AMAZUL apresenta seus projetos nucleares na NT2E

A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL) mostrará os projetos nucleares de que participa na NT2E, maior feira brasileira de negócios nucleares, que se realiza no Rio de Janeiro, de 3 a 5 de maio. Além de apresentar sua metodologia de gestão do conhecimento, a empresa abordará projetos voltados para pesquisa, geração de energia, saúde e melhoria da qualidade dos alimentos, entre outros que usam a tecnologia nuclear para trazer benefícios à sociedade. A feira é promovida pela Associação Brasileira de Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN).

A premiada metodologia de gestão do conhecimento da AMAZUL vem sendo implantada, há oito anos, em instalações nucleares da Marinha do Brasil, principalmente em áreas estratégicas do Programa Nuclear da Marinha ligadas ao enriquecimento de urânio, gestão do meio ambiente, treinamento, gestão de projetos nucleares e de desenvolvimento de submarinos, pesquisa e inovação, segurança nuclear e saúde, entre outras. Foi implantada também em uma empresa privada.

A metodologia, homologada como produto estratégico de defesa pelo Ministério da Defesa, está sendo disponibilizada ao mercado e pode ser aplicada em qualquer empreendimento, público ou privado, que busca reter, disseminar e proteger o conhecimento.

Na NT2E, a AMAZUL também mostrará os esforços que estão sendo realizados para a construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), empreendimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação conduzido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), cujo projeto detalhado foi concluído no início do ano passado, em parceria com a argentina INVAP.

O RMB é um reator de pesquisa, com aplicação em várias áreas, mas cuja finalidade social mais relevante será tornar o Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos, insumo para a fabricação de radiofármacos usados na prevenção e tratamento do câncer e de outras doenças. O empreendimento atenderá à demanda reprimida de procedimentos da medicina nuclear e poderá ampliar o acesso da população à tecnologia para salvar vidas.

Na área de geração de energia, a AMAZUL mantém parcerias com a Eletronuclear no projeto para ampliar a vida útil de Angra 1 e se prepara para atuar em Angra 2 e Angra 3.

Junto com a Marinha, a empresa contribui com a fabricação de ultracentrífugas destinadas ao enriquecimento de urânio, que é transformado em combustível nuclear pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e enviado às usinas de Angra. Ainda para a INB, projeta a ampliação da Usina Comercial de Enriquecimento de Urânio (UCEU) em Resende (RJ), dentro do programa da estatal de abastecer as usinas de Angra com combustível nuclear. Essa expansão é extremamente estratégica, pois permitirá à INB ter capacidade instalada de enriquecimento de urânio para atender plenamente às recargas de Angra 1, 2 e 3, conforme previsto no Plano Plurianual 2016-2019 do então Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

À medida que ganha expertise e maturidade tecnológica na área nuclear, a AMAZUL prospecta novas oportunidades de negócio. O conhecimento no desenvolvimento das ultracentrífugas, empregadas para o enriquecimento do urânio, pode ser usado em projetos para melhorar a saúde e salvar vidas. Um dos negócios em prospecção pela AMAZUL é uma parceria com o Instituto do Coração – INCOR para atuar no desenvolvimento de um motor mancal para dispositivo de assistência ventricular (DAV), que auxilia o bombeamento de sangue em pacientes com insuficiência cardíaca que estão à espera do transplante. Com isso, o paciente ganha sobrevida para aguardar novo coração, sem necessidade de recorrer a dispositivos importados de elevadíssimo custo.

Outro negócio em prospecção pela AMAZUL é o desenvolvimento de pequenos reatores nucleares modulares (small modular reactors), que estão sendo apontados como uma das alternativas para aumentar a geração de energia de forma mais sustentável e competitiva. O reator nuclear que a Marinha constrói em Iperó, que pode ser usado tanto para a propulsão naval quanto para a geração de energia elétrica, proporciona à empresa o domínio da tecnologia para o desenvolvimento do SMR.

Pequeno e modular, esse tipo de reator pode ser montado em escala em fábricas, transportado com facilidade e instalado em locais distantes e não adequados para usinas nucleares maiores. Assim, proporciona economia de custos e de tempo de construção, podendo ser implantado de forma incremental para atender à crescente demanda de energia. Sua configuração permite que os módulos possam atender a várias aplicações, como geração de energia ou de hidrogênio e energia para dessalinização, por exemplo. O SMR também pode ser combinado com outras fontes de energia, incluindo fóssil e a renovável.

Em parceria com o Ministério da Agricultura, instituições de pesquisa, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e a iniciativa privada, a AMAZUL realiza tratativas para a implantação de centros de irradiação industrial no Brasil, notadamente na área de alimentos. A irradiação é uma técnica eficiente na conservação dos alimentos, que permite reduzir as perdas naturais causadas por processos fisiológicos (brotamento, maturação e envelhecimento), eliminar ou reduzir microrganismos, parasitas e pragas, sem provocar nenhum prejuízo aos alimentos, tornando-os, também, mais seguros ao consumidor.

A irradiação de alimentos poderá impulsionar ainda mais as exportações do agronegócio no País. Para se ter uma ideia, o Brasil é o 3º maior produtor de frutas do mundo, mas apenas o 23º maior exportador.

 

PAINÉIS

A AMAZUL participará dos seguintes painéis da NT2E:

  • Dia 3 de maio, às 16h45: Palestra no painel de Formação do Setor Nuclear – Tomé Albertino de Sousa Machado, gerente de Gestão do Conhecimento;
  • Dia 5 de maio, às 16h40: Palestra no painel Oportunidades com a ETN, INB, Nuclep e AMAZUL – Ricardo Veloso, coordenador-geral de Negócios.

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social e Sustentabilidade da Amazul

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