Análise – Blindados de Prateleira, as soluções existentes no mercado

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Leopard 2A4 chileno durante exercícios (Foto: Ejército de Chile)

Por Adriano Santiago Garcia (*)

A quase centenária história blindada brasileira teve seu período de auge nos anos 70 e 80 do século passado em que fervilhavam ideias e projetos para atender o mercado nacional e estrangeiro, local e além mar. Apesar de uma riquíssima história de máquinas desenhadas em pranchetas tupiniquins as compras de oportunidade são também uma “tradição” no aparelhamento das Forças Armadas e especialmente no tocante a Blindados.

Desde a chegada dos primeiro Renault FT-17 em solo nacional pode-se dividir as aquisições de tank em compartimentos quase que estanques, nos quais se perde todo o conhecimento obtido em um blindado em beneficio do substituto. É bem verdade que a busca de uma maquina tem como premissa suplantar limitações dos modelos em uso corrente de modo a prover o melhor material de emprego militar (MEM).

Em 1996, o acordo de leasing dos 96 M60A3 TTS e aquisição de 128 Leopard 1A1 BE (Belgas) armavam os quarteis com blindados que recém haviam lutado na Operação Tempestade no Deserto (Kuwait, em 1991) e em operações na missão para estabilização do Kosovo (KFOR, em 1999). Contudo a Portaria Nº 201-EME, de 6 de novembro de 2006, Adota a Família de Viaturas Blindadas Leopard 1 (Ato de Adoção nº 03/06) agregado a Portaria 088 de julho de 2007 já moldavam as bases para o “Projeto Leopard” que viria a dotar os RCC com os carros Leopard 1A5 BR.

As seguintes laudas irão fazer uma analise realista dos principais sistemas de prateleira, que necessitem apenas aquisição para se poder inferir se estamos às vésperas de, possivelmente, mais um troca tudo de tanks.

INTRODUÇÃO

A compra de produtos de defesa tem sempre uma aura de polemica em seu entorno ligados a três principais fatores: operacional, pessoal e o orçamento disponível.

  • Os quesitos operacionais são aqueles quesitos mínimos de construção e desempenho que se espera do material adquirido para a compra poder se integrar a doutrina e, pelo menos, manter as capacidades já obtidas pelos MEM que estão distribuídos.
  • Os fatores pessoais tendem a advir de experiências anteriores de produtos similares, porém obsoletos, ou julgados similar dado à aparência e podem influenciar de maneira negativa ou positiva, dependendo é claro do grau de especialização e experiência da pessoa.
  • O orçamento é o componente que impede os devaneios, pois se deve adequar à realidade econômica bem como os propósitos do material que se pretende adquirir e manter, junto a custos de suprimentos de manutenção, contratação de serviços, compra de periféricos como simuladores, entre outros devem abarcar a realidade do material em estudo.

Tornou-se obvio a luz das manchetes de jornais que contratos públicos também possuem interesses políticos e até espúrios, que podem vir camuflados nos fatores antes mencionados.

Na doutrina Brasileira os Main Battle Tanks (MBT) são classificados como Carros de Combate (CC) e são aparelhos destinados a compor os Regimentos de Carros de Combate (RCC), unidades militares nível batalhão com 54 CC, nas Brigadas Blindadas, e ainda os Esquadrões de Carros de Combate do Regimento de Cavalaria Blindada (RCB), que possuem 26 destes blindados. O total de CC necessários para reequipar todos os carros do Exército Brasileiro (EB) é de 320, na configuração existente de doutrina e unidades que devem possuir tais maquinas.

Não será alvo das próximas laudas pareceres acerca de políticas, tanto estratégicas quanto ideológicas, ou estabelecer qualquer mérito com viés propagandístico e sim tentar identificar uma possível solução imediata para um problema corrente e definido: existe uma solução de prateleira para substituir os CC nacionais?

Tiro de recebimento dos Leopard auxiliado por equipe da KMW e Rheinmettal (Fonte: Arquivo do Autor)

ONDE ESTAMOS

Em 2021 O Brasil irá completar 100 anos desde a chegada dos FT-17 em solo nacional, fato que colocou o país, à época, na vanguarda de meios de combate da guerra moderna. Várias compras de oportunidade mobiliaram as frações blindadas conforme havia a adequação de estruturas doutrinárias para receber e empregar os vetores blindados adquiridos.

