Primeira antena do SGDC é instalada em Brasília

Esta semana foi concluída a instalação da primeira antena que fará o controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), o primeiro veículo espacial do tipo totalmente controlado pelo Governo brasileiro. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD) e das Comunicações (MC) e envolve investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão. A previsão atual é para que o SGDC seja lançamento até o final de 2016.

Instalada dentro do 6º Comando Aéreo Regional (VI COMAR), em Brasília, a antena (que tem 18 metros de altura e 13metros de diâmetro) será utilizada para controlar o SGDC. O satélite ficará numa órbita a 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro. Uma segunda antena auxiliar de comando do satélite  será montada em outro centro de operações localizado no Rio de Janeiro.

O satélite vai operar na chamada Banda X, uma faixa de frequência destinada exclusivamente para uso militar, emprego que corresponderá a 25% da capacidade total do satélite. O SGDC também será utilizado pelo governo para levar internet banda larga para regiões remotas do País, como a Amazônia.

Hoje, as comunicações militares brasileiras são realizadas por um regime de aluguel da Banda X através de dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o satélite SGDC já estiver operando, o MD vai manter apenas um desses contratos firmados com operadores privados em caráter de garantia caso aconteçam possíveis falhas no SGDC.

Além da economia de recursos, o lançamento do satélite criar possibilidades para que o Ministério da Defesa reforce seu Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) com mais 288 MHz de largura de banda, além do aumento de cobertura e potência de transmissão.

O SGDC

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O SGDC está sendo construído pela Thales Alenia Space. (Imagem: divulgação)

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas está sendo fabricado em Cannes, na França, pela Thales Alenia Space, e começou a ser construído em janeiro de 2014. O lançamento, que será realizado pela europeia Arianespace, acontecerá na base de lançamentos de Kourou, na Guiana Francesa.

A construção do equipamento está contando com a participação da brasileira Visiona, uma joint venture formada pela Telebras (estatal federal do setor de telecomunicações) e a Embraer Defesa e Segurança (EDS). A criação da Visiona, ocorrida em 2012, corresponde a uma das ações selecionadas como prioritárias no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) para atender aos objetivos e diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE) e da Estratégia Nacional de Defesa (END).

Ivan Plavetz

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