IU-50 do GEIV homologa procedimento de navegação satelital

A primeira missão da nova aeronave-laboratório IU-50, do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), marcou a independência da Força Aérea Brasileira (FAB) na homologação do procedimento RNP-AR. O voo de inspeção foi realizado no dia 27 de outubro, no aeroporto Silvio Name Junior, na cidade de Maringá, no norte do estado do Paraná.

O RNP-AR (sigla de Required Navigation Performance) é um sistema de navegação por satélite que se baseia no uso de tecnologia de alta precisão embarcada nas aeronaves e traz ganhos em condições meteorológicas adversas, pois melhora a acessibilidade dos aeroportos.

“A grande vantagem do RNP é que ele não necessita de infraestrutura e equipamentos no solo. Ele usa tecnologia satelital e, dessa forma, nós não ficamos dependentes de novas instalações nos aeroportos. Em Maringá, com esse procedimento, nós proporcionamos mais acessibilidade ao aeroporto, mais eficiência para o tráfego aéreo sem custo adicional  para a administração local”, explicou o chefe do Subdepartamento de Operações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), brigadeiro-do-ar Luiz Ricardo de Souza Nascimento.

Antes de receber a nova aeronave-laboratório, um Legacy 500 fabricado pela Embraer, o GEIV havia realizado duas inspeções desse tipo em aeroportos do País a bordo de aviões comerciais, já que a frota antiga do Grupo não possui os sistemas embarcados necessários à verificação.

Durante o voo a tripulação verificou se os procedimentos de aproximação e de saída previstos na carta de navegação elaborada pelo Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) podem ser plenamente executados. Nesse tipo de missão são analisados o traçado da carta, a velocidade e os ângulos previstos e, também, a altitude. Foram checados quatro procedimentos, dois para cada cabeceira da pista, e todos foram homologados.

Piloto visualiza carta de navegação do procedimento RPN-AR no painel do IU-50 (Imagem: DECEA)

A administração do aeroporto de Maringá comemorou a homologação do novo procedimento. “O nosso aeroporto fecha em torno de 4% ao ano, pode parecer pouco, mas, para o passageiro, é muito. Com esse procedimento melhoramos o serviço para todos os passageiros no norte do Paraná”, observou Fernando Camargo, superintendente do aeroporto. Em 2015 o Aeroporto Silvio Name Junior registrou 19 mil movimentos aéreos, sendo 11 mil da aviação comercial.

“Hoje é um momento histórico que representa a maturidade total do GEIV e de todo o Sistema de Controle do Espaço Aéreo (SISCEAB) para esse tipo de inspeção. Nós temos autonomia total para realizar inspeções no procedimento mais moderno que existe baseado em tecnologia satelital, por isso, considero este um dia de independência do SISCEAB”, avaliou o brigadeiro Luiz Ricardo.

Ivan Plavetz

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