No caso específico de CC, com o final da 2º Guerra Mundial a farta quantidade de material Norte Americano produzida foi adquirida e incorporada nos recém-ativados Batalhões de Carros de Combate (BCC).

Carro de Combate Leve M3 Stuart durante o treinamento da tropa nos anos 50 (Foto: Arquivo Histórico do Exército)

Os CC da 2ª Guerra foram gradualmente sendo substituídos por modelos, também norte americanos, M41 que, apesar de tentativas de modernização nacionais, já se encontravam em plena obsolência quando foram substituídos.

A aquisição dos Leopard 1A1 BE, bem como o contrato de leasing dos M60A3 TTS foi uma solução tampão para os, até então, cinco RCC existentes deixando a Força com três plataformas blindadas posto que o M41 continuou na ativa até fins de 2010 nos RCB.

A portaria número 201 do Estado Maior do Exército, de 6 de novembro de 2006, adota a Família de Blindados Leopard 1, sinalizando que mais uma aquisição deste modelo de blindados viria a somar os 128 já adquiridos dez anos antes. Tal portaria foi o embrião para o um projeto de aquisição de blindados que contemplou, além dos CC, os veículos de apoio, simulação e treinamento, ferramentas e construção de instalações próprias para o material comprado: Leopard 1A5.

Sala de simuladores das viaturas de combate e apoio adquiridas com o Leopard 1A5 BR (Fonte: Arquivo do Autor)

A Força Terrestre continua a operar três plataformas de tanque sendo duas da família Leopard 1, com pouco menos de 40 unidades Belgas adquiridas em 1996 nos RBC do Rio Grande do Sul, em torno de 30 unidades de M-60 A3 TTS no RCB localizado no Mato Grosso do Sul e ainda algumas unidades no Centro de Instrução de Blindados (CIBld) e a espinha dorsal sendo composta por Leopard 1A5, adquiridos dos estoques do Exército Alemão por contrato com a empresa Krauss Maffei Wegmann (KMW).

Padrão OTAN?

Apesar da existência de disponibilidade farta de material militar russo/soviético no mercado de equipamentos de defesa e até, em poucos segmentos no próprio EB como o míssil IGLA, é pouco provável que haja uma guinada completa de rumos no tocante aos CC.

As imensas quantidades de blindados russo/soviéticos existentes no mercado tornam essa solução não apenas atrativa como possível de ser colocada em prática no momento que haja orçamento disponível. Existe ainda uma vasta quantidade de kits bem como pacotes de modernização que para as antigas hordas do Pacto de Varsóvia, com promessas de fazer com que os blindados se equiparem aos rivais ocidentais.

As dificuldades encontradas em adquirir material russo/soviético é fazer a completa formatação do status hoje atingido demandando recursos para compra de ferramentas, material de treinamento e, possivelmente, adaptação ou construção de instalações capazes de atender as necessidades do CC. O ônus em material humano também seria bem impactante sendo necessário trinar uma massa critica em um material que, na sua maioria, não conta com expertise ocidental, logo o acesso e manuais e documentos de treinamento envolve o conhecimento de línguas eslavas ou orientais bem como seus alfabetos.

A despeito da aparente vantagem de ser uma solução de fácil aquisição blindados que fujam as escolas de construção da OTAN teriam uma necessidade muito grande de custo em se colocar a tropa em condições de o bem utilizar.

T-72B1V venezuelano desfilando em Caracas, em 2011 (Fonte: internet)

Mais do Mesmo

A linha de ação mais sóbria seria a aquisição de mais blindados dos modelos já existentes diminuindo assim os impactos já antes mencionados de inserir uma plataforma de combate diferente.

A Bélgica não possuí mais uma força de Carros de Combate e seus CC Leopard 1, hoje ainda existentes, estão fora de serviço ou em museus não sendo possível desta maneira como reaprender a usar seu sistema de controle de tiro (SCT) visto que componentes de chassi seriam idênticos aos demais Leopard 1.

