Brumadinho, Israel e a politização da tragédia.

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A Revista Tecnologia & Defesa esteve no marco zero da barragem da Mina do Córrego do Feijão acompanhando os trabalhos de resgate na zona quente, e mediante o que presenciamos e registramos, afirmamos categoricamente: tudo publicado sobre os israelenses, de cunho negativo, não passam de falácias.

Por Roberto Valadares Caiafa

A politização da tragédia em Brumadinho, tendo como alvo a presença de pessoal israelense voluntário, tem sido uma estratégia de desinformação torpe praticada por grupos ideologicamente comprometidos e veículos de imprensa que claramente apoiam esses grupos.

Falou-se em inadequação dos equipamentos empregados pelos israelenses, em conflitos havidos entre os militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) e pessoal israelense, e por fim, essas pessoas foram alvo de todo tipo de calúnia e desinformação, atitudes típicas de fundamentalistas de esquerda insatisfeitos com a derrota nas últimas eleições presidenciais ocorridas no Brasil.

O cenário de destruição em Brumadinho: israelenses trabalharam como quaisquer outras equipes enviadas ao local.

A Revista Tecnologia & Defesa esteve no marco zero da barragem da Mina do Córrego do Feijão acompanhando os trabalhos de resgate na zona quente, e mediante o que presenciamos e registramos, afirmamos categoricamente: tudo publicado sobre os israelenses, de cunho negativo, não passa de falácias de criminosos que usam as almas de quase 400 vítimas para fazer política de baixo nível, torpe e mentirosa, como é de costume da esquerda brasileira há décadas.

Militares brasileiros e israelenses trabalhando juntos com um único objetivo, dar todo suporte as vítimas.

Nas redes sociais, terreno fértil para a desinformação e propagação do antissemitismo, pérolas como a reproduzida a seguir circulam livremente “O ESCÂNDALO DE BRUMADINHO E A EXPLORAÇÃO DO NIÓBIO POR ISRAEL – O grupo israelense que veio ao Brasil nunca atuou em nada de resgate. Foi criado em novembro de 2018, e é a primeira vez que sai de Israel. E são todos militares, que seguem a cartilha do primeiro-ministro Netanyahou. Mas incrivelmente o governo brasileiro preferiu Israel ao nosso EB, que tem infinita experiência em catástrofes, inclusive internacionalmente, vide Haiti. Qualquer um que entenda minimamente de logística de resgate e logística militar sabe que isso é um embuste. Nosso ambiente é totalmente diferente. Israel, que por coincidência já estava com o avião preparado. Que por coincidência quer explorar o minério no Brasil (Nióbio!). Que por coincidência, o presidente da Vale é judeu. Que por coincidência, foi presidente do grupo Ultra, dono da rede de postos Ipiranga, financiador da campanha do Bolsonaro. Esse grupo Ultra, por coincidência, apoiou a ditadura militar brasileira, financiando treinamento de torturadores e grupos paramilitares. Que por coincidência, os instrutores vieram dos Estados Unidos e Israel”.

Sobre quem são os profissionais israelenses enviados ao Brasil, recomendamos a leitura do restante do artigo.

Quanto às outras afirmações difundidas por mentirosos, vamos aos esclarecimentos:


A delegação israelense é chefiada pelo comandante de Pesquisa Nacional e Resgate,
coronel Golan Vach. Na imagem, ele conversa com o comandante do 12º Batalhão de Infantaria, Rui Martins Mota

O Exército Brasileiro, através do 12º Batalhão de Infantaria e da Aviação do Exército, vem atuando na Operação Brumadinho fornecendo o transporte aéreo e suporte logístico as diversas equipes de busca e salvamento dos órgãos do Governo de Minas Gerais.

Também vêm sendo prestados assessoramentos em termos de comunicações satelitais e rastreamento, além da montagem e manutenção de instalações móveis para facilitar o trabalho de identificação dos corpos.

