Os LMV-BR2 Guaicurus começam a ser entregues esse ano e será mais um produto de exportação da IDV LATAM

De acordo com Humberto Marchioni Spinetti, presidente da IDV Latin America, em entrevista exclusiva a T&D, a primeira viatura blindada multitarefa (VBMT) 4X4 LMV-BR2 Guaicurus, do contrato de 420 unidades assinado em 2024, será entregue para o Exército Brasileiro (EB) ainda nesse semestre.

“A linha de produção já está praticamente concluída e, no primeiro trimestre do próximo ano a primeira viatura já começa a ser produzida e entrega prevista para ocorrer em junho, com o compromisso de entregar 15 viaturas em 2026, e com uma média de 55 nos anos seguintes, até 2034. Além do Exército, Forças de Segurança do Brasil estão negociando sua aquisição, sendo possível que o primeiro contrato seja anunciado no próximo semestre”, revelou Spinetti.

E concluiu: “o LMV utilizará boa parte da cadeia logística do Guarani, mas estamos desenvolvendo uma cadeia de fornecedores locais para os componentes específicos do LMV, tanto que que várias partes da cabine que nós vamos fazer aqui, iremos exportar para a Europa. Seremos o centro de competência desses componentes”.

Atualmente a IDV está produzindo o LMV-2, uma viatura nova, mais pesada e criada especificamente para atender os requisitos da OTAN, já o LMV-BR2 é uma evolução direta do LMV, que é sucesso de vendas em todo o mundo, com as principais inovações tecnológicas da versão 2, mas mantendo seu peso, será produzido na unidade de Sete Lagoas (MG).

O EB possui atualmente 48 VBMT 4X4 Guaicurus, sendo 32 adquiridos novos em 2019 e 16 da versão Lince K2, adquiridos usados em 2018 para a Intervenção Federal do Rio de Janeiro.

Veja a entrevista completa na edição 181 da revista Tecnologia & Defesa, disponível ainda esse mês em nosso site.

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Respostas de 10

  1. fico feliz em saber que mesmo com baixo orçamento, o EB está se modernizando, e acho que seria interessante ver essa viatura numa versão cívil.

  2. Esse sim é um offroad raiz.
    Poderia ter uma versão vendida no mercado para civis sem os acessórios militares.
    Se eu tivesse dinheiro, eu compraria.

      1. Uma correção… A IVECO tem uma subsidiária no Brasil, ela não é nacional, mas “nacionalizada”… É menos ruim do que uma empresa que fabrica tudo no estrangeiro e apenas importa equipamentos prontos, mas é ruim se comparado a uma empresa nacional, que desenvolve, emprega seus recursos e lucro no próprio país. Infelizmente nosso problema é organização, ou melhor, de desorganização nos processos de desenvolvimento e aquisição de meios.
        Grande abraço!

  3. Ótimo veículo, bem versátil como uma força com país imenso como o nosso precisa! Sem falar no orçamento apertado…

    Que CFN, PF, PMs, etc, também comprem!

  4. A nacionalização, permite um sistema de abastecimento e reposição de peças fácil durante qualquer guerra. Sem.isso exército nenhum funciona. Que saudades da Engesa. Mas, parabéns que venham outros Guaicurus… Guaranis… e aipor diante.

  5. Olha parabéns a Revista T&D, foca em assuntos militares e não em invasões e prisões injustificadas.
    Parabéns.
    Desculpa fugir do tema, mas, está na ora do EB, MB, FAB profissionalizar seus meios.
    Mas, é mister focar em alguns assuntos importantes.
    1º – Primeiro precisamos alterar a doutrina militar brasileira, o soldado entra e já vai direto para a unidade militar. Quando deveria ir primeiro para um campo de treinamento básico. Seria possível treinar um número maior de pessoas, e selecionar os mais aptos e capazes.
    2º Modificar o tempo de quando deve ocorrer o alistamento, em vez de o jovem se alistar apenas com 18 anos, como era no meu tempo, estabelecer que jovens dos 18 aos 25 ainda podem se alistar.
    3º Temos que modificar a cultura vigente de que sargento é um mero soldado com divisa.
    Na realidade os sargentos são profissionais técnicos na arte da guerra, os oficiais são os profissionais acadêmicos na arte da guerra. Na vejo sentido o tenente estar fazendo ordem unida com os soldados. Até pode fazer, mas, não tem sentido. Toda está parte inicial, deveria ser responsabilidade dos sargentos.
    4º As informações tecnológicas estão fazendo cada vez mais parte da arte da guerra. é necessário repensar o SUBTENENTE, precisamos de suboficiais técnicos dentro de especialidade específicas. Não vejo sentido de apenas Oficiais serem pilotos de helicópteros, quando qualquer pessoa pode fazer um curso por fora e pilotar um helis.
    5º Precisamos ter tropas profissionais para uso rápido, nestas tropas o tempo médio de alistamento seria 3 anos.
    6º Os nossos soldados não tem experiência de combate, no primeiro tiroteio vão jogar os fuzis no chão e sair correndo. Precisamos do know how em combate que a PM tem. Os próprios oficiais do EB, não aguentariam subir a rocinha.
    7º Quando estava alistado eu sempre ouvia do sargento, que, quem manda são os estrelados. No US ARMY existem hierarquia de sargentos para cada função. É tão verdade, que quem manda na unidade militar é um coronel e um sargento.
    Eu acredito que antes de ficarmos focando em tanques, misseis, canhoes, entre outras coisas, devemos repensar o básico.

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