O Exército Brasileiro (EB) também retirou de seu material pronto em torno de noventa unidades dos blindados germano-belgas sendo eles desmontados para poder se tornar suprimento, na parte de chassis, aos Leopard 1A5 e os sistemas de torre foram descartados uma vez que eram de operação completamente diferente ao EMES 18.

Existem, fisicamente, vastas quantidades de blindados nos depósitos dos Estados Unidos da América (EUA) e entre eles similares ao M60A3 TTS tornando assim viável a normatização em cima deste material. O programa Foreign Military Sales (FMS) possibilitou aquisição de material militar dos EUA com mais recente expressão na Artilharia Autopropulsada, M109A5+ e blindados posto de comando modelo M577A2, além de carros socorro M88A1, abrindo assim a possibilidade de colocar em prática tal linha de pensamento.

O M60 é ainda importante material recentemente utilizado, sua versão modernizada SABRA, por tropas Turcas na sobreviveu inclusive ao impacto direto de um míssil Kornet.

Um M60 Sabra turco atingido por míssil  (Fonte: https://warisboring.com/turkish-tanks-take-a-pounding-in-syria/)

O fator numérico seria o maior empecilho para esta solução posto que dos 96 carros adquiridos apenas em torno de 30 permanecem em unidades operacionais e os documentos e portarias, até agora emitidos pelo Comando do EB não sinalizam como sendo esta uma opção.

Existe também a possibilidade do M1 Abrams, em suas versões iniciais (M1 ou M1A1), que poderiam receber os mesmos benefícios do programa FMS, o problema é que sua mecânica complexa, devido a utilização de uma turbina, que apesar de dar-lhes diversas vantagens, tem seu custo de manutenção muito alto, bem como obrigaria a criação de não só uma nova cadeia logística, mas de toda uma nova cultutura de manutenção, o que inviabilizaria essa escolha para um numero reduzido de veículos.

Oportunidades possíveis

Apesar de a solução óbvia parecer de inicio a aquisição de mais CC Leopard 1A5 e converte-los ao modelo “BR” normatizando plataforma, armamento e sistema de controle de tiro.

Ao contrário do material blindados russos, de farta disponibilidade, poucos países, como Grécia e Turquia, ainda detém tais máquinas em suas Forças Armadas e não sinalizaram nenhum interesse em se desfazer delas. Dê fato houve uma busca com parceiros europeus para a aquisição de mais veículos de combate em condições semelhantes aos comprados da KMW, contudo não se encontrou blindados em condições de serviço ou no número desejado pela Força Terrestre.

A despeito de seus críticos o Leopard 1A5 apresenta hoje uma confiável plataforma de chassis, conjunto de força e suspensão/trens de rolamento solidamente construídos de fácil e conhecida manutenção em linhas gerais.

Sua blindagem é de fato inferior aos dos “titãs de aço” hoje nas principais forças da Europa, América do Norte e Ásia com poder de fogo também em desvantagem em comparações lineares desses dados.

 

SCT EMES Leopard 1A5 e Leopard 2A6, respectivamente (Fonte: Arquivo do Autor)

A despeito das deficiências mencionadas existe um componente que é a joia da coroa neste blindado: o SCT EMES 18.

O Leopard 1A5 foi em linhas gerais a colocação do SCT, já em uso nos Leopard 2, EMES fazendo os componentes “se encaixar” em uma torre com menos espaço, mas conservando as características de mobilidade e poder de fogo originais.

Os trabalhos de adaptação na torre demandaram cortes nas laterais e cobertura blindada para colocação do periscópio diurno e dispositivo Carl Zeiss de imagem termal além de uma reconfiguração interna para instalação do computador de tiro e balístico e modulo de estabilização do canhão.

EMES

Após quase 10 anos de operação no Brasil é possível sim afirmar que os tanquistas brasileiros aprenderam o uso do SCT de maneira bastante satisfatória contando ainda com simuladores, tanto no Centro de Instrução de Blindados (CIBld) quanto nos RCC, para poder refinar suas deficiências inclusive em tiros simulados fidedignos ao seu comportamento real.

A operação do sistema, na parte relacionada ao atirador e ao municiador, em quase nada irá diferir, nos carros a partir do Leopard 2A4, apenas com a organização dos painéis de controle sendo diferentes.

