A 2ª Guerra Mundial e o B-24 Liberator: caixão voador.

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O B-24 Liberator era um bombardeiro quadrimotor forte, exceto no seu revestimento em alumínio que se podia cortar com uma faca.

Não possuía nenhum refinamento.

Pilotá-lo era difícil e exaustivo, pois seus controles dependiam dos músculos dos pilotos.

Especificações (Modelo: B-24J)
Dimensões
Comprimento 20,6 m (67,6 ft)
Envergadura 33,5 m (110 ft)
Altura 5,5 m (18,0 ft)
Área das asas 97,4  (1 050 ft²)
Alongamento 11.5
Peso(s)
Peso vazio 16 590 kg (36 600 lb)
Peso carregado 25 000 kg (55 100 lb)
Peso máx. de decolagem 29 500 kg (65 000 lb)
Propulsão
Motor(es) 4 x motores a pistão radiais turbosupercharged Pratt & Whitney R-1830-35 ou -41
Potência (por motor) 1 200 hp (895 kW)
Performance
Velocidade máxima 488 km/h (263 kn)
Velocidade de cruzeiro 346 km/h (187 kn)
Alcance bélico 3 300 km (2 050 mi)
Alcance (MTOW) 5 900 km (3 670 mi)
Teto máximo 8 500 m (27 900 ft)
Razão de subida 5,2 m/s
Armamentos
Metralhadoras / Canhões 10 x metralhadoras .50 M2 Browning de 12,7 mm (0,500 in)
Bombas 3 600 kg (7 940 lb) para curto alcance
2 300 kg (5 070 lb) para médio alcance
1 200 kg (2 650 lb) para longo alcance

Não tinha sequer limpador de para-brisa e acima de três mil metros de altitude só se podia respirar usando máscaras de oxigênio frias, úmidas e impregnadas do cheiro de borracha e suor.

Não tinha aquecimento e acima de seis mil metros as temperaturas chegavam a 50 graus centígrados negativos.

O vento soprava furiosamente no interior do avião, principalmente pelas janelas dos artilheiros centrais e piorava quando as portas do compartimento de bombas eram abertas.

De tanto frio, era comum a máscara de oxigênio grudar no rosto do tripulante.

O mesmo acontecia com os dedos dos artilheiros, caso eles tocassem em suas armas sem as luvas.

O avião não tinha banheiro.

Para urinar havia dois pequenos tubos, um na proa e outro na cauda, quase impossíveis de usar sem derramar por causa das pesadas camadas de roupas usadas pelos homens, além do que os tubos costumavam ficar entupidos com urina congelada.

Defecar só era possível num receptáculo forrado por dentro com uma bolsa de papel impermeável.

O sujeito tinha que estar desesperado para usá-lo, devido à dificuldade de tirar a roupa e expor a pele nua ao frio ártico.

E aqueles que tentavam aguentar, a falta de pressurização causava gases e inflava como balões o trato intestinal dos homens, fazendo-os dobrar de dores.

Não havia nenhuma maneira de esquentar uma comida ou café e a única opção era trazer para bordo uma ração “C” ou um sanduíche.

Não havia corredor por onde se caminhar, só uma estreita passarela de 20 centímetros de largura sobre o compartimento das bombas usada para ligar a frente com a cauda do avião.

E isso devia ser feito com muito cuidado, pois se um homem resvalasse e caísse sobre as comportas de bombas é certo que se romperiam.

Sem qualquer forração e não reclináveis, os assentos ocupavam um espaço tão exíguo que seus ocupantes mal podiam se esticar e em hipótese alguma relaxar.

E os voos duravam oito, dez horas, não menos do que seis.

Os B-24 existiam e voavam com um único propósito: carregar bombas que deviam ser jogadas com precisão sobre os alvos inimigos.

(baseado no livro “Azul Sem Fim” de Stephen E. Ambrose)

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