Brasil adquire mais Fragatas da Classe Tamandaré

Durante seu discurso na Feira Industrial de Hannover, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o país avançou nas tratativas para a aquisição de mais quatro fragatas da Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil, elevando o total para oito unidades.

O Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), que terá o primeiro navio da classe entregue no próximo dia 24 de abril, tem previsão de conclusão por volta de 2030 e será fundamental para reforçar as capacidades de vigilância, monitoramento, presença e combate da Marinha.

Desenvolvido pelo Consórcio Águas Azuis, formado pela thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech, o programa contempla transferência de tecnologia e capacitação de mão de obra nacional em áreas consideradas estratégicas para o país.

Mais de mil empresas estão envolvidas no programa, que já gerou cerca de 23 mil empregos, sendo dois mil diretos, seis mil indiretos e treze mil induzidos. O PROSUPER deverá gerar mais de R$ 1 bilhão em impostos e aproximadamente R$ 4,8 bilhões em conteúdo local.

O anúncio oficial era aguardado desde fevereiro, e a nova aquisição permitirá a substituição completa dos navios das Classes Niterói e Greenhalgh (Type 22), além das corvetas da Classe Inhaúma.

TESTE DE ARMAMENTOS

Entre os dias 9 e 13 de abril, na região de Cabo Frio (RJ), a Marinha conduziu um exercício de tiro real, concluindo com sucesso a certificação dos sistemas de combate e de armamento da Tamandaré.

Foram empregados o canhão de 76 mm e torpedos leves Mk 54, operando em conjunto com o sistema de gerenciamento de combate, que integra sensores de aquisição, sistemas de guerra eletrônica e radares.

Durante o exercício, a fragata Defensora (F41) e um helicóptero AH-11B Wild Lynx também participaram, contribuindo para a integração dos sistemas em um ambiente operacional de maior complexidade.

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Respostas de 20

  1. bom finalmente foi confirmado oque outro site relatou com exclusividade e foi tão criticado pelos ilustres comentaristas de plantão, com isso podemos consolidar o programa das FCT com 8 unidades modernas mesmo poucas diante do porte do Brasil, já é um relevante passo na direção correta, quanto a eventual e provável futura aquisição de plataformas maiores e mais capazes, deixemos para o próximo governo, nova estratégia, novos comandantes, nova visão de mundo e etc. por hora vamos comemorar o merecido descanso de nossa veteranas e maravilhosas fragatas classe Niterói, e Vida longa as fragatas classe tamandaré.

  2. Que notícia boa!
    Embora ainda considere quantidade insuficiente, pelo menos vamos repor as unidades mais antigas que estarão dando baixa nos próximos anos.
    Para ficar ótimo falta anunciar fragatas mais pesadas, aí é outro sonho… rs

  3. A classe Tamandaré deveria se estender a 12 unidades.Após esse segud o lote, um terceiro lote é extremamente necessário!E seria necessário ao menos 6 New Freem, o ideal seriam 9.Para se formar três Flotilhas de superfície Natal RN, Belém PA e Rio de Janeiro RJ.4 Tamandares e de duas a três New Freem como nal de capitão e dois Riachuelo e um Classe Álvaro Alberto em cada uma dessas três bases.Aí teríamos o mínimo de condições de defesa de costa!

  4. A notícia é ótima, mas para substituir todas as fragatas “Classes Niterói e Greenhalgh (Type 22), além das corvetas da Classe Inhaúma”, são necessários 14 ou 13 belonaves. Se considerarmos que a Corveta Barroso substituiu 1 correta Inhaúma são necessárias 13 classe Tamandaré.

  5. Excelente notícia, para prover a Vigilância da nossa Amazônia Azul e desenvolvimento da indústria Nacional seria ótimo também a exportação ampliando a construção naval miliitar. 🇧🇷

  6. Acredito em navios de maio tonelagem depois das 8 FCT. Talvez umas 4. Poderia seguir com o mesmo estaleiro. umas 4 FCT estendida para pelo menos 4500 t.

      1. Que lacuna? As FCT têm o sistema Sea Ceptor com o míssil CAMM e o CIWS Sea Snake.
        A MB se ressente da falta de um sistema de defesa AAE de área. Mas, aí, seria necessário adquirir outra classe de nsvios.
        Talvez umas 4 FREEM

    1. Acho que o Brasil deveria usar o exemplo do Irã, para melhorar sua defesa. Os americanos com a maior frota naval não dobrou o Irã por um único motivo: Sua capacidade de produção de drones e mísseis, que colocam a frota americana em real perigo e alcance, de destruição.

  7. Excelente passo para um fortalecimento de nossa marinha, haja vista que nossa soberania aéria é suplementada com excelência pela nossa Embraer e associadas… parabéns também a Avibras, falta agora um projeto mais robusto ao exército de blindados e guerra eletrônica.

  8. boa notícia mas nada de concreto ainda, apenas avançaram nas tratativas , tomara que venham muitas outras fragatas, e que não seja apenas campanha política

  9. Precisamos de mais recursos, investimentos e valorização de pessoal consistentes, na área de Defesa Nacional para que o nosso país possa se afirmar como nação soberana e independente.

    1. Principalmente a valorização do pessoal, porque as naves não funcionam sozinhas, o com o pouco caso das nossas autoridades em relação aos praças que movem a Marinha, fica difícil!

  10. Muito bom os comentários aqui. Sou admirador da tecnologia de defesa e todos aqui dão aulas. Gostaria de mencionar a devida atencao que o atual presidente tem dado à modernização das FA. Lembrando que o Prosub e os Grippen tbm foram validados por ele. Gostando ou nao do mesmo isso é fato.

  11. Estou feliz com a ampliação de aquisições no tocante as FCT, porém precisamos desconectar a questão de patrulha da Costa com a defesa do nosso mar territorial, “não gosto de exemplificar”, o modelo americano de ter uma guarda costeira forte seria o melhor maneira de desenvolver uma força naval consistente e contundente, que necessariamente precisaría ter uma (bom seria duas) nal capitania do porte de um Aeródromo pesado, se é que queremos ter status de Marinha de Guerra! Ah! E a propósito sou projetista naval “cria” da velha ETAM-RJ (Escola Técnica do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro).

  12. A verdade é que em um eventual conflito com potência mundial, os meios tradicionais seriam aniquilados em pouco tempo. Precisamos analisar os conflitos atuais e desenvolver métodos e equipamentos para um combate assimétrico de negação de área. Investimento pesado em desenvolvimento de drones e mísseis, com produção massificada.

  13. Talvez um novo lote após esse, aumentando o índice de nacionalização, perfazendo 12 escoltas de pequeno porte. O ideal após isso é a adoção de uma família de escoltas de maior porte especializadas para nuclear ao menos dois Grupos -Tarefa. Um sediado no RJ e outro no norte do país. É mister também aumentar o número de submarinos convencionais, quando nada para manter o know-how e criar a cultura para a projeção de uma classe de submarinos convencionais nacionais, aproveitando o conhecimento dos convencionais e do Nuke Álvaro Alberto.

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