O aprendizado acerca do conjunto de força sim terá que ser feito a partir do zero nos carros Leopard 2, mas com a vantagem de também se tratar de um motor de mecânica Diesel que segue linhas gerais idênticas de construção e funcionamento.

Comandante de Carro e Motoristas necessitariam se adaptar a novos dispositivos e periféricos dando possibilidade de também adaptar o parque de simulação existente ao novo modelo.

É sabido que a oferta de veículos da família Leopard 2 bem como pacotes de modernização são muito mais amplos facilitada assim o canal logístico e de ciência e tecnologia.

A possibilidade interoperabilidade com Exércitos membros da OTAN é também de grande valor posto que o CC Leopard 2 é a espinha dorsal de diversas forças na Europa, Oriente Médio e Ásia.

CONCLUSÕES

A adoção do Leopard 1A5 pelo EB foi um dos maiores projetos de blindados levados a cargo pela Força, pois contemplou a aquisição dos CC além dos ferramentais de manutenção, simuladores, cursos de especialização, consumíveis e peças de reposição.

Em seus quase 10 (dez) anos em território nacional é notório um salto qualitativo nas estruturas existentes fator que já associa o carro a maioria das propagandas institucionais.

Infelizmente o desenvolvimento de um CC equivalente nacional demandaria em trabalho de médio prazo, se levado à semelhança dos submarinos Scorpene (ProSub), ou longo como observado no Programa Guarani. A conclusão destas breves laudas é que em uma, possível/necessária aquisição tempestiva de material militar blindado a opção pelo Leopard 2 seria de menor impacto em termos de pessoal e conhecimento adquirido, que inclusive permitiria a utilização do mesmo em conjunto com os Leopard 1A5 BR, até a sua substituição definitiva, sem grandes dificuldades logísticas e é obvio que problemas de transporte desses carros através do país, se necessários, seriam um pesadelo logístico e ainda haveriam impactos de adaptação de obras nos Regimentos e Batalhões Logísticos.

O canhão 120 mm Rheinmettal L-44, que equipa os Leopard 2A4 e 2A5, também se encontra defasado em relação ao L-55 das variantes mais modernas, ademais também representa um avanço com um calibre com maior carga explosiva em munições químicas e poder de penetração das munições cinéticas.

A principal vantagem seria normatizar o componente de torre responsável por estabilizar e apontar o canhão em elevação e direção para execução de disparo e alta expectativa de impacto no primeiro disparo, função elementar que mantem o tank como, ainda, senhor supremo do campo terrestre de batalha moderno.

 

(*) Adriano Santiago Garcia é Capitão de Cavalaria, formado na AMAN turma de 2009, especialista com 10 anos de trabalho com os CC Leopard 1A1 e 1A5.
Fez curso de instrução do Leopard 1A5 e Master Gunner sendo posteriormente instrutor desses cursos.

 

REFERÊNCIAS

BRASIL. Exército. Portaria Nº201 EME. Brasília, DF, 2006.

______. ______. Portaria Nº088 EME. Brasília, DF, 2007.

______. ______. EB20-C-07. 001: Catálogo de Capacidades do Exército (2015 – 2035). 1. ed. Brasília, DF, 2015

______. ______. Diretriz Estratégica para Formulação Conceitual dos Meios Blindados do Exército Brasileiro. 1. ed. Brasília, DF, 2019.

DEFESA. Ministério. MD 33-M-02: Manual de Abreviaturas, Siglas, Símbolos e Convenções Cartográficas das Forças Armadas. 1. ed. Brasília, DF, 2008.

JERCHEL, Michel. Leopard 1 Main Battle Tank 1965 – 1995. 1. Ed. Osprey Military, New Vanguard 16, 1995.

JANE’S, Michel. Technology of Tanks 1. 1. Ed. Jane’s Group Information. Reino Unido, 1991.

SHACKLETON, Michael. Leopard 1 Trilogy. 1. Ed. Barbarossa Books, 2003.

 

24 Comentários

  1. A questão principal acredito que seria o custo… Um tempo atrás muito se falava que não poderíamos ter blindados na faixa de peso do Leopard 2 por conta do limite de peso de nossas pontes, esse problema foi solucionado ?

