Satélite CBERS 4A lançado com sucesso na China

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O satélite CEBRS 4A, o sexto projeto feito em parceria entre Brasil e China, foi lançado ao espaço na madrugada da última sexta-feira (20/12).

O equipamento foi colocado em órbita pelo foguete Longa Marcha 4B, a partir da base de lançamento em Taiyuan, na China.

O sucesso da operação foi confirmado as 0h37, quando o aparelho entrou em órbita e iniciou o processo de abertura do painel solar.

https://www.youtube.com/watch?v=DlzFLlProEA

O processo foi acompanhado por técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), via conexão telefônica.

A transmissão foi acompanhada por uma plateia de convidados e autoridades.

“Cinco anos após o bem sucedido lançamento do satélite Cbers-4, junta-se a ele mais um satélite sino-brasileiro. Continuamos, portanto, assegurando o monitoramento do território brasileiro, com aplicações em alerta e desmatamento, monitoramento da vegetação e agricultura e estudos de hidrologia e meio ambiente. O Inpe tem orgulho em participar de mais um caso de sucesso do programa espacial brasileiro”, disse Ronald Buss de Souza, diretor substituto do Inpe.

O CBERS-4A substituirá o CBERS-4, lançado em 2014, e está equipado com três cargas óticas: uma câmera multiespectral pancromática de amplo alcance desenvolvida pela China e uma câmera multiespectral e um gerador de imagens de campo amplo desenvolvido pelo Brasil.

O mesmo foguete lançou em órbita oito microssatélites, incluindo o primeiro satélite etíope, o ETRSS-1, um microssatélite multiespectral de detecção remota multiespectral de amplo espectro doado à Etiópia.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes, acompanhou o lançamento na China acompanhado de uma comitiva.

Projeto

A construção do equipamento começou em 2015 e custou cerca de R$ 190 milhões – metade do valor foi custeado pelo Brasil. Duzentos cientistas trabalharam no projeto.

O CBERS 4A vai substituir o CBERS-4, que está no limite da vida útil, e terá como foco a Amazônia. Segundo o INPE, o satélite foi programado para dar 14 voltas por dia em torno da Terra. O foco será o mapeamento de queimadas e o fornecimento dados à agricultura e deverá operar por ao menos cinco anos.

Ainda no Brasil, a revisão foi feita por especialistas do INPE com cientistas da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial – foram reunidos quase 60 profissionais nesta etapa.

Antes do embarque, testes foram feitos em abril.

O equipamento chegou à base chinesa em novembro.

Atraso

O prazo original de lançamento do CBERS 4A era para dezembro de 2018, mas a data foi revista devido à redução dos repasses ao INPE acabou adiando o lançamento.

O programa CBERS existe desde 1998

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