem relação com o mundo real?

            Se o Brasil quiser comprar, qualquer um vai vender, seja EUA, UE, China, Rússia…mas já fabricamos as munições, já compramos todas as peças de artilharia que buscamos, inclusive já recebemos doações de diversas peças de artilharia do ocidente malvadão.

            Mas como disse o Rafael Oliveira: o Brasil quer comprar? Compensa comprar? Vai fabricar uma quantidade suficiente para justificar o investimento?

            A tecnologia de fabricação de artilharia de tubo é muito mais simples do que a de MRLS, que já dominamos. Se houvesse a necessidade e demanda, rapidamente seríamos capazes.

  1. olha eu não entendo nada de exército mas eu sei que precisamos da segurança pública e também do nosso exército para proteger o nosso país da nossa soberania e os recursos naturais o nosso pré-sal o Brasil e um país muito grande de dimensões continental por isso temos que ter uma defesa preparada né

  2. O EB também poderia ver na China obuseiros AR de 155mm para substituir os M-114, da Segunda Guerra Mundial.

  3. Interessante é que o pessoal do EB vai tá na IDEF (Turquia) além de uma vista ao Exercito Alemão..

  4. pode esquecer,o EB nao vai escolher material chines !!!
    pode ate colocar o material chines entre os finalista da licitacao para agradar os chineses mais nao vai levar.

  5. É uma pena essa viagem ser apenas de passeio. Poderíamos aumentando a quase parceria que tivemos com os chineses nos anos 1980, quando eles vieram estudar nossa operação de porta-aviões e nós quase compramos Mig-21 deles.

    Hoje poderíamos ter meios mais modernos e mais baratos.

    Foi-se o tempo em que coisas fabricadas na China soltavam pecinhas.

    1. a é? pesquisa os 3 blindados ” anfibios” e as muniçoes 105mm e 155mm que a Argentina comprou deles e os radares do Equador….ps: não vale rir do tubo do TAM aberto igual nos desenhos animados.

  6. Não entendi Colombelli. Você está dizendo o TAM utilizou tubos chineses?

    Até onde eu saiba, os de 105mm foram versões do L7 britânico produzido sob licença na própria Argentina. E os 155mm utilizaram uma torre italiana.

    Pesquisei, rapidamente, sobre os VN-1 na Argentina, mas não achei nada além das noticias de 2015 sobre a venda. Você poderia, por favor, compartilhar o link da noticia onde eles apresentaram problemas?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

DISPONÍVEL