    • Daniel, não existe a impossibilidade de se operar um veículo desse peso no Brasil, mas o que sempre falamos foi da dificuldade logística de se operar, em função da infraestrutura de transporte brasileira, principalmente fora da região sul-sudeste, e existe uma citação sobre isso na conclusão do texto.
      No eixo Sul-Sudeste e parte do Centro Oeste, existe uma boa malha rodoviária para transporte pesado, mas no norte-nordeste não. Alem disso, nosso transporte ferroviários é, em grande parte, ineficiente para esse tipo de transporte. Essas são as dificuldades de se operar blindados pesados, e que fez o EB definir-se por veículos ais leves.

        • Sim Rodrigo, essa é a linha de pensamento de uma das correntes que trabalham no assunto, e acho que, no momento, é a melhor opção.

          • Que bom este pensamento de 2 (ou até 3) tipos…. por sermos um pais continental e ter todo o tipo de terreno, biomas , climas…. É muito difícil uma única solução… com mais de uma solução pode ser dividido em setores a parte de manutenção e logística…. pode ser que seja mais caro em treino e logistica, mas pode ser visto veiculos com comunalidade de sistemas e armamentos …. um bom estudo das soluções que existem e possíveis modificações pra nossas necessidades

  2. Boa noite.

    No trecho sobre o Leo1A5: “Em seus quase 10 (dez) anos em território nacional…”
    levanta dúvida se este artigo é recente, pois este CC opera no Brasil desde 2009.
    É recente este artigo?

    Obrigado.

    • Sim, esse artigo é recente e foi escrito exclusivamente para Tecnologia & Defesa.
      Sobre sua outra dúvida, o EB considerou o Leopard 1A5 BR operacional somente em meados de 2011, portanto o argumento utilizado no texto esta correto.

      • Bastos, parabéns pela matéria e debate.
        Só achei que um aspecto que poderia ter sido abordado seria o fato da kwm já estar aqui no país.
        Será que não houve algum acerto lá atrás pra que a mesma viesse pra cá prevendo uma renovação mais pela mesma empresa?
        Saudações!

  3. E lá vamos nós!
    É inconsebivel um país como o Brasil que fábrica foguetes, mísseis , aviões, submarinos, navios, blindados com uma indústria puljante, capacidade científica comprovada , diversas faculdades não ser capaz de desenvolver e fabricar um simples MBT.
    Já que modernização o LEO 1A5 e o mesmo continuará anos no EB, dará tempo para projetar e fabricar um MBT nacional.
    Temos o ponto de partida (Tamoio III, Osório), temos a tecnologia de blindagem composta (cerâmica/ metal) Marimba, bastaria adquirir o sistema de armas principal, alguns optrônicos etc.

    • Concordo com você Foxtrot, mas pela aparente pressa do EB, acho que eles vislumbram que não teremos tempo para tal antes da necessidade de usá-los (Sinto que eles vislumbram uma ameaça de guerra num futuro próximo).

      • Caro Diego é uma necessidade que só existe na cabeça do generalato.
        O Brasil não sofre ameaça, não há urgência alguma.
        Temos (ou tínhamos) boas relações diplomáticas com todos os países do planeta.
        As maiores ameaças são as nações que temos como “parceiros”.
        E mesmo se houver alguma ameaça crível, com a modernização dos LEO, teremos como nos defender.
        Com o perdão da palavra, mas é alienação megalomaníacos e conversa fiada dos generais e oficiais de alta parente esse papo de “urgência, não há verbas, T.O.T etc”.

  4. Se o EB comprar um novo CC , irá mudar ferramental , logística , nova doutrina , pois está mentalidade de ir atrás de 2A4 ou similar será totalmente diferente do 1A5 , o EB deixou as oportunidades passarem qndo tinha milhares de 2A4 a venda …..

  5. A compra de ocasião será para preencher um buraco até o Brasil daqui 20 anos optar por um carro de combate de prateleira ou desenvolvido com alguma empresa estrangeira. Paulo Bastos já pode revelar que carro de combate o Brasil vai comprar para preencher esse vácuo até ter um carro novo definitivo? Abre o jogo tu sabe.

