Comandante do Exército Argentino visita a Iveco Defence Vehicles de Sete Lagoas

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Por Paulo Bastos, direto do front

Na ultima sexta-feira, dia 27 de agosto, o chefe do Estado-Maior do Exército Argentino, o general-de-divisão Agustín Humberto Cejas, e uma comitiva de três oficiais superiores, visitou as instalações da Iveco Defence Vehicles, em Sete Lagoas (MG), para conhecer de perto o centro de desenvolvimento e a linha de produção da viatura blindada de transporte de pessoal – média sobre rodas (VBTP-MSR) 6X6 Guarani.

Atualmente um dos principais programas de modernização das Forças Armadas Argentinas é o VCBR (“Vehículo de Combate Blindado a Rueda”), que busca equipar o Exército e a Infantaria de Marinha (IMARA) com uma nova família de blindados sobre rodas. O Guarani está sendo oferecido pela Iveco a este programa, tendo sido o único que foi avaliado na Argentina, onde teve a oportunidade de demonstrar todas as suas qualidades e tendo recebido muitos elogios pelos militares participantes, e apresentando-se como uma das melhores escolhas para este projeto.

Os argentinos conheceram também a MAI (Meio Auxiliar de Instrução) da VBTP 6X6 Guarani

A visita foi acompanhada de alguns generais e oficiais superiores do Exército Brasileiro, que demonstra todo o suporte neste projeto e na promoção comercial de um produto de sucesso da Base Industrial de Defesa (BID), além de reforçar os laços entre as duas Forças, que sempre declaram a admiração e o respeito mútuo.

O Iveco LMV 4X4, recentemente adquirido pelo EB, também esta nos planos dos argentinos

De acordo com Humberto Spinetti, vice-presidente da Iveco Defence Vehicles Latin America, “As negociações com o Exército Argentino estão bastante avançadas e a visita de seu comandante demonstra toda a confiança no projeto”. Spinetti destacou também que nas negociações está incluída a transferência de conhecimento, produção de vários componentes e a montagem final do veículo na Argentina, gerando empregos e benefícios para a economia e o povo argentino.

A linha de produção do Guarani é uma das modernas da atualidade e a possibilidade de instalar uma estrutura semelhante em Córdoba, na Argentina, empolga seus militares

20 Comentários

    • É um exportação de um produto brasileiro, de propriedade do EB.
      Assim como Líbano, Filipinas e Gabão, esse contrato ajuda muito a BID, pois aumentará a linha de produção de muitos componentes que são fabricados aqui, alem de garantir mais Royaties para o Brasil.

  1. To começando a crer que a Iveco levou o contrato hein, ponto pro Guarani 6×6 e a baita demonstração de sua capacidade feita para os argentinos como se vê naquele vídeo top.

  2. Os nossos hermanos estão com muito enrolation, compra logo ora bolas kkkkkk
    E esse LMV aí? É do lote encomendado?
    Imagino que esse verde seja a camada de tinta inferior, aguardando a camuflagem marrom, mas ficou bonitão verdão.

  3. “Spinetti destacou também que nas negociações está incluída a transferência de conhecimento, produção de vários componentes e a montagem final do veículo na Argentina, gerando empregos e benefícios para a economia e o povo argentino.”

    Espero que essa produção comece no primeiro e se encerre no último Guarani para os argentinos. Pq eu tenho absoluta certeza que eles vão querer continuar fornecendo componentes para os Guarani fabricados no Brasil quando a produção de Guaranis argentinos terminar.

    Se vão fabricar 10 ou 20 componentes, isso significa que vamos ter 10 a 20 componentes a menos sendo fabricados no Brasil. = menos emprego e benefícios para a economia e o povo brasileiro (parafraseando o próprio Spinetti)

    Grande Paulo Bastos, você é um dos melhores jornalistas especializados deste país! E creio que não sou apenas eu, mas vários brasileiros também estão ansiosos por transparência em todo esse processo. Espero que tudo seja feito à luz. Cobre a IVECO e o Exército Brasileiro esses detalhes. O contribuinte tem o direito de saber o que está em jogo. É empregos e geração de renda para o Brasil

    • Marcos, muitos dos componentes do Guarani já são fabricados na Argentina por conta dos acordos automotivos do Mercosul.

      • Sim, eu sei. Acompanhei todas as publicações feitas pelo site. Estou falando das “novas peças” que os argentinos vão querer fabricar se o Guarani realmente for escolhido. Não acho que compensa transferir mais componentes para a responsabilidade deles se a compra for feita de forma pontual, ou seja, poucas unidades. A curto e longo prazo vai beneficiar os argentinos e prejudicar os brasileiros. Principalmente quando terminar a fabricação das unidades destinadas para o Exército da Argentina, eles vão querer fornecer essas “novas peças” para os blindados destinados ao Exército Brasileiro. Isso vai diminuir a quantidade de componentes fabricados no Brasil, impactando nos empregos e na geração de renda.

      • Somente um LMV foi entregue até o momento e esta em avaliação no CAEx. Assim que o EB os receber e distribuir, anunciaremos em T&D, mas, por hora, estes tem a previsão de serem disponibilizados para as Brigadas Mecanizadas.
        Fora isso os 16 Lince K2, adquiridos pelo o EB durante a Intervenção Federal no Rio de Janeiro, estão alocados ao 15º RCMec(Es).

  4. Muito legal notar os AJUSTES sutis que os Guaranis vem sofrendo com o tempo, por exemplo agora, os motoristas possuem uma escadinha ( que aproveita as furações das blindagens extras) para adentrarem o carro de forma lateral e nessa foto de hoje vemos essas barras de apoio de mão na rampa traseira para auxilio no embarque, detalhes simples mais que so fazem falta após um tempo de experimentação e uso dos veículos . Ainda espero ver um dia ( quem sabe para compensar o tempo de entrega gigantesco) uma versão guarani II de motos hibrido com método de construção atualizada ou ate mesmo materiais, mantendo o máximo de padronização de itens critico obviamente.

  5. Paulo Roberto Bastos Jr se sabe cuantos blindados incluyen en el contrato del VCBR Guarany para la Argentina ?

  6. Paulo Bastos, será que com essa compra Argentina do Guarani 6×6 pode viabilizar financeiramente a construção de um Guarani 8×8?

    • Creio que produzirmos aqui o Centauro I sob licença tropicalizadão seria bem mais interessante que um projeto novo já que ,diante do que o EB busca, o Centauro é o único veículo caça tanques puro sangue .

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