Thales Alenia Space construirá o Amazonas Nexus da HISPASAT

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Thales Alenia Space construirá o Amazonas Nexus da HISPASAT

Thales Alenia Space construirá o Amazonas Nexus da HISPASAT, um satélite mais eficiente e flexível para se adaptar à evolução do mercado das comunicações

  • A operadora espanhola inicia sua nova missão Amazonas Nexus, dedicada aos mercados de mobilidade e conectividade, marcando o início de uma nova geração de satélites com arquitetura inovadora e maior capacidade.
  • O novo satélite integra o DTP (Digital Transparent Processor) de nova geração, que é considerado uma inovação tecnológica que aumenta substancialmente a flexibilidade do satélite, permitindo sua adaptação a eventuais mudanças na demanda do cliente.
  • O satélite Amazonas Nexus, que terá uma participação importante na indústria aeroespacial espanhola, está programado para ser lançado no final de 2022 e tem uma vida útil prevista de 15 anos.

A HISPASAT, a operadora espanhola de telecomunicações por satélite, selecionou Thales Alenia Space, uma joint venture entre a Thales (67%) e a Leonardo (33%), para a construção do satélite Amazonas Nexus, que substituirá e expandirá as capacidades do satélite Amazonas 2, na órbita a 61° Oeste. O contrato foi assinado hoje em Madri, após a Thales Alenia Space vencer a concorrência, que contou com a participação de diversos concorrentes internacionais.

O novo Satélite de Alto Rendimento (HTS, por sua sigla em inglês) permitirá à HISPASAT acessar novos clientes e mercados, oferecendo serviços de mobilidade de alta capacidade aos setores de transporte aéreo e marítimo, entre outros. Além disso, ele continuará a prestação de serviços aos atuais clientes da HISPASAT que utilizam as capacidades do Amazonas 2.

Como contratada principal, a Thales Alenia Space será responsável pelo projeto, produção, testes em geral e testes de aceitação em órbita do satélite Amazonas Nexus.

Uma nova geração de satélite com maior flexibilidade em órbita

O Amazonas Nexus apresenta como principal novidade o processador Digital Transparent Processor (DTP) de nova geração, uma inovação tecnológica essencial para aumentar a flexibilidade geográfica da missão e responder a eventuais evoluções com relação ao cenário comercial inicialmente previsto.

Graças a esse elemento, a carga útil do satélite será processada digitalmente, permitindo atribuir, em órbita, as capacidades necessárias a qualquer momento, proporcionando ao satélite uma grande resiliência à evolução do mercado de comunicações, tanto no campo da conectividade e dados quanto no campo da transmissão de conteúdo.

O design avançado, a capacidade HTS e a versatilidade do Amazonas Nexus o tornam o satélite mais eficiente na frota da HISPASAT.

O novo satélite cobrirá todo o continente americano, o corredor do Atlântico Norte (área de tráfego aéreo e marítimo) e Groenlândia, e permitirá a prestação de serviços de telecomunicações de ponta na banda Ku. O Amazonas Nexus marca o início de uma nova geração de satélites na frota da HISPASAT com uma arquitetura inovadora, que também tem capacidade de banda Ka para otimizar as comunicações entre os gateways e o satélite, permitindo multiplicar a capacidade total de bordo disponível para uso comercial, melhorando em grande parte, portanto, o custo unitário da capacidade em relação aos satélites convencionais.

O Amazonas Nexus será lançado no segundo semestre de 2022

Baseado na plataforma Spacebus NEO da Thales Alenia Space, o satélite contará com propulsão elétrica total, tornando o satélite mais leve e contribuindo para reduzir o custo de lançamento. Com uma vida útil estimada de 15 anos, potência do satélite de 20 kW e uma massa de 4,5 toneladas no lançamento, o Amazonas Nexus será lançado em meados de 2022.

O Amazonas Nexus é o terceiro satélite encomendado pela HISPASAT à Thales Alenia Space, depois do HISPASAT 1C & 1D, o sétimo satélite baseado na plataforma Spacebus NEO e o quinto satélite que integra o processador Digital Transparent Processor da 5ª geração.

Após a assinatura do contrato, Rosario Martínez, Presidente da HISPASAT, agradeceu o apoio de seu novo acionista, Red Eléctrica, a essa missão, que impulsionará o crescimento da HISPASAT. “Esse projeto, de grande relevância para responder ao crescimento contínuo da demanda por conectividade, não teria sido possível sem o apoio determinado dos acionistas da HISPASAT. No Conselho de Administração, estamos convencidos de que o Amazonas Nexus reforçará nossa posição competitiva no mercado de satélites,” disse ela.

Miguel Ángel Panduro, CEO da Hispasat, expressou sua satisfação pelo contrato celebrado com a Thales Alenia Space, que “nos permitirá construir o satélite mais dinâmico e avançado de nossa frota e dar um importante passo adiante nas soluções digitais, que estarão em conformidade com o futuro das tecnologias de satélite,” afirmou ele. “Com o Amazonas Nexus, a HISPASAT continua inovando para atender ao mercado de satélites e às necessidades de seus clientes com a mais avançada tecnologia,” concluiu Panduro.

“Agradeço à HISPASAT por depositar sua confiança em nós,” acrescentou Jean-Loïc Galle, CEO da Thales Alenia Space. “A volatilidade do mercado atual precisa de tecnologias de ponta e à prova de futuro. O design do satélite Amazonas Nexus combina perfeitamente a agilidade e a dinâmica digital com a robustez das nossas soluções de satélite. Os contratos recentes, adjudicados para atender aos mercados europeu e asiático e, agora, ao mercado americano, demonstram o valioso benefício das soluções digitais da Thales Alenia Space para os clientes de nossas operadoras de satélite.

Com sua cobertura sobre o Atlântico e sua alta capacidade, o Amazonas Nexus reforçará o posicionamento da HISPASAT nos mercados aéreo e marítimo, dois segmentos em crescimento. Suas capacidades também o tornam especialmente adequado para ajudar a lidar com o fosso digital na América Latina, permitindo que governos e operadoras de telecomunicações implantem redes e serviços em regiões com baixa penetração de infraestruturas terrestres. De acordo com análises de mercado, a demanda por capacidade de dados geoestacionários no continente americano se multiplicará por um fator de 5 nos próximos dez anos*, graças ao aumento de verticais tais como mobilidade, comunicação corporativa, expansão de redes móveis e conectividade. Com esta nova missão, a HISPASAT se concentra nessas verticais e fortalece seu compromisso no continente americano, que representa mais de 65% de sua receita.

A HISPASAT celebrou vários acordos comerciais para arrendamento de capacidade de longo prazo com operadoras e prestadores de serviços nos segmentos de conectividade governamental e aérea. Esses acordos representam quase 30% da capacidade embarcada no Amazonas Nexus.

 

Suporte à indústria espacial espanhola

A participação da indústria espanhola no Amazonas Nexus deverá ter extrema relevância ao integrar vários equipamentos fabricados por empresas espanholas, como foi o caso dos satélites da frota da HISPASAT. A operadora mantém seu compromisso como um trator para a indústria aeroespacial espanhola, permitindo seu acesso aos mercados internacionais de satélites de telecomunicações. Nesse contexto, vale ressaltar que mais de 1 bilhão de euros de investimento foram comprometidos por fabricantes internacionais de satélites na Espanha, devido ao programa de retorno industrial implementado pela HISPASAT desde sua fundação.

*Fonte: Euroconsult, 2019

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