Na mesma imagem, um integrante da Zaka (Israel), um militar brasileiro e um militar israelense.
Brasileiros e israelenses traçam plano de ação em mais
um dia de trabalho em Brumadinho.
Brasileiro e israelense carregam equipamentos rumo a zona quente.
Militar israelense na zona quente em Brumadinho, MG

Além disso, desde a noite do último domingo (27 de janeiro), o Comando Militar do Leste, por intermédio da 4ª Região Militar, sediada em Belo Horizonte (MG), vem prestando apoio logístico aos militares israelenses que chegaram à região para trabalhos de busca e salvamento.

Os helicópteros maiores, das Forças Armadas, operam da Faculdade ASA, Campi II (base principal)….
…e da Base Israel, que fica bem próxima do marco zero da barragem.

Esse apoio incluiu emprego de cinco helicópteros da Aviação do Exército, de modelos variados, para utilização pelas equipes de buscas; alojamento e alimentação para cerca de 130 pessoas; alojamento, alimentação e apoio veterinário para cães farejadores; transporte e acondicionamento de todo o equipamento (aproximadamente 16 toneladas), por meio da montagem de um depósito de campanha em Brumadinho; instalação de cozinha de campanha para a confecção de alimentação na área de Brumadinho; alojamento e alimentação aos intérpretes designados.

Ouvido por T&D sobre o assunto, militares do 12º Batalhão de Infantaria, foram taxativos na sua resposta “Os israelenses irão embora antes do final da semana e a volta deles para Israel não tem nada a ver com incompatibilidade de ego, como vem sendo propagado. De fato, trata-se de uma “Fake News” criada por “pessoas” interessadas em desacreditar a iniciativa”.

Sobre a questão do mineral Nióbio, nada a acrescentar, esse assunto é totalmente desconexo do problema havido em Brumadinho, e foi justamente durante os 13 anos da administração esquerdista que os saques as nossas riquezas naturais atingiram o seu maior nível histórico, portanto, que olhem primeiro para as suas ações e desmandos, pois as duas barragens rompidas são responsabilidade de um ex-governador petista (Fernando Pimentel) e de dois ex-presidentes petistas, Dilma Rousseff (removida do poder via impeachment) e Luis Inácio da Silva (preso por corrupção e cumprindo pena em Curitiba, no Paraná).


O presidente da Vale do Rio Doce, Fabio Schvartsman

Sobre o fato de o presidente da Vale do Rio Doce, Fabio Schvartsman, ser judeu, e setores radicais da esquerda o apresentarem como algo negativo devido a suas origens, fica a pergunta, será que Schvartsman, graduado e pós-graduado em engenharia de produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP) deveria usar uma estrela de Davi presa no peito, junto ao seu número de “interno” no campo de concentração? É crime ser judeu?

Sobre o Grupo Ultra, esclarecemos que “O Grupo Ultra ou Ultrapar é uma companhia brasileira que atua nos setores de distribuição de combustíveis, por meio da Ipiranga e da Ultragaz; produção de especialidades químicas, por meio da Oxiteno; serviços de armazenagem para granéis líquidos, por meio da Ultracargo; e drogarias, por meio da Extrafarma. Todas são subsidiárias integralmente controladas pelo holding Ultrapar.A companhia tem suas ações negociadas sob o nome Ultrapar nas bolsas de valores de São Paulo (Bovespa)e de Nova York (NYSE). O Ultra é a quarta maior empresa do Brasil, com receita líquida de R$ 75,6 bilhões em 2015,segundo o anuário Valor 1000, do jornal Valor Econômica. No mundo, a companhia está entre as 500 maiores, segundo ranking elaborado pela revista “Fortune” em 2014.

Traduzindo, se uma mega empresa gera empregos, promove o progresso do País, e tem atuação fundamental no dia a dia da população, fornecendo combustíveis e medicamentos, claro que esse “grupo capitalista malvado” vai ser elevado à condição de inimigo das esquerdas e seus sindicatos! Aí, caríssimo leitor, T&D pergunta de coração aberto: O que as quase 400 pessoas mortas pela Vale em Brumadinho têm a ver com isso?

Sobre a pretensa conexão Ultrapar, financiamento de campanha eleitoral e Operação Condor (tortura institucional pan-americana concatenada pelos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970), nada a declarar, esse tipo de retórica torpe, falaciosa e amoral não impressiona mais ninguém, exceto os seguidores da ideologia derrotada nas urnas em 2018, de forma democrática e ordeira.

