AM General recebe contrato para produção de 20 mil JLTV

No dia 09 de fevereiro, o Comando de Contratos do Exército dos Estados Unidos (US Army), o Detroit Arsenal, concedeu a empresa AM General um contrato de cinco anos (com mais cinco de opção), para a produção de 20.682 blindados 4X4 JLTV (“Joint Light Tactical Veículos”) e 9.883 reboques, com a implementação de aprimoramentos de tecnologia, para as Forças Armadas dos EUA.

A AM General está desenvolvendo os JLTV de próxima geração, o JLTV A2, para atender às demandas de missão em toda a gama de operações militares e sua capacidade de desenvolvimento e produção de veículos táticos leves (LTV), juntamente com os valores e cultura RIDE (“Responsive, Integrity, Dynamic, Excellence”), garantem que o usuário final esteja bem equipado e com suporte no campo de batalha. Além disso, a empresa combina a experiência incomparável do programa LTV com iniciativas de fabricação transformadoras comprovadas, como sua fábrica inteligente, sistema de veículo guiado automatizado (AGV), identificação por radiofrequência/sistema de posicionamento global (RFID/GPS), rastreabilidade, e os rigorosos padrões do sistema de gerenciamento de qualidade (QMS) certificado pela International Automotive Task Force (IATF) 16949 para produzir e entregar JLTV equipados com aprimoramentos técnicos que superam os requisitos. Alguns dos aprimoramentos incluem maior proteção contra corrosão e eficiência de combustível, além de desenvolvimentos contínuos para uma arquitetura de veículo de próxima geração.

O JLTV A2 será produzido em uma instalação de produção militar dedicada, o Mishawaka Manufacturing Campus (MMC), em Indiana, que apresenta uma completa pista de testes para ambientes operacionais dinâmicos.

O valor total do contrato é de US$ 8,66 bilhões e as entregas estão previstas para começar 17 meses após a adjudicação do contrato.

Mudança de rumos

Em agosto de 2015, a Oshkosh Defense ganhou a concorrência para construir a próxima geração de veículos táticos leves com rodas e e já produziu mais de 19 mil veículos, superando a AM General, fabricante do então veículo tático padrão das forças armadas dos EUA, o HMMWV (“High Mobility Multipurpose Wheeled Vehicle”), ou simplesmente “Humvee”.

No entanto, o programa JLTV tinha requisitos embutidos para concorrer novamente ao contrato para obter o melhor preço para o Exército, que comprou o projeto (pacote de dados técnicos) da Oshkosh, e este foi vencido pela AM General.

“Esses direitos de dados, mantidos pelo governo, permitiram ao programa concorrer a esse contrato de produção subsequente com um controle muito melhor da configuração e do custo da produção”, informou o US Army em comunicado, e completou “A estratégia de contrato de acompanhamento da JLTV foi projetada para fornecer um ambiente justo e competitivo, ao mesmo tempo em que garante que o Exército obtenha um fabricante de primeira linha que forneça o veículo tático da mais alta qualidade, mais capaz e acessível do mundo”.

A Oshkosh também continuará produzindo os JLTV, já que foram feitos três pedidos nos últimos meses (o ultimo em 03 de fevereiro), que somam mais de dois mil veículos para nove clientes diferentes (incluindo os 12 para o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil), no valor total de US$ 730 milhões.

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Comentários

8 respostas

    1. É para isso que foi criado o programa. No longo prazo, deve acontecer, com grande possibilidade de algumas unidades receberem diretamente a versão A2 ainda em desenvolvimento.

    2. No US Army sim, mas o plano é substituir todos até 2035.

      Mas a médio prazo ainda ficarão muitos Humvees nas FFAA americanas.
      Só na Guarda Nacional são mais de 15 mil.
      Demora pra substituir todos esses…

      1. No Brasil compras militares tem que ser feitas a conta gotas.
        Senão a mídia faz um carnaval em cima.
        Traz 12. Depois mais 12. Daí mais 6. Depois uns 20… e por aí vai.

        Se os Fuzileiros querem o JLTV como padrão da tropa, tem que comprar assim. Senão ficam sem nada.

        1. A culpa sempre é dos outros.
          E EB anunciou 2044 Guaranis (depois reduziu) e não houve carnaval em cima.
          32 Linces sem carnaval.
          98 Centauros sem carnaval.
          FAB comprou (depois reduziu) 28 KC-390 e 36 Gripens sem carnaval.
          Agora a mídia noticiar, parte dela e da população não gostar faz parte do jogo num Estado Democrático de Direito.
          Não é isso que limita as compras. O que limita é o mau uso do orçamento. Com o dinheiro perdido no NAe São Paulo daria para comprar centenas desses blindados. Com o dinheiro gasto na compra e modernização das aeronaves KC-2 Turbo trader (que até agora não chegaram) daria para comprar algumas dezenas desses blindados. Fora a parte que seria muito mais interessante ter adquirido o Lince junto com o EB e incentivado a montagem dele no Brasil.

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