A Marinha dos Estados Unidos divulgou na quinta-feira (09) imagens de um treinamento conjunto com a Força Aérea do Equador, realizado no Oceano Pacífico. A atividade chamou atenção pelo encontro incomum entre um A-29B Super Tucano e um F/A-18E Super Hornet, que voaram em formação sobre o porta-aviões nuclear USS Nimitz (CVN-68) durante sua passagem pela América do Sul.
O exercício fez parte da Operação Southern Seas 2026, iniciativa conduzida pela US Navy para ampliar a interoperabilidade e fortalecer parcerias marítimas com países da região. Segundo a Marinha, a operação reúne atividades conjuntas, multinacionais e interagências, com foco na troca de experiências e no aprimoramento das capacidades operacionais no ambiente marítimo.
O F/A-18E empregado na missão pertence ao esquadrão de caça e ataque VFA-137 Kestrels, enquanto o A-29 era voado pela 23ª Ala de Combate da FAE, com sede na base aérea de Eloy Alfaro. Além do voo em formação, o treinamento incluiu simulações de interdição marítima, exercício de tiro real, manobras coordenadas e um cenário de defesa aérea. Também participaram helicópteros MH-60 Seahawk, o destróier USS Gridley (DDG-101) e as corvetas equatorianas da classe Esmeraldas, BAE Manabí e BAE Loja, reforçando o caráter conjunto da atividade.

O Nimitz também recebeu a visita de altos funcionários do governo e das forças armadas equatorianas, incluindo a Ministra das Relações Exteriores, Gabriela Sommerfeld, o Ministro da Defesa, Giancarlo Loffredo, e o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Henry Delgado. A delegação foi acompanhada pelo Encarregado de Negócios dos EUA no Equador, Lawrence Petroni.
Durante a passagem do Nimitz, o navio também recebeu autoridades civis e militares do Equador, incluindo representantes do governo e do alto comando das Forças Armadas. A delegação acompanhou operações aéreas a partir do navio e participou de reuniões voltadas à cooperação em segurança.
Para o contra-almirante Cassidy Norman, comandante do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 11, a atividade reforça a confiança mútua e a capacidade de atuação integrada entre países parceiros. “O treinamento em alto-mar com as forças navais equatorianas nos deu a oportunidade de aprimorar nossas habilidades essenciais, além de continuar a construir um relacionamento que já é forte e duradouro.”

Como antecipado em Tecnologia & Defesa, a Southern Seas 2026 também marca a última missão operacional do USS Nimitz, o porta-aviões nuclear mais antigo em atividade no mundo. Após retornar à base de Kitsap-Bremerton no fim de 2025, o navio deixou a instalação em março para sua última navegação, com destino final à base naval de Norfolk.
Posteriormente, deverá seguir para o estaleiro Newport News Shipbuilding, onde passará pelo processo de desativação, encerrando uma trajetória iniciada na década de 1970. A embarcação, primeira de sua classe, tem previsão de realizar treinamentos como esse na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai, com paradas em portos no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica.
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