A ajuda que vêm dos Céus

Exército e Força Aérea seguem na operação humanitária em socorro dos indígenas Yanomami e lançam toneladas de alimentos e suporte médico em complexas operações paraquedista e aerotransportada.

No dia de hoje, 24 de janeiro, uma aeronave multimissão KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), lançou 6,936 toneladas de itens alimentícios na região do Surucucu, em Roraima, sendo oito volumes de 714 quilos cada, que corresponde a 42 cestas básicas, e outros dois volumes pesando 612 quilos cada, contendo cada um 36 cestas, totalizando 408 cestas básicas.

Ontem já haviam sido lançadas mais de seis toneladas, sendo cinco volumes de 714 quilos e quatro volumes de 636 quilos.

Os suprimentos foram lançados em pontos estratégicos próximo ao 4º Pelotão Especial de Fronteira – Surucucu (4º PEF Surucucu), e, posteriormente, foram reordenados para uma nova distribuição junto às comunidades yanomamis. O  passo a passo da manobra é realizado com a competência proveniente do Batalhão de Dobragem, Manutenção de Pára-quedas e Suprimento pelo Ar (B DOMPSA), da Brigada de Infantaria Pára-quedista (Bda Inf Pqdt).

A execução desta atividade ficou a cargo do Comando Militar da Amazônia (CMA), sobre a coordenação dos ministérios da Defesa e da Saúde.

E saúde também

No dia de ontem, outro KC-390 da FAB decolou da Base Aérea do Galeão (BAGL), com destino à Base Aérea de Boa Vista (BABV) para prestar apoio às populações em território Yanomami. Ao todo, 31 militares da FAB e uma carga de 19 toneladas  embarcaram rumo à região que enfrenta uma grave crise sanitária, envolvendo problemas de desnutrição, malária e infecção respiratória aguda.

Na região será montado um Hospital de Campanha, onde uma equipe multidisciplinar irá se revezar no atendimento a aproximadamente 700 indígenas, destes 278 pacientes já internados,  será composta por militares médicos das especialidades de clínica médica, ortopedia, cirurgia geral, pediatria, radiologia, ginecologia, patologia, além de enfermeiros, farmacêuticos e técnicos de enfermagem.

Para o devido atendimento à comunidade indígena, foram enviados como carga aparelhos de raio-x e ultrassonografia, farmácia e laboratório (que possibilitam a realização de exames laboratoriais) e uma unidade celular de saúde, com leitos de internação para pacientes ambulatoriais e estabilização de pacientes mais graves que precisem ser removidos para Unidades de Saúde mais complexas.

Com informações e imagens do Comando Militar da Amazônia e Agência Força Aérea

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Comentários

8 respostas

    1. Sim, não duvido nada que durante o inicio destas atividades que o batalhão de fronteira descobriu oque estava acontecendo com os Yanomamis na região

  1. Realmente a administração do brasil deu uma vira de 180 graus, para cima de volta a luz e a civilização finalmente as “asas estão protegendo o pais” e a “mão amiga” esta sendo estendida novamente.

    Como puderam abandonar BRASILEIROS a mercê de criminosos ambientais por tantos anos.

    1. Pelo jeito você ficou 4 anos sem acompanhar as notícias da área né.
      As operações dos últimos 4 anos foram inclusive maiores do que esta. Os links estão nas páginas oficiais das forças e do MD.
      Só não irei poupar o trabalho.

      1. Sim, houveram várias, mas nenhuma maior, mais importante ou com este grau de urgência ou complexidade nos territórios indígenas.
        E não precisa “poupar o trabalho” de ninguém e nem ir nas “páginas oficiais das forças e do MD”, basta clicar nas TAGs “Mão Amiga” e/ou “Ajuda Humanitária” no final desta matéria, pois as principais foram postadas em T&D.

      2. Do jeito que você fala os índios começaram a passar fome e ficar doentes em 01/01/2023. Antes estavam todos bem, sendo assistidos corretamente pela FAB, EB, Funai, SUS e etc.

  2. Bastos, bom dia.
    Na matéria diz que um kc levou 19 ton de equipamentos mais 31 militares.
    O kc ja voou com tanto peso assim? pergunto pq realmente nao lembro de nenhuma missão com essa tonelagem a bordo.

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