Itaguaí Construções Navais transfere primeira seção do Submarino Humaitá

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Teve e início a transferência da primeira seção do Submarino Humaitá, prefixo S 41, o segundo dos quatro submarinos convencionais classe Scorpene encomendados pela Marinha do Brasil.

O translado ocorre da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) para o Estaleiro de Construção, em Itaguaí, RJ, onde a primeira seção receberá sensores e equipamentos, e será unida às demais, que serão transferidas até o final de junho deste ano.

A operação de transferência das seções será realizada em quatro etapas, até que todas se encontrem no Estaleiro de Construção para a montagem final do S41 Humaitá.

  • Manobra marca a fase final de preparação do segundo dos quatros submarinos convencionais do Programa de Submarinos da Marinha do Brasil

A parte transportada corresponde à seção 1 do Submarino Humaitá, responsável por abrigar os motores de propulsão do submarino, o segundo a ser construído em Itaguaí.

Medindo pouco mais 13 metros de comprimento e pesando cerca de 160 toneladas, a seção percorreu o percurso de quatro quilômetros por aproximadamente quatro horas, numa operação que contou com a participação direta de agentes estaduais, federais, empresas privadas da região e o acompanhamento da Marinha do Brasil, com apoio dos fuzileiros navais.

Já no estaleiro, a seção passará pelos últimos preparativos antes da integração com as demais seções do submarino, dividido em quatro grandes partes.

As demais seções ainda estão na UFEM, com previsão de transferência para o estaleiro nos meses de maio e junho, onde serão totalmente integradas para finalização da embarcação, com previsão de lançamento ao mar em setembro de 2020.

Para a ICN, este é mais um importante passo para avanço do PROSUB, que além de ampliar os meios de defesa e a soberania nacional, também contribui com o progresso tecnológico do país e a geração de mais de sete mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com a Marinha do Brasil, o PROSUB é um investimento destinado a proteger a chamada Amazônia Azul, uma área de 3,5 milhões de quilômetros quadrados, fonte de riquezas minerais, energia e alimentos. Essa área marítima é o caminho de 95% das exportações e importações brasileiras e guarda cerca de 90% do petróleo nacional.

Ainda segundo a Marinha, o PROSUB vai dotar a indústria brasileira da defesa com tecnologia nuclear de ponta, ponto destacado na Estratégia Nacional de Defesa.

A concretização do programa fortalece, ainda, setores da indústria nacional de importância estratégica para o desenvolvimento econômico do país.

Priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil para os submarinos, o PROSUB é um forte incentivo ao parque industrial brasileiro, fruto de parceria entre o Brasil e a França.

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