Santiago Rivas
No dia de hoje, 14 de maio, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea Argentina (FAA), brigadeiro-general Gustavo Valverde, anunciou que será realizada a desativação definitiva dos McDonnell Douglas OA/A-4AR Fightinghawks da V Brigada Aérea, culminando assim sessenta anos de história do A-4 Skyhawk.
O brigadeiro Valverde destacou o legado indelével que esta aeronave deixa na história da FAA a e reconheceu firmemente o profissionalismo e o comprometimento daqueles que mantiveram o Sistema de Armas A4 operacional durante todo esse período.
Segundo o chefe da instituição, a decisão baseia-se estritamente numa análise minuciosa do planeamento estratégico institucional, que prioriza a eficiência operacional e a sustentabilidade económica. Indicou ainda que os custos atuais de manutenção e conservação da cadeia logística do sistema A-4AR exigem uma alocação estratégica de recursos a projetos de longo prazo que garantam os níveis operacionais necessários ao cumprimento da missão.
Por fim, o chefe da FAA declarou que o desmantelamento se baseia em critérios de gestão técnica, uma vez que o recém-incorporado Sistema de Armas F-16M Fighting Falcon exige recursos humanos e materiais institucionais, atualmente disponíveis na V Brigada Aérea.
A aposentadoria do sistema de armas ocorre após as aeronaves terem permanecido em solo por quase dois anos, em decorrência do acidente com o McDonnell Douglas A-4AR Fightinghawk em 15 de julho de 2024, que vitimou o capitão Mauro Testa La Rosa. Este acidente seguiu-se ao de 5 de agosto de 2020, que vitimou o capitão Gonzalo Britos Venturini. Atualmente, não se sabe quais medidas serão tomadas em relação ao futuro do Grupo de Caça 5 da V Brigada Aérea. Embora tenha sido levantada a possibilidade de alocar parte da frota de F-16 Fighting Falcon para lá, isso ainda não foi decidido e, se implementado, exigiria um investimento significativo nas instalações da base, entre outras coisas.
A aquisição das aeronaves A-4AR e OA-4AR ocorreu após a FAA tentar comprar um lote de caças F-16 Fighting Falcon no início da década de 1990. Essa oferta foi rejeitada pelos Estados Unidos, que, em vez disso, ofereceram um lote de cinquenta e quatro Skyhawks, dos quais quarenta e oito seriam A-4M monopostos e seis OA-4M bipostos. Devido à obsolescência de seus sistemas eletrônicos, a FAA solicitou sua modernização com tecnologia mais sofisticada. A autorização para a venda desse equipamento efetivamente suspendeu o embargo de armas imposto pelos EUA após a Guerra das Malvinas. O plano desenvolvido pela FAA na época era operar as aeronaves por dez anos enquanto se negociavam a compra de F-16 ou aeronaves similares.
Finalmente, 32 A-4M e quatro OA-4M foram adquiridos para serviço operacional, além de um lote de aeronaves A-4M, OA-4M, A-4F e TA-4J para peças de reposição. As aeronaves foram modernizadas pela Lockheed, tornando-se o A-4AR/OA-4AR Fightinghawk, incorporando diversos novos sistemas, incluindo uma versão limitada do radar Westinghouse APG-66 usado no F-16A. Os trabalhos começaram em agosto de 1995 e as cinco primeiras aeronaves foram entregues aos Estados Unidos em 12 de dezembro de 1997, chegando à 1ª Brigada Aérea em El Palomar em 18 de dezembro.
Naquela época, eram os caças mais modernos da FAA e foram utilizados em muitas operações, desde a segurança de eventos importantes, como cúpulas presidenciais e mudanças de governo, até a participação em exercícios internacionais como Cruzez, Salitre e Ceibo, entre outros.
Atualmente, com a aposentadoria do A-4AR Fightinghawk, a Marinha do Brasil permanece como a última operadora militar do lendário A-4 Skyhawk, com seu pequeno esquadrão de A-4KU e TA-KU.

Respostas de 4
Acredito que essas células possam acabar nas mãos da Top Aces
Chegaram as peças de reposição dos A4 da marinha!!
Na realidade estamos sem solução para um caça naval, antes tivessem feito uma versão naval do AMX.
Sei que muita gente vai me xingar aqui, nas eu sou contra a aquisição da MB de um novo porta aviões, o Brasil não tem premissas políticas de uma projeção militar além-mar. Neste caso, acredito no desenvolvimento de uma versão naval do Super Tucano para uma Aviação do Fuzileiros Navais e deixando a aviação de caça para a Força Aérea.