Modernização vai manter cargueiros C-17 voando por mais 50 anos

Boeing vai modernizar frota de cargueiros C-17 Globemaster III dos EUA. Foto: USAF/Divulgação.

A Boeing e a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) formalizaram um contrato para a modernização da cabine de comando dos cargueiros C-17 Globemaster III. Anunciado pela fabricante na segunda-feira (9), o programa de atualização tem como objetivo manter o principal jato de transporte estratégico norte-americano em operação pelas próximas cinco décadas.

Segundo a Boeing, a empresa será responsável pelo projeto, fabricação, integração e qualificação de um novo cockpit para os C-17 da USAF. A atualização prevê a substituição de aviônicos e equipamentos críticos por uma arquitetura MOSA (“Modular Open Systems Architecture”), baseada em sistemas abertos e modulares. A abordagem permitirá a integração mais rápida de novas capacidades, com menor custo e maior flexibilidade ao longo do ciclo de vida da aeronave.

Produzido entre 1993 e 2015, o C-17 teve 275 unidades entregues, sendo 222 à Força Aérea dos Estados Unidos e outras 53 operadas por oito países aliados, entre eles Índia, Austrália, Canadá, Catar e Reino Unido. Derivado do protótipo YC-15 da McDonnell Douglas, o Globemaster III se consolidou como um dos pilares da logística militar norte-americana, com capacidade para transportar até 77,5 toneladas de carga, alcance superior a 4.440 quilômetros e velocidade máxima de Mach 0,74.

Cockpit do C-17 será modernizado com base em sistema de arquitetura aberta da Boeing. Foto: USAF/Divulgação.
Cockpit do C-17 será modernizado com base em sistema de arquitetura aberta da Boeing (Foto: Ken LaRock/USAF/Divulgação)

O Globemaster III é usado em missões de mobilidade global, apoio a operações de combate, transporte de tropas e veículos pesados, evacuação aeromédica e ajuda humanitária, sendo capaz de operar a partir de pistas curtas, não preparadas ou austera, uma característica essencial para o rápido desdobramento de forças em cenários de crise ao redor do mundo.

“O C-17A tem sido a espinha dorsal da mobilidade aérea global por mais de três décadas”, afirmou Travis Williams, vice-presidente de Serviços de Mobilidade e Treinamento da Boeing. Segundo o executivo, a exigência da USAF de manter a aeronave operacional até 2075 impulsionou a definição de um roteiro claro para enfrentar a obsolescência dos sistemas e preservar a eficiência do cargueiro no longo prazo.

Embora a Boeing não tenha divulgado valores, o portal Flightglobal observa que, em dezembro de 2025, o Pentágono publicou um contrato de preço fixo no valor de US$ 266 milhões relacionado à modernização da frota de C-17.

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