A empresa italiana de defesa Leonardo pretende testar o novo sistema de defesa aérea Michelangelo Dome em condições reais de combate na Ucrânia. O anúncio foi feito pelo diretor-executivo da companhia, Roberto Cingolani, que indicou que os testes podem começar antes do final de 2026.
O módulo central do sistema, conhecido como MC5, interliga todos os domínios operacionais — terrestre, aéreo, naval, espacial e cibernético — permitindo uma reação mais rápida contra ameaças aéreas, como drones e mísseis hipersônicos.
O Michelangelo Dome é um sistema de defesa aérea que integra radares, sensores, centros de comando e controle e diferentes tipos de interceptadores. Seu objetivo é detectar, acompanhar e neutralizar múltiplas ameaças simultaneamente. A avaliação em um ambiente de combate ativo permitirá analisar o desempenho do sistema diante de ataques reais, incluindo drones e mísseis de cruzeiro utilizados no atual conflito.
A guerra iniciada após a invasão russa da Ucrânia transformou o território ucraniano em um importante campo de avaliação de novas tecnologias militares. Sistemas de defesa aérea ocidentais têm sido constantemente testados e adaptados para lidar com ataques em massa e com diferentes tipos de armamentos.
Após a fase inicial de testes na Ucrânia, está prevista uma segunda etapa de avaliações dentro da estrutura da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a partir de 2027. Nessa fase, o sistema deverá ser integrado à arquitetura integrada de defesa aérea e antimísseis da aliança, conectando sensores, radares e centros de comando de diversos países membros.
Os testes também deverão incluir cenários de interceptação de mísseis balísticos, considerados uma das ameaças mais complexas para sistemas modernos de defesa aérea devido à sua velocidade e trajetória.
O desenvolvimento do Michelangelo ocorre em um momento de forte expansão dos investimentos europeus em defesa aérea. A guerra na Ucrânia demonstrou a importância de sistemas capazes de responder simultaneamente a drones, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. Nesse contexto, projetos como o Michelangelo fazem parte do esforço europeu para fortalecer suas próprias capacidades de defesa e reduzir a dependência de tecnologias externas.
Respostas de 8
Agora que o EB e a FAB adquiriram o sistema Italiano EMADS, seria uma excelente oportunidade de implantar o Domo de Michelangelo num futuro próximo.
Nao adquirido ainda. Somente escolhido.
p problema é que a Ucrânia esta precisando de um sistema deste pra ontem
Excelente tecnologia para o Brasil .
Boa percepção. estamos sendo cercados. a Venezuela é só um pretexto pra algo maior. Garantiram o Norte e agora estão no Paraguay, a Argentina já é deles. Olho vivo Brasil. Com apoio de traidores, estamos sob seríssimo risco.
Tudo que o Ocidente puder fazer em defesa da Ucrânia ainda é pouco. Este projeto é outros do gênero, inclusive armas mais modernas, precisam ser disponibizadas o mais rápido possível.
parabéns aos editores e produtores do conteúdo. O Brasil necessita investir mais em defesa. os Estados Unidos não têm escrúpulos. Se precisar invadir e roubar outro país por necessidade dos americanos do norte ele s fazem.
o Brasil precisa investir em defesa e principalmente em contra-ataque. Caso contrário não conseguirá desmobilizar o inimigo. Que no nosso caso vem pelo mar. Se o inimigo tem equipamentos ar, vamos investir em defesa-ataque por água/mar, afundado portas aviões e outras embarcações.
América do Sul tem que estar unida e alinhada e não permitir bases estadulinenses no sul do continente…