Operação Amazônia 2020 – A vez das Forças de Operações Especiais

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Por Paulo Bastos, direto do Front

 

A Operação Amazônia é um exercício de campanha que simula uma ação de Guerra, onde um país fictício, o País Azul, fará uma ofensiva para reconquistar uma parte de seu território que foi invadido pelo país Vermelho. Nesse tipo de operação as tropas de operações especiais desempenham um papel fundamental, e nesse exercício não foi diferente.

A retomada do território invadido prevê a atuação coordenada de diferentes tropas, entre elas uma paraquedistas, que saltam atrás das linhas inimigas, em uma complexa manobra que, para ser executada, deve ser precedida por um reconhecimento profundo, por tropa especializada, que escolhera a área de salto da tropa e fará seu correto balizamento.

A tropa em questão seria a Companhia de Precursores Pára-quedista (Cia Prec Pqdt), os operadores especiais da Brigada de Infantaria Pára-quedista (Bda Inf Pqdt), porem para poder realizar seu objetivo é necessário apoio em solo de pessoas que conhecem a região da ação, e nesse momento entra em cena o Comando de Operações Especiais (C Op Esp).

Operações Irregulares

No contexto da operação, tropas de Comandos são infiltradas com bastante antecedência na região a ser reconquistadas, e coopta componentes da população local que são contra as tropas invasoras, e estes são organizados, instruídos e equipados, criando assim as chamadas forças de sustentação, cuja função é de prover uma rede logística e de informações necessárias para sustentar (daí seu nome) os destacamentos operacionais e de forças especiais em ação naquele local.

Dois elementos da força de sustentação, que no exercício de hoje eram militares da 3ª Companhia de Forças Especiais (3ª Cia FE), a FORÇA 3, foram orientadas a definir e balizar uma zona de pouso, para uma operação de infiltração de precursores, efetuada no final da tarde, simulando um salto noturno, com a utilização de OVN.

Após a realização do salto, é estabelecido o contato e as forças de sustentação auxiliam na evasão dos precursores do local, direcionando para outra região, onde devem estabelecer e balizar uma outra zona de pouso, dessa vez para o salto da tropa paraquedista principal.

 

O exercício

No dia de hoje, 13 de setembro, as 16:30hs, decolou da Ala 8, base Aérea de Manaus, o C-105A Amazonas, FAB 2802, do 1º/9º GAv, o Esquadrão Arara, com um grupo de nove precursores, que efetuou o salto a 12.000 pés.

Na aeronave, alem da tropa, estavam o Gen Theóphilo, Comandante do Teatro de Operações Norte, Gen Omar, Comandante da Força Terrestre Componente, Gen Elder, Comandante da Bda Inf Pqdt.

A área escolhida para o salto foi uma pista de pouso, de 800 m, da Fazenda Santa Fé, em Iranduba (AM), a cerca de 110 km de Manaus, e foi concluída com êxito.

“Foi a infiltração de uma equipe Prec e agora eles serão guiados até a região da zona de lançamento da tropa principal da Brigada”, disse o tenente-coronel Celso, comandante da 3ª Cia FEsp, que estava coordenando a operação em solo.

 

 

 

4 Comentários

    • Carlos, quem me passou essa informação foi o dono da Fazenda que ocorreu a operação.
      Lembre-se, os municípios da Amazônias são gigantescos em matéria de extensão, e essa distância não é da cidade de Iranduba até Manaus, mas da fazenda 😉

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