Rio 2016: O controle de tráfego aéreo

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(Imagem: Fabio Maciel)

Representantes da Secretaria de Aviação Civil (SAC) visitaram, na última semana, a Sala Master de Comando e Controle no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), no Rio de Janeiro (RJ).

O objetivo foi conhecer as ações de planejamento para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A Sala Master reunirá em sistema de plantão 24 horas, do dia 20 de julho a 24 de setembro, órgãos governamentais e entidades do setor aéreo para coordenar as demandas de trafego aéreo durante o período do evento.

O coordenador do Comitê Técnico de Operações (CTOE) da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (CONAERO), Thiago Meirelles, e o chefe de Serviço do CTOE, Marcus Pires, assistiram ao treinamento do Sistema de Gestão de Voos Olímpicos e Paralímpicos.

O software funciona no auxílio à tomada de decisão, permitindo visualizar tudo o que está acontecendo nos jogos. Possibilita, por exemplo, que o CGNA selecione uma determinada aeronave e acompanhe todo o voo, em tempo real.

Segundo o chefe do Subdepartamento de Operações (SDOP) do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), brigadeiro do ar Luiz Ricardo de Souza Nascimento, a ferramenta permite a integração de todas as informações coletadas e a ampla divulgação dos dados gerados pela equipe do CGNA aos participantes da Sala Master. “É importante que todos tenham a noção da informação correta, de como ela será processada no sistema que foi criado, visando total eficiência no controle dos voos durante as Olimpíadas e Paralimpíadas”, esclareceu o brigadeiro Luiz Ricardo, que será o coordenador da Sala Master.

O exercício foi simulado a partir de cenários fictícios com base na Copa do Mundo de 2014, em que os militares envolvidos puderam praticar e definir quais as medidas que deveriam ser tomadas para realizar o gerenciamento do tráfego aéreo durante o evento.

“Durante o treinamento foi simulado a interação de todos os órgãos envolvidos desde o lançamento da intenção de voo de um órgão de segurança pública até a aprovação da chegada de um chefe de Estado ao evento”, afirmou o chefe da Divisão Técnica do CGNA, major-aviador Marcelo Jorge Pessoa Cavalcante.

Para Thiago Meirelles, a visita foi uma oportunidade para conhecer o trabalho desenvolvido na Sala Master, a exemplo do que ocorreu na Copa do Mundo de 2014: “A participação e a integração de todos os órgãos envolvidos em um único local tem sido um fator primordial de sucesso das operações aéreas durante esses grandes eventos”.

Ivan Plavetz