Sobre o Boeing 777-300 ER “já estar pronto” com 16 toneladas de equipamentos, ou isso é um baita elogio ao tempo de resposta das equipagens israelenses ou quem escreveu tal afirmação nada entende de disponibilidade de aeronaves, cruzamento de informações sobre disponibilidade de voos.

A dica dessa reportagem, pesquisem a matrícula da aeronave em app tipo “Flight Radar” antes de fazerem colocações totalmente descabidas e típicas de quem pouco pesquisou sobre o assunto.

Desenhando a presença israelense

A Unidade de Resgate Internacional ZAKA, com sede em Jerusalém, opera uma equipe especialmente treinada de paramédicos voluntários e profissionais de busca e resgate disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, pronto para responder no mais rápido tempo possível a grandes incidentes internacionais, onde quer que ocorram.


O Diretor de Operações Mati Goldstein, da Unidade de Resgate Internacional ZAKA, recebe uma bandeira do Brasil em Brumadinho: pessoal israelense enviado possui experiência de décadas, e não foi formado em novembro último como erroneamente propagado por alguns veículos de imprensa.

Sob a direção do Diretor de Operações Mati Goldstein, a Unidade de Resgate Internacional ZAKA trabalha em estreita cooperação com o Ministério de Relações Exteriores de Israel, o IDF e outros órgãos governamentais.

A assistência da ZAKA em grandes ataques terroristas internacionais (por exemplo, Mombaça, Istambul e Taba) e desastres naturais (por exemplo, o tsunami e o furacão Katrina em Nova Orleans) levaram as Nações Unidas em 2005 a reconhecer a ZAKA como uma organização humanitária internacional voluntária. (somente três organizações na atualidade, em Israel, mantém esse status).

A fim de reduzir o tempo de resposta a incidentes internacionais, a ZAKA treina equipes de resposta a emergências em comunidades locais em todo o mundo.

Até o momento, a ZAKA estabeleceu unidades de resgate ZAKA Internacionais treinadas e totalmente equipadas, entre outras, nos Estados Unidos (Nova York e Lakewood), Inglaterra (Londres e Manchester), Paris, Hong Kong, Cingapura, México, Argentina, Rússia, Ucrânia, Bielorrússia, Sibéria e Geórgia.

Os voluntários participam de um programa de treinamento básico de cinco dias que inclui certificação como socorristas de emergência; preparação e resposta à segurança; lidar com incidentes de acidentes em massa; honrando os mortos; trabalhando com simulação de emergência forense e simulação.

Bombeiros de MG, pessoal ZAKA e militar israelense: a presença da IDF deveu-se mais a questão logística e a complementação de capacidades específicas.

Essas equipes locais fornecem uma solução para suas próprias comunidades, além de oferecer assistência em campo aos voluntários da ZAKA International Rescue Unit, sediada em Israel, nos principais incidentes internacionais.

As missões recentes da Unidade Internacional de Resgate ZAKA incluem o ataque terrorista na Casa Chabad em Mumbai, Índia (2008); Terremoto de 2010 no Haiti; tsunami e terremoto no Japão em 2011; tufão Haiyan nas Filipinas (2013); ataques terroristas de Paris em 2015; terremoto de 2015 no Nepal.

A Unidade de Resgate Internacional da ZAKA é altamente valorizada por forças de emergência em todo o mundo e é frequentemente solicitada por forças internacionais para fornecer assistência, consulta e aconselhamento.

Além disso, a Unidade de Resgate Internacional ZAKA treina regularmente com os serviços de emergência israelenses e de IDF relevantes, além de forças internacionais, como o treinamento bianual e multinacional com a Guarda Nacional Militar dos EUA em Indiana.

https://www.youtube.com/watch?v=lpL_kPx4XCc

Como a ZAKA começou

Fundada em 1995 por Yehuda Meshi-Zahav, a ZAKA é a organização não governamental de resgate e recuperação de Israel, com mais de 3.000 voluntários espalhados pelo país, de plantão 24/7 para responder imediatamente a qualquer ataque terrorista, desastre ou acidente, profissionalmente e com o equipamento necessário.