  6. Prezado Bastos,

    Vc que acompanha bem os assuntos envolvendo blindados, será que haveria cerca de 100 Leopards 2 em condições de serem aproveitados sem um investimento elevado? Pergunto pois o Leopard 2 é um MBT bastante procurado, vem sendo realizado modernizações dos já existentes de Exércitos afora e as tensões políticas na Eurásia têm aumentado nos últimos anos fazendo com que haja uma reversão da trajetória de queda nos gastos nessa região.

    Agradeço desde já pela atenção

  7. Bastos, li ,de outro forista, comentário onde menciona que há chances do Brasil adquirir Leo2 A5 dos turcos e tal e isso tbm entregando a eles a modernização dos Leo1A5. Tu sabes algo sobre isso, se há alguma conversa entre os governos/exércitos ???

  8. Olha, eu penso que não existam Leopard 2 usados em condições de uso ou que os países que os possuam estejam dispostos a vendê-los. Talvez, só talvez, se os turcos estiverem dispostos a se desfazerem de parte de seus Leo 2. E se essa opção fosse viável, quantos eles teriam disponíveis? Teriam 220, para substituir os Leopard 1A5BR nos RCC?

      • Com 100 Leopard 2 e mais os 116 Leopard 1A5 que se comenta que serão modernizados, permite apenas dotar os 4 RCC …..manteria os RCB sem Carros de Combate. Se forem adquirir outro Carro, mais moderno e potente que o Leo 1A5, deveria ser em quantidade suficiente para equipar os 4 RCC, alocando todos os 116 1A5 nos 4 RCB.

  9. So falta o autor dizer onde encontrar leopard 2 A4 disponiveis e quanto sairia. Acima de 1,5 milhões de euros pelo menos. Inviável. infelizmente. E os RCB vão ficar até quando sem carros. Os Belgas não estão operando exceto em São Gabriel.

  10. Bom dia A Todos,
    O Brasil já teve um Blindado projetado aqui que segundo especialistas no nível dos melhores existentes na década de 80, o Osório. Muitas especulações e boatos dizem que foi abortado, sabotando pelas grandes nações e maiores fabricantes de armas, principalmente os EUA, por este nosso Tanque ser capaz de rivalizar com o Abrams…? Mas, hoje estamos construindo submarinos, fragatas, com projetos até para fabricarmos um Porta Aviões de menor porte…então com certeza temos condições de fabricamos um ótimo blindado. De início faríamos uma compra de emergência para atender e cobrir as necessidades básicas e ao mesmo tempo lmplementarmos o nosso blindado. Aproveutando o recente vídeo O Vôo do Impossível…quem sabe daqui um tempo te temos o Blindado Possível…! Obrigado pelo privilégio de partic! Abraço A Todos.

  11. Por outro lado a Espanha tem aproximadamente 100 Leo II 2A4 que já tentou vender ao Peru , e a Suica tem uns 200 Panzer 87 na naftalina .
    Tudo é uma questao de preco e condicoes das unidades . Acredito que a solucao vem por ai , atraves de uma intermediacao por parte da KMW e condicoes comerciais favoraveis .
    Importante considerar que com o impacto fiscal do COVID , as forcas armadas de muitos paises vao estar cortando custo e portanto colocando a venda equipamento que nao tem interesse em manter .

  12. Os empresários do Bem poderiam ajudar as nossas FFAAs a se reequiparem. Falando dos blindados do EB, os blindados alemães em operação hoje deveriam ser, totalmente, modernizados com a ajuda de capital particular. Enquanto o EB inicia a produção dos novos blindados no modelo definido por estudos específicos. A aquisição de blindados com canhão de 120 mm em quantidade que ofereça ao Brasil uma certa tranquilidade poderia ser feita, e os alemães tem uma boa sugestão neste sentido. Mas o Japão tem algumas opções interessantes e Israel tbm. Modelos do passado não produzidos por traição, como o Osório e o Tamoio poderiam ser repensados, uma vez que usamos alguns M60 americanos, inteiramente, defasados. A Iveco e outras empresas paulistas que reformaram o Cascavel e outra que apresentaram um modelo blindado de 4 rodas com Sistema de Mísseis podem ser convocados, excepcionalmente, para análises e estudos. As soluções devem ser rápidas antes dos acontecimentos regionais e internacionais que provocarão apreensões a nossa segurança. Cerj, 16/01/21… Luiz.

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