A modernização do Cascavel está mais próxima

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O EB possui 409 VBR EE-9 Cascavel em carga e a proposta é para modernizar até 201 (Foto: 12º Esqd CMec)

Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de hoje, dia 26 de fevereiro, o aviso de chamada pública, feita pela Diretoria de Fabricação (DF), para empresas interessadas em participar do projeto de modernização das viaturas EE-9 Cascavel do Exército Brasileiro. O programa prevê a modernização de um número entre 98 e 201 viaturas, das atuais 409 em carga, durante o um período de 8 anos.

Este RFI (Request for Information) dará continuidade a Portaria EME/C Ex Nº 274, de 11 de dezembro de 2020, que aprovou a diretriz de iniciação do projeto de modernização das viaturas, para ficarem em uso operacional até o ano de 2037, conforme o planejamento do Programa Estratégico do Exército (Prg EE) Obtenção da Capacidade Operacional Plena (OCOP), dentro do Subprograma Forças Blindadas (S Prg EE F Bld).

Os requisitos para essa modernização foram descritos no EB20-RO-04.013, publicados em fevereiro de 2020, porem novos devem sem implementados neste RFI. Os principais pontos apresentados até o momento são:

  • Instalação de um novo sistema de controle de tiro, com computador balístico e telêmetro laser;
  • Instalação de um sistema de giro da torre elétrico, com punho de prioridade para o comandante;
  • Inclusão de sistema de comando e controle (C2) interoperável com o sistema adotado nas versões das viaturas do Programa Guarani;
  • Modernização dos optrônicos da guarnição;
  • Revitalização da motorização e da suspensão;
  • Em princípio esse programa não deve contemplar alteração no nível de proteção balística da viatura.

É importante frisar o RFI não constitui compromisso para a venda ou fornecimento de quaisquer bens ou serviços entre o EB, e que esta ação se dá apenas no contexto do bloco “Concepção Integrada” das Instruções Gerais para a Gestão do Ciclo de Vida dos Sistemas e Materiais de Emprego Militar (EB10-IG-01.018) e do contato com órgãos de produção/comunidade de PD&I.

Várias empresas já demonstraram interesse em participar desse programa, dentre elas a alemã Rheinmettal e as brasileiras Equitron, Columbus e Ares, essa última em parceria com a Elbit Systems, porem espera-se que outras empresas se manifestem a partir de agora.

A publicação no Diário Oficial

32 Comentários

  1. Não seria gastar dinheiro com material que não tem mais uso na atualidade? Cascavel é bonito para desfile de 7 de Setembro. O ciclo dele já deu um carro da segunda guerra.

    • Concordo plenamente, dinheiro jogado na lata de lixo, podiam pegar essa verba e comprar meios blindados novos ou usados via FMS.

  2. Se o exercito abriu uma concorrecia para modernizar o Casacavel e porque sabe da capacidade de uso deste veiculo por mais uma decada dentro do seu T.O… isto ja foi comentado aqui.. em paralelo virao os 8×8 Centauro… para o momento e o que temos, acho melhor do que ficar sem planejamento.

    • Olá Camarada Bueno,

      Parabéns por sua lucidez, em um tema exaustivamente discutido, debatido e programa altamente justificado, dado as qualidades ainda operacionais do equipamento e a atual arquitetura de Modernização e aquisição de novos meios dentro do programa Nova Couraça.

      Que os demais sigam teu exemplo de sobriedade e sondagem ao conhecimento.

      CM

    • Cara, estude o passado para prever o futuro, as forças armadas abrem licitação, torram milhões, só fazem atualização em meia dúzia, depois vai diminuindo até não fazer mais, é sempre assim, depois o dinheiro é contingenciado, o melhor é comprar de um vez meios novos, mas sou a favor de comprar até usados (seminovos) dos EUA através do FMS, tem muita coisa boa que nos serve.

    • Bueno, entendo seu ponto de vista; mas permita-me discordar. Um cavalariano embarcado atualmente em um cascavel, estará evidentemente colocando sua vida em risco, pois armas anti-tanque e anti-material, podem tornar este veículo em sucata banhada de sangue. Almejo o melhor para o nosso Exército e penso que se mais patriotas acreditarem e conspirarem para avanços verdadeiros, poderemos mudar este paradigma.

      • Concordo plenamente Nelson. Muitas vezes vejo comentários aqui que falam de ‘ataque em quantidade com carros inferiores podem fazer a diferença’… mas se esquecem que atrás dos números há pessoas, homens e mulheres da farda com familia e futuro. Entraram no Exército para servir a Patria com a vida, condado morto não serve ninguém e mandar soldado para o fronte com aparelhos insuficientes é muita covardia.

      • Concordo plenamente Nelson. Muitas vezes vejo comentários aqui que falam de ‘ataque em quantidade com carros inferiores podem fazer a diferença’… mas se esquecem que atrás dos números há pessoas, homens e mulheres da farda com familia e futuro. Entraram no Exército para servir a Patria com a vida: soldado morto não serve ninguém. Mandar soldado para o fronte com aparelhos insuficientes é muita covardia.

      • Creio que a ideia é investir em duas linhas:
        1) Centauros atualizados tecnologicamente para compor as unidades de pronto emprego;
        2) Cascavel para servir de “bancada de testes” para desenvolvimento de indystria de sistemas de armas, com participação do CTEx (vide Remax)

        • Centauro II, você quer dizer, né? Não creio que o Exército Brasileiro vá adquirir o Centauro I pelo seguinte, eles não vão deixar que nós ‘tropicalizemos’ o Centauro I e, com isso, acabe tendo concorrência. O Bastos disse algo relacionado ao Centauro II e com certeza, este será o escolhido para o Exército Brasileiro.

