Operação Sisson e as novas tecnologias em artilharia

0
3719
(Imagem: AD5)

O Comando da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5) realizou a Operação Sisson 2016. A atividade ocorreu nas dependências do 15° Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (15º GAC AP), na cidade da Lapa (PR) e, além das organizações militares subordinadas à AD/5, contou com participação de grupos de artilharia de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, com um efetivo total de aproximadamente 200 militares.

A Operação teve como objetivos atualizar conhecimentos e padronizar procedimentos dos diversos subsistemas de artilharia, adestrando os quadros e os militares dos efetivos profissional e variável nos subsistemas Direção de Tiro, Observação, Topografia, Meteorologia e Comunicações.

De forma a assegurar-se que esses objetivos sejam cumpridos, tutoriais em vídeo foram previamente disponibilizados na intranet do 15º GAC AP. Além disto, foi aplicada, na primeira jornada, uma Avaliação Diagnóstica e, ao término de cada atividade, todos os militares foram individualmente avaliados.

Tradição e Modernidade

Durante a Operação Sisson militares do Exército tiveram contato com recentes tecnologias aplicadas em artilharia. (Imagem: AD5)
Durante a Operação Sisson militares do Exército tiveram contato com recentes tecnologias aplicadas em artilharia. (Imagem: AD5)

As instruções tiveram como desafio apresentar novas tecnologias de interesse às operações militares, aliando o conhecimento tradicional ao emprego de meios modernos e permitindo o cumprimento das missões com maior rapidez, precisão e com redução de custos.

Nesse sentido, o subsistema “Observação” apresentou aos observadores avançados a possibilidade de adestrarem-se por meio do software “Bombarda”, que permite o adestramento deles em seus computadores pessoais ou em salas de instrução com modernos meios audiovisuais, eliminando a necessidade de utilização do terreno reduzido. Outro destaque foi a utilização do Atlas Gun-Laying System (AGLS), que permite levantar alvos com maior rapidez e precisão, otimizando, também, a condução do tiro.

No subsistema Topografia, discutiu-se as possibilidades de execução do levantamento topográfico com meios eletrônicos. Durante as instruções, procurou-se padronizar procedimentos no uso do sistema GPS e foram apresentados novos equipamentos, como a Estação Total e a Trena Laser, contando com o apoio de professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

No que concerne à Direção e Coordenação de Tiro, reforçou-se a importância do Computador Palmar Militar para os cálculos dos elementos de tiro, com a possibilidade de emprego do software nos computadores com sistema operacional Windows. Outra inovação vivenciada foi a utilização de planilhas do Excel, para o cálculo dos tiros até mesmo em equipamentos com sistema operacional Android.

O subsistema “Comunicações” discutiu o funcionamento e o planejamento de emprego dos variados modelos de rádios de dotação das organizações militares, com destaque para a utilização dos equipamentos Falcon III para a transmissão de dados, permitindo o envio de comandos de tiro protegidos sob criptografia.

Ao término da Operação Sisson 2016, foi possível constatar a qualidade do adestramento dos subsistemas de artilharia das organizações militares subordinadas e tecnicamente vinculadas à AD/5.

Ao mesmo tempo, ratificou a importância de atualização dos conhecimentos com emprego de meios modernos nas atividades de campanha. Assim, a Artilharia Divisionária da 5ª DE demonstra estar capacitada ao emprego em campanha no combate moderno, no qual o domínio do conhecimento técnico está alinhado à utilização de novas tecnologias.

Ivan Plavetz