Operação Amazônia 2020 – Entenda o que significa DISSUASÃO (o verdadeiro vídeo)

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Na manhã de ontem, 15 de setembro, o Comando Militar da Amazônia (CMA) efetuou uma demonstração do poder que o Exército Brasileiro pode projetar sobre um inimigo.

Este é o vídeo oficial do evento, produzido pela competentíssima equipe da Seção de Comunicação Social do CMA, coordenada pelo coronel de artilharia Rogério Pereira Gonçalves, e Tecnologia & Defesa era a única mídia especializada presente e participando diretamente da ação.

 

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12 Comentários

  1. Sempre vejo os videos de lançamento dos foguetes do ASTRO mas gostaria de ver também o impacto deles no terrenos, a exemplo das filmagens que mostram impactos de misseis antinavio. A única vez que vi foi um vídeo do exercito indonésio operando uma bateria de ASTRO.

  2. Senhores, esse tipo de imagem é algo extremamente complicado de se fazer, devido aos riscos.
    O sistema Astros é uma arma de artilharia de saturação, por isso seus foguetes atingem uma área ampla.
    Para fazer esse tipo de imagem, só com drones de grande alcance e equipados com câmeras de alta definição.

  3. Interessante essa técnica de disparo do Astros, primeiro lança-se um foguete e depois de algum tempo a rajada; Sempre me perguntei o porquê.

    Ontem fiz uma pesquisa e descobri que o primeiro foguete é para calibrar o sistema, determinar dados para dar precisão à rajada, depois vêm o disparo “real”, que visa acertar o alvo.

    Esse primeiro foguete explode no ar longe do inimigo, evitando que ele seja alertado.

    • Sim, é isso mesmo.
      O primeiro foguete é chamado Foguete-Guia (sem ogiva e equipado com sensores, e que é acompanhado pelo viatura radar), que é disparado em outra direção, mas nesse caso do tiro na Operação Amazônia 2020 foi só para efeito de demonstração mesmo.

  4. Paulo Roberto, para um eficaz armamento (artilharia) antiaérea hoje, é imprescindível a informação de satélite e seu vasto domínio ( tecnologia absolutamente “caseira e militar”) ? Ou a informação de radar, no nível que hoje possuímos, SABER 200 é suficiente para que bem defendamos nossos meios terrestres ?. Então porque ainda ausente um eficaz armamento antiaéreo ( ? ) de média e grande altitude em nossas OMs de artilharia ? Pesquisando o Comando da Amazônica (não sei se o informe é atual), mas não é “absurda” a designação de um único batalhão (in casu – 12º Grupo de Artilharia Antiaérea), sendo este sediado em Manaus-AM, distando cerca de 900 km da fronteira com São Gabriel da Cachoeira-AM e, sempre às mesmas distâncias (aproximadamente) nos extremos do norte e sudoeste do Amazonas? Que fazer? Há algo para se fazer ? Ou sendo de família de militares, como sempre ouvi, ainda vigora no Alto Comando aquela mentalidade (válida mas não única) de que o maior obstáculo a qualquer invasão da “fronteira Amazonas” é a Selva?? O que nos falta para que o sistema Astros seja convertido numa eficaz arma antiaérea ?

    • A parte antiaérea é de fato complicada, não há um único sistema que possa defender um território de todo tipo de ameaça aérea, há a necessidade de um sistema para cada nível de altitude e às vezes de tipo diferente de alvo.
      Os sistemas antiaéreos devem também operar em conjunto, cada um agindo dentro de seu envelope de cobertura, dessa forma a região onde eles estão instalados pode ser protegida com eficácia. No Brasil nós temos apenas sistemas de baixa altitude, nomeadamente o Igla-S, Mistral, Gepard e RBS-70NG.
      Precisamos de um sistema de média altura e alta altitude, os que são do tipo mais caro e complexo de fazer, justamente os que ainda não temos.
      A Avibrás está trabalhando numa versão do Astros que disparará mísseis antiaéreos baseados no CAMM, que disparam na vertical, cobrindo uma gama maior de alvos. Mas realmente, a arma antiaérea do nosso país, de um modo geral, na minha opinião, é a que está mais crítica.

  5. Paulo, poderia me informar quanto tempo levou para deslocar essa bateria do sistema Astros até próximo do “front”?

    • Eu coloquei essa informação na matéria do tiro do Sistema Astros:
      “…saíram de sua base, em Formosa (GO), no dia 08 de agosto, trafegaram cerca de 2.000 km por rodovias até Belém (PA), onde chegaram dia 12, partindo dia 17 para Manaus (AM), enfrentando mais 1.600 km em balsas fluviais, chegando ao seu destino final no dia 03 de setembro…”

      • Nesse caso, se houvesse uma invasão venezuelana no norte, não conseguiríamos mobilizar os Astros em tempo para impedir que eles avançassem por terra até Manaus, certo ?

        Sei que tudo é custo, mas acho que seria bom termos um grupo de lançadores no norte para evitar isso.

        Há também a possibilidade de transportar os Astros pelos KC-390, mas nunca vi nem ao menos uma simulação sobre esse cenário, mas com certeza seria mais rápido.

        • Diego, pelas dificuldades de se operar na Região Amazônica, te garanto que, CASO houvesse tal invasão, não só o Astros, como diversas outras tropas e equipamentos, chegariam em Manaus antes de uma tropa invasora chegasse as suas cercanias.
          Você não tem ideia do que é deslocar um corpo de exército pela floresta 😉

  6. Paulo Roberto Bastos, admiro seu trabalho e vc tem razão, é um esforço de dinâmica de planejamento e logística integrada e, tomando em conta isso, a pergunta persiste: onde estava o pensamento estratégico do país quando há 15 anos atrás a Argentina já não era nosso foco de tensão principal e, sim, a fronteira norte / noroeste? Sendo assim, porque um sistema de foguetes de saturação (essencialmente é isso) virou uma arma estratégica se para deslocá-lo do planato central (sede) vai movimentar recursos e logística de difícil implementação, gerenciamento e operação? O produto ASTROS é um sucesso de exportação, mas pra mim, nos cenários possíveis que temos de conflito, ele não é estratégico. Mesmo como plataforma para um míssil como AV-MT é questionável em termos de ofertar mobilidade a arma. Acho que “amarraram” um produto de possibilidades (AV-MT) em uma plataforma que não é estratégica, mas sim essencialmente tática. Acho que o pensamento estratégico das forças armadas não atende um requisito que todo pensamento estratégico precisa ter, revisão crítica permanente (“Estratégia é um sistema de expedientes” – Field Marshall Helmuth Moltke – The Elder). Abraço

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