      • Mas qualquer cavalariano no mundo está sujeito a isso . Blindados e MBTs não são imunes! O Cascavel é um veículode Reconhecimento. Ele nunca vai brigar com um MBT. Para nosso TO está muito bom ainda. O EB sabe que o cobertor é curto. O Ótimo é inimigo do bom!

  3. Apenas considero um período de 08 anos muito tempo. Não poderia passar de 04 anos para a execução total dos serviços.

  4. Se pudessem ser duas propostas selecionadas, faria a escolha para 100 veículos Equitron e 101 Ares/Columbus.

    As demais unidades, poderiam ser modernizadas também ou comercializadas com países já operadores dos veículos.

  5. Há um problema conceitual neste programa, pois a única coisa que mereceria ser salva em um cascavel, à meu ver, é seu canhão. O chassi vem de uma época em que proteção contra IED não era prioridade, ao contrário do Guaraní. Sistemas C2 também já estão presentes no Guarani. Logo, se pensarmos que este programa prevê a remotorização e recondicionamento das suspenções do cascavel, o mais lógico seria adaptar-se a torre deste no Guarani, com novos sistemas optronicos e controle de tiro. Padronizaria a frota, reduzindo-se a logística, com ganhos em escala na manutenção.
    O que estão propondo é um arremete ilógico.

  6. O EB não consegue se desvencilhar do contexto de guerra entre a II guerra e a guerra do Vietnã. Viatura completamente ultrapassada para emprego em um cenário de guerra atual. O guarani foi proposto para substituir não só o Urutu, mas também o Cascavel com sua versão aplicada que, pelo jeito, subiu no telhado.

    • Mas amigo, quem são nossos inimigos? Para nosso TO está bom ainda! Não vamos guerrear na Europa nem na China!

      • Se formos pensar assim então ficaríamos com F5 eternamente. O Guarani foi pensado em substituir também o Cascavel. Isso demonstra falta de foco por parte da força. O dinheiro gasto com isso serveria para mais unidades do Guarani armado com um torc30 ou UT30

  7. Entre um Cascavel modernizado e um Agrale Marruá com um Karl Gustav na caçamba para uma missão de reconhecimento prefiria o segundo. Imagina ficar empenhado na estrada com um caminhão blindado dos 70… Entre um Cascavel modernizado e um Guarani 6×6 com uma torre TORC30 e algumas versões até com misseis Spike LR integrados e um pacote de blindagem extra. Logicamente que esta opção seria de longe mais efetiva e adequada a nossa época. Mas lógico que deve ser mais facill negociar certos aspectos particulares com essas funilarias comandada por ex militares do que com Agrale, Ares, Iveco…. etc..

  8. Um Marrua pode ser neutralizado por um infante com armamento basico. Para nosso TO o Cascavel modernizado ainda dá um bom caldo como veiculo de reconhecimento e apoio a infantaria. Coberto curto é assim, fazer o melhor com o que se tem à mão. Vamos olhar em frente ao invés de olhar para baixo.

  9. Quem conhece e utilizam equipamentos de guerra que escolheram modernizar , eles planejam e disponibilizam para uso dentro de T.O real… eles tem infornacoes e recursos dentro dos limites que deve usar.
    Os guaranis, os FAL e diversos equipamentos em uso nas FA foram desenvolvidos por estes mesmos militares que muitos aqui desqualificam…
    Sugiro reclamarem na CREDEN e com os que votam a liberacao de verbas para as FA.
    E para quem tem suspeita de desvio de conduta e corrupcao do certame , entre com uma acao no MPF T.C.U… no mais e falatorio que para mim nao e nem de entusiasta mas de apalermado.

    • A realidade bate a porta. Antes de desmerecer quem está dialogando, procure se embasar por FATOS! O carro é baseado em um projeto da II guerra, não tem mais valor militar em um teatro moderno, fica atolado com facilidade em terrenos encharcados ( tem fotos na internet mostrando o mesmo sendo rebocado em demostração dentro de uma unidade, imagine em situação real). Respeite a opinião dos outros isso aqui é justamente um espaço para o cidadão pagador de imposto e que gosta do tema se expressar.

      • Johan, esta é a minha opinião. O respeito que se deve ter é para os entende e fez a solicitação para a modernização.
        Parece que os generais e comandantes envolvidos no estudo para modernizar pesam bem diferente e não estão no confronto de um escritório com ar condicionado tecendo comentários jocosos do trabalho alheio.

        Acredito que pode ocorrer ou não, dependendo do valor.

        Tem vídeo na Internete de T 90 e Abrams atolados

  10. Essa modernização já deveria ter sido feita há umas duas décadas atrás, lá pelos anos 2000; E já era em data bem atrasada ainda.
    Mas antes tarde do que nunca.

  11. Não existem mais Centauro 1 a disposição na Itália. Estão muito velhos e batidos por uma série de missões internacionais. A modernização custaria a metade de um veículo novo Centauro 2. O EB ainda não escolheu qual será seu 8×8, mas precisa se decidir. se for uma licitação por menor preço, será o chines da Norinco. Investir dinheiro da modernização do cascavel é jogar no lixo o pouco orçamento que o Exército tem. Não tem justificativa para modernizar o Cascavel. Devemos partir para o 8×8 imediatamente.

  12. Cascavel e um vbr e nesta categoria e aplicação o mesmo e bem razoável. Nenhum carro nesta categoria e aplicação suporta ataque direto de arma anti carro. Como complemento ao 8x8e Guarani fica muito bom. Se colocar sistema mísseis anti tanque fica mortal na retaguarda dos mbts. Só espero que está atualização ocorra rapidamente e não no padrão EB.

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