A ZAKA, uma organização civil voluntária com responsabilidade exclusiva em Israel por lidar com incidentes de morte não natural, trabalha em estreita cooperação com todos os serviços de emergência e forças de segurança.

As sementes da organização ZAKA foram semeadas em 1989, quando o então estudante da yeshiva Yehuda Meshi-Zahav e seus colegas correram para ajudar na cena do ataque terrorista ao ônibus da linha 405, no qual 17 pessoas foram mortas e dezenas de feridos.

Nos seis anos seguintes, Meshi-Zahav liderou um grupo de voluntários que superaram o horror dos ataques terroristas para recuperar os restos humanos e assegurar um enterro adequado de acordo com a lei judaica.

Equipes ZAKA em ação (Israel)

ZAKA hoje

A ZAKA oferece hoje serviços voluntários profissionais e altamente qualificados nas áreas de resposta a emergências, busca e salvamento, prevenção de acidentes e assistência em desastres internacionais.

Unidades de busca e resgate especializadas foram estabelecidas ao longo dos anos, incluindo, entre outras, uma unidade de motocicleta, unidade canina, unidade Jeep, unidade ATV, unidade Jet-ski e unidade Divers.

Em todos os casos, essas unidades consistem em voluntários altamente treinados, cada um especialista em sua própria área, trazendo suas habilidades e dedicação à organização e garantindo a resposta mais rápida e profissional à situação.

Equipes ZAKA atuando na África, após atentados terroristas que vitimaram dezenas de pessoas.

Em Israel, ZAKA tornou-se parte do consenso, regularmente classificado como a organização mais respeitada após as Forças de Defesa de Israel ou IDF.

A ZAKA oferece uma estrutura para milhares de voluntários ultra-ortodoxos (haredi), que normalmente não servem nas forças armadas, para contribuir com a sociedade de maneira significativa, fornecendo um serviço essencial dentro da estrutura mais profissional e disciplinada.

31 Comentários

  1. Muito boa a abordagem. Parabéns. Existe uma paixão de pessoas que não enxergam que 6 duzia de pessoas estava enriquecendo com roubos e falcatruas.

  2. Muito bom! Esses esclarecimentos não deixam dúvidas e acabam de vez com as baboseiras espalhadas, principalmente nas redes sociais, pela esquerda raivosa brasileira. Obrigado. Abraço!

  3. Parabéns! O artigo é claro e esclarecedor sobre a atuação dos israelenses.
    As teorias dos esquerdopatas são puras falácias…..fazem oposição pelo simples fato de fazer.

  4. não fizeram nada demais apenas perfumaria e gasto desnecessário sendo mais importante era a prevenção em si que não foi feita de forma adequada e evitaria desastre !!!!!!!

    • Equívoco comum, avaliar a presença dos israelenses aqui com base no nosso conhecimento atrasado e incompleto sobre técnicas de resgate com amplo emprego de tecnologias específicas. Israel mapeou em dois dias todos os locais com emissões de celulares no cenário da tragédia e geo-referenciou tudo no terreno, em 4 dias o Centro de Operações Espaciais daquele País sensoreou toda a tragédia em resolução sub-métrica de 0,4 centímetros através de satélite de observação terrestre, imprimiu e entregou ao CBMMG mapas de altíssima precisão com a localização das estruturas destruídas sobrepostas com a localização virtual sobre a lama. Isso sem falar no uso de sistemas IR e de sonar terrestre para determinar as primeiras áreas de busca logo após a chegada dos caras na área. Mas vamos assinar e dar endosso em toda bobagem que se escrebe por aí. Os caras saíram das terra deles para fazer nada aqui e enganar os espertos brasileiros que tudo sabem…. sobre NADA. Realmente, tá çerto isso aí…….

  5. Excelente texto. Relata como imbecis tentam distorcer os fatos de acordo com suas ideologias políticas, sem levar em conta o bem estar do próximo.

  6. Muito apropriada a matéria. Aproveito para espressar o mais profundo agradecimento a Israel por ter sido tão solidário num momento tão triste e dolorido para tantas famílias brasileiras.

