Santiago Rivas (*)
Buscando por novos aviões de caça, o Governo do Peru tem sido cada vez mais favorável ao F-16 Block 70. Essa postura de Lima ficou ainda mais clara com as recentes declarações do presidente do Conselho de Ministros do Peru, Ernesto Álvarez. No Palácio do Governo, Álvarez disse que a aquisição dos novos aviões de combate será definida de acordo com a posição de liderança dos Estados Unidos no mundo.
“Em relação ao financiamento das aeronaves, trata-se de um esforço conjunto não só do Ministério da Defesa, mas também da PCM (Presidência do Conselho de Ministros) e do Ministério das Relações Exteriores. Conta com o apoio e a compreensão do Presidente (José Jerí), tendo em vista as mudanças geopolíticas provocadas pela transição presidencial nos Estados Unidos”, afirmou Álvarez, citado pelo jornal La República. A compra dos aviões, já aprovada pelo Congresso peruano, é avaliada em US$ 3,5 bilhões.
Essas declarações confirmam o que Pucará Defensa já havia noticiado sobre a decisão de prosseguir com a compra do F-16V Block 70, descartando o Dassault Rafale e o Saab Gripen E.

Álvarez acrescentou que “é claro para todos que os Estados Unidos exercem agora um papel de liderança altamente dinâmico e ativo, não só regionalmente, mas globalmente. Portanto, esta aquisição (dos 24 caças) não é como comprar caminhões ou carros, mas sim parte de uma política estratégica que envolve o futuro do país. E não apenas na área da defesa, mas também em termos de tecnologia, superação de lacunas de infraestrutura e também no aspecto comercial ”, acrescentou, enfatizando que “ portanto, (em relação à) compra das aeronaves, este governo compreende plenamente que as circunstâncias (em comparação) com o ano passado mudaram substancialmente”.
As declarações de Álvarez deixam claro que, tendo já concluído o estudo técnico dos modelos oferecidos, a decisão será agora política e responderá ao alinhamento do Peru com os Estados Unidos, poucos dias antes de esta última nação declarar o Peru como um “importante aliado não pertencente à OTAN”.
Atualmente a Força Aérea Peruana opera 