Reestruturação da FAB domina encontro entre comandantes

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A reestruturação administrativa em curso na Força Aérea Brasileira (FAB) dominou a pauta do encontro realizado nesta semana em Brasília (DF), entre o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, e da Força Aérea Argentina (FAA), brigadeiro-general Enrique Victor Amrein,

O comandante brasileiro apresentou os principais pontos das mudanças que a instituição, que neste ano completou 75 anos, está implementando com o objetivo de modernizar a gestão e, assim, otimizar os recursos financeiros, operacionais e humanos, bem como incrementar a eficiência no cumprimento da sua missão institucional.

“Estamos separando as atividades administrativas e operacionais para reduzir custos e investir na atividade fim”, explicou o brigadeiro Rossato.

Entre as medidas está a criação de 17 Grupos de Apoio (GAP) em todo o País que vão concentrar tarefas administrativas, como compras e registros de protocolo, entre outros. As unidades serão subordinadas diretamente ao Departamento de Administração, atualmente Secretaria de Economia e Finanças (SEFA).

Durante encontro com brigadeiro Rossato, o brigadeiro-general Amrien conheceu o plano de restruturação da FAB (Imagem Agência Força Aérea)
Durante encontro com brigadeiro Rossato, o brigadeiro-general Amrien conheceu o plano de restruturação da FAB (Imagem: Agência Força Aérea)

Na parte operacional está a criação das Alas (conceito muito utilizado em outros países, também chamado de Wing). Elas serão responsáveis pela coordenação das atividades de doutrina e preparo das unidades operacionais em cada região e farão a ligação direta com o Comando de Preparo (COMPREP) que será ativado a partir de janeiro de 2017. Este “grande comando” surge no lugar do Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR). A partir de então, as operações em curso passarão a ser gerenciadas pelo Comando de Operações Aeroespaciais, hoje chamado de Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), que terá os equipamentos e tripulações à disposição para serem empregados nas ações da Força Aérea.

O comandante argentino ficou impressionado com as inovações propostas pela FAB. De acordo com o brigadeiro-general Amrein, o aspecto tecnológico que caracteriza uma força aérea, com aviões mais rápidos e armamentos mais precisos, por exemplo, precisa ser considerado para a gestão de instituição adaptada para o futuro.

“As mudanças que estão sendo produzidas e já foram iniciadas [pela FAB] são muito inovadoras e temos observado com atenção. Acreditamos que são as mudanças que estão sendo feitas no mundo e que toda força aérea deve iniciar. Assim, vemos com muitíssima expectativa e acreditamos que serão muito boas”, avaliou o comandante da FAA.

 

Ivan Plavetz