    • Equívoco comum, avaliar a presença dos israelenses aqui com base no nosso conhecimento atrasado e incompleto sobre técnicas de resgate com amplo emprego de tecnologias específicas. Israel mapeou em dois dias todos os locais com emissões de celulares no cenário da tragédia e geo-referenciou tudo no terreno, em 4 dias o Centro de Operações Espaciais daquele País sensoreou toda a tragédia em resolução sub-métrica de 0,4 centímetros através de satélite de observação terrestre, imprimiu e entregou ao CBMMG mapas de altíssima precisão com a localização das estruturas destruídas sobrepostas com a localização virtual sobre a lama. Isso sem falar no uso de sistemas IR e de sonar terrestre para determinar as primeiras áreas de busca logo após a chegada dos caras na área. Mas vamos assinar e dar endosso em toda bobagem que se escrebe por aí. Os caras saíram das terra deles para fazer nada aqui e enganar os espertos brasileiros que tudo sabem…. sobre NADA. Realmente, tá çerto isso aí…….

  7. Caro Luis Eduardo, releia o artigo deixe de lado o analfabetismo funcional. Trata-se da atuação da equipe de Israel “pós-desastre”. E eles nada tem a ver com “prevenção”. Essa responsabilidade é de outros.
    Quanto ao artigo, espetacular!!!! As falácias esquerdistas nos cansam com tantas baboseiras.

  8. Nossa, matéria excepcional, fez cair por terra toda boataria difundia nas redes. Hoje acessei pela primeira vez o site por indicação do Cmt. Robson. Vou recomendar aos meus demais amigos!

  9. Roberto parabéns por mais essa materia, eu só não entendi porque esse grupamento ficou tão pouco tempo no Brasil, será que é porque depois de 1 semana a chances de encontrar algum sobrevivente é quase de 0% chance ?

  10. *Israelenses estariam ‘desconfortáveis com subutilização’ em Brumadinho*

    Fontes consultadas pelo EM dizem que a permanência da tropa em campo foi reduzida, enquanto que sua estada na base vinha aumentando, mas reportagem presenciou clima ameno entre eles.

    Os últimos dias de atuação da tropa israelense na Operação Brumadinho de resgate às vítimas do rompimento da Barragem de Córrego do Feijão foram menos intensos, de acordo com fontes ligadas ao coordenação da ação. *Segundo essas observações, nem 10% do volume de equipamentos trazidos para a missão chegaram a ser desencaixotados.*

    *O equipamento aberto se resumiu a aparatos de sobrevivência. “Aqui, os israelenses eram auto-suficientes. A comida deles e até a água que bebiam era própria. Não dependiam das forças brasileiras para nada.* A única coisa que nos pediam era instruções sobre quais os pontos em que poderiam atuar, onde deveriam ser empregados”, disse um oficial que não tem autorização para dar entrevistas.

    *Quando os israelenses e os bombeiros foram resgatados pelos helicópteros militares, ontem (quarta-feira), quando desabou uma tempestade de granizo que interrompeu as buscas do dia, era nítida a diferença dos israelenses para os bombeiros. No desembarque, os socorristas de Minas Gerais e de São Paulo estavam completamente cobertos por lama e aparentavam extrema exaustão. Os estrangeiros riam, alguns até gargalhavam, mas tinham os uniformes limpos, alguns apenas com as barras da calça sujas de lama.*

    • Equívoco comum, avaliar a presença dos israelenses aqui com base no nosso conhecimento atrasado e incompleto sobre técnicas de resgate com amplo emprego de tecnologias específicas. Israel mapeou em dois dias todos os locais com emissões de celulares no cenário da tragédia e geo-referenciou tudo no terreno, em 4 dias o Centro de Operações Espaciais daquele País sensoreou toda a tragédia em resolução sub-métrica de 0,4 centímetros através de satélite de observação terrestre, imprimiu e entregou ao CBMMG mapas de altíssima precisão com a localização das estruturas destruídas sobrepostas com a localização virtual sobre a lama. Isso sem falar no uso de sistemas IR e de sonar terrestre para determinar as primeiras áreas de busca logo após a chegada dos caras na área. Mas vamos assinar e dar endosso em toda bobagem que se escrebe por aí. Os caras saíram das terra deles para fazer nada aqui e enganar os espertos brasileiros que tudo sabem…. sobre NADA. Realmente, tá çerto isso aí…….

