Aderex-Anfíbia 2022 – Marinha realiza treinamento integrado

Aprimorar as técnicas para desembarque de meios e militares em terra a partir de navios da Esquadra, tanto por superfície, quanto por helicópteros. Esse é o ponto central da Operação Aderex-Anfíbia 2022, que começou hoje (28) e vai até o dia 08 de julho na área marítima entre os Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

É uma grande oportunidade de capacitação, pois a Força de Fuzileiros da Esquadra conduzirá uma incursão anfíbia, preparando nossos efetivos para a projeção do mar para terra, seja utilizando embarcações de desembarque e carros lagarta anfíbios (CLAnf), seja utilizando aeronaves.

“A operação permitirá ainda a infiltração de elementos de operações especiais por meio de técnicas como salto livre operacional (SLOp, método de infiltração em um terreno de difícil acesso por paraquedismo) e ‘Tethered-Duck’ (desembarque feito de um helicóptero em meio aquático com bote e equipamento necessário ao cumprimento de uma missão de combate)”, disse o comandante da Força de Desembarque, capitão de Mar e Guerra Luís Felippe Valentini da Silva.

Participam do treinamento cerca de 1.700 militares, embarcados no navio de desembarque de carros de combate Almirante Saboia (G25), no navio doca multipropósito  Bahia (G40), nas  fragatas Constituição  (F42) e Liberal (F43), no navio de apoio oceânico Purus (G152), no navio-patrulha oceânico Apa (P121), no navio-patrulha Macaé (P70) e na embarcação de desembarque de carga geral Camboriú (L12).

A tropa de Desembarque empregará CLAnf’s, viaturas blindadas sobre rodas 8X8 Piranha, viaturas 4X4 Unimog S5000 e obuseiros 105mm Light Gun. O Grupo-Tarefa será apoiado ainda pelas aeronaves Super Cougar (UH-15), Seahawk (SH-16), Super Lynx (AH-11B), Esquilo (UH-12), Skyhawk (AF-1), da Marinha do Brasil, e a aeronave P-3AM Orion, da Força Aérea Brasileira, além de um destacamento de mergulhadores de combate e elementos de operações especiais.

Por primeiro-tenente (RM2-T) Vanessa Mendonça – Agência Marinha de Notícias

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Comentários

5 respostas

  1. Tudo bem que nao carece ir longe pra treinar e se deve atentar pra economicidade. Mas precisa ser todo ano no mesmo lugar? Por que não variam e não marcam presença ao norte e ao sul de vez em quando? Virou uma marinha Rio-Santos/Rio-Espirito Santo.
    É importante a esquedra e os fuzileiros marcarem presença em TODA costa.
    Felizmente este veiculo fará a cobertura pq se formos esperar a comunicação social péssima da marinha…..

    1. Exatamente!! Os treinamentos de desembarque anfíbio do CFN são feitos praticamente todos no mesmo lugar. Os militares já devem ter decorado cada duna e cada buraco daquela praia. Uma Marinha tem como uma de suas caracteristicas os deslocamentos à longas distancias, a capacidade expedicionária e a operacão em meio altamente hostil do ponto de vista do tempo, clima, intempéries. Se não tem grana para deslocar um pequeno GT em um treinamento, o que dirá para o resto. Mas, a MB é a Força mais fechada em si mesma das três.

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