ASELSAN demonstra capacidades integradas de guerra eletrônica e ISR com drone Bayraktar TB2

Aselsan/Divulgação

A empresa turca ASELSAN demonstrou, em condições reais de operação, a atuação coordenada de três sistemas de guerra eletrônica e inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) instalados em aeronaves não tripuladas Bayraktar TB2. O teste foi realizado na província de Konya, na Turquia, com a participação de mais de 15 delegações internacionais de defesa.

A demonstração reuniu, em um mesmo cenário operacional, sensores de apoio eletrônico, ataque eletrônico e radar de abertura sintética (SAR). O objetivo foi mostrar um ciclo completo de detecção, localização, ataque eletrônico e identificação de alvos empregando uma única plataforma não tripulada.

O primeiro sistema envolvido foi o pod ANTIDOT 2ES 100, responsável pelas medidas de apoio eletrônico (ESM). Durante o voo, o equipamento detectou e geolocalizou um emissor de radar de busca, transmitindo os dados de localização para o pod ANTIDOT 2EA 200, de contramedidas eletrônicas (ECM).

Com as informações recebidas, o sistema de guerra eletrônica realizou um ataque eletrônico de precisão. Em determinado momento, a interferência foi interrompida para permitir que o radar voltasse a detectar e travar o TB2. Depois que o UAV foi engajado, o ECM empregou técnicas de contramedida baseadas em DRFM, interferindo no radar de acompanhamento e comprometendo sua capacidade de manter o rastreamento.

Na segunda etapa do exercício, o ANTIDOT 2ES 100 voltou a detectar e localizar o emissor, fornecendo consciência situacional em tempo real. Ao mesmo tempo, o radar de abertura sintética FULMAR 200 AESA produziu imagens de alta resolução da área de interesse.

As imagens permitiram realizar o mapeamento do terreno, identificar alvos e determinar sua localização com precisão de poucos metros. Segundo a ASELSAN, a combinação dos recursos permite realizar missões de inteligência, vigilância e reconhecimento durante o dia ou à noite e em diferentes condições meteorológicas.

Guerra eletrônica integrada

O exercício demonstrou uma cadeia operacional que combina detecção e localização, ataque eletrônico e produção de imagens de alta resolução em uma única aeronave não tripulada. O conceito apresentado pela empresa também está relacionado às missões de Supressão das Defesas Aéreas Inimigas (SEAD) e Destruição das Defesas Aéreas Inimigas (DEAD).

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De acordo com a ASELSAN, a etapa seguinte desse conceito normalmente envolve a designação dos sistemas de defesa aérea por meio do sensor eletro-óptico ASELFLIR 500 e, posteriormente, seu engajamento com uma munição guiada a laser.

A demonstração evidencia uma tendência de integração de diferentes funções de combate em plataformas não tripuladas. Em vez de utilizar o UAV apenas como vetor de um sensor ou armamento específico, a arquitetura apresentada combina inteligência eletrônica, guerra eletrônica e reconhecimento em uma mesma aeronave, permitindo que os dados obtidos por um sistema sejam empregados diretamente pelos demais.

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