  11. As criticas, pelo q li, se devem a ser desnecessária a presença dos israelenses aqui, já q o equipamento que possuem e poderia ajudar, se mostrou inútil diante do quadro apresentado. Uma crítica técnica. Pessoal operacional, temos de sobra aqui.

    Qto ao presidente da Vale ser judeu, o que não sabia, seja judeu, cristão, muçulmano, budista ou ateu, pouco importa: cadeia nele!

    • Equívoco comum, avaliar a presença dos israelenses aqui com base no nosso conhecimento atrasado e incompleto sobre técnicas de resgate com amplo emprego de tecnologias específicas. Israel mapeou em dois dias todos os locais com emissões de celulares no cenário da tragédia e geo-referenciou tudo no terreno, em 4 dias o Centro de Operações Espaciais daquele País sensoreou toda a tragédia em resolução sub-métrica de 0,4 centímetros através de satélite de observação terrestre, imprimiu e entregou ao CBMMG mapas de altíssima precisão com a localização das estruturas destruídas sobrepostas com a localização virtual sobre a lama. Isso sem falar no uso de sistemas IR e de sonar terrestre para determinar as primeiras áreas de busca logo após a chegada dos caras na área. Mas vamos assinar e dar endosso em toda bobagem que se escrebe por aí. Os caras saíram das terra deles para fazer nada aqui e enganar os espertos brasileiros que tudo sabem…. sobre NADA. Realmente, tá çerto isso aí…….

  12. Tambem achei que foi politizada a tragédia ou o crime…
    trazer israelenses so pra mostrar comprometimento com o exército israelense isso foi uma otima jogada de marketing.
    Uma pena não ter sido uma otima escolha com o tempo que ficaram só foi mesmo pra fazer a propaganda.

  13. todo auxílio ofertado para mitigar a dor das famílias é bem vindo e deve ser agradecido. não importa o “tamanho” do esforço.

    para terminar, lembro que muitos brasileiros descendem de judeus, mesmo sem saberem, messes 500 anos de país que sempre acolheu imigrantes.

  14. Sempre pedi e tive alguma simpatia pelos palestinos , porém nunca ataquei Israel , mas a Esquerda brasileira , realmente é uma Piada e Desastrosa para os nosso interesses e relacionamentos .

    • A situação calamitosa na Palestina e Faixa de Gaza, campos de concentração a céu aberto, é vergonhosa na medida em que o MUNDO assiste complacente a esta situação de extermínio lento e calculado de uma população. No entanto, os foguetes voam, os homens e mulheres bombas explodem e os túneis são cavados, dia após dia, e tudo isso vem dessas localidades. Israel tem o direito de se defender.

  15. A pior coisa de um país é a divisão ,
    Como diz a frase bíblica “todo reino dividido não pode ficar de pé ” , se continuarem está infantilidade de esquerda x direita estamos a um passo de se tornar uma Síria , Venezuela , Líbia etc..

    O mais triste é ver a mídia dividindo o povo…

    • Nesse quesito de dividir para desgovenar, os partidos de alinhamento ideológico mais a esquerda são muito mais eficientes e useiros na prática do que a Mídia. Na verdade, a Mídia, seja ela alinhada ou não, é apenas reflexo da sociedade em que está inserida. Mídia Podre? Leitores Podres. Simples.

  16. Sou leitor assíduo da Tecnologia e Defesa desde a sua primeira circulação. Eu tinha na época 23 anos e um interesse enorme nos assuntos militares, principalmente naquilo que se referia à Aeronáutica. Meu sonho frustrado era ser piloto de caça. Bom, escrevo para parabenizar toda a equipe da Tecnologia e Defesa, inclusive aqueles que já passaram pela sua estrutura, deixando sua colaboração para a construção de uma imprensa livre de ideologias, competente, com credibilidade e extremamente atualizada. Em especial, parabenizo o jornalista Roberto Caiafa, além de muito preparado, sinto a paixão dele pela sua profissão. É isso aí amigo, com bons exemplos mudaremos o Brasil! Viva as nossas Forças Armadas! Viva o Brasil!

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