CAEx avalia munição nacional para o morteiro 81 mm

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O Centro de Avaliações do Exército (CAEx), o “Campo de Provas da Marambaia/1948″, localizado no Rio de Janeiro (RJ), durante o período de 29 de setembro a 01 de outubro, apoiou o recebimento do Contrato n° 121/2018 do Comando Logístico/Diretoria de Abastecimento (COLOG/DAbst), que consistiu na realização de 30 disparos com a munição Tiro 81 mm Alto Explosivo (AE) M5, desenvolvida pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e produzida pela Fábrica de Juiz de Fora (FSF) da IMBEL.

A atividade foi realizada na Linha V (Rampa de Lançamento), área do CAEx com características únicas e vocacionada para ensaios com munições com alcance de até 80 km, como granadas, mísseis e foguetes de longo alcance, dotada de capacidade de instrumentação para a verificação dos parâmetros de voo, inclusive de Sistemas Aéreos Remotamente Pilotados (SARP).

Foram feitos teste de pressão, velocidade e alcance, em diferentes cargas, como parte do processo de desenvolvimento de munição  para o morteiro de 81 mm, tanto o L16, da Royal Ordance, ou para o AGR, que também foi desenvolvido pelo CTEx e que se encontra em produção no Arsenal de Guerra do Rio (AGR).

Trata-se de mais um evento do contexto do Sistema de Ciência Tecnologia e Inovação do Exército (SCTIEx), no sentido de garantir a inovação, incentivar a pesquisa e desenvolvimento e dotar o Exército Brasileiro de melhores sistemas e meios de emprego militar.

Munição IMBEL Mrt 81mm AE M5 (IMBEL)

O Morteiro

O Morteiro Médio Antecarga (Mrt Me A Cg) 81 mm AGR, desenvolvido pelo CTEx, é uma arma de tiro indireto, adequada ao emprego em todos os tipos de combate, especialmente como apoio de fogo às unidades de infantaria, cavalaria, paraquedistas.

O morteiro é composto de tubo-canhão, placa-base e reparo-bipé, e tem como principais características: 41,4 kgf de peso total, considerado um baixo peso; possui alcance máximo de 6.000 m; é extremamente preciso e de fácil manejo; e tem a capacidade de operar em elevadas cadências de tiro, assim como em condições topográficas adversas.

É importante destacar que que o Brasil está dominando totalmente o ciclo de produção de morteiros 120, 81 e 60 mm, e suas munições, pois, como bem disse o coronel Marcelo Menezes Eifler, “quem não produz sua munição, não escolhe seus alvos”.

Em breve Tecnologia & Defesa apresentará toda a história do desenvolvimento desses morteiros no Brasil na série “Tecnologia Nacional“.

Com informações do CAEx e CTEx
Fotos: Cel Eifler

2 Comentários

  1. No Vietnam o morteiro era uma das armas mais letais usadas pelos norte-vietnamitas e vietcongues usadas contra os americanos.

  2. Olá novamente!

    Ansioso pela publicação da matéria, história do desenvolvimento desses morteiros no Brasil na série “Tecnologia Nacional“.

    Isso evidencia o porquê, Tecnodefesa é a revista mais antiga, sobre assuntos de defesa. Acho que até mais antiga que a descontinuada “Aviação em Revista” da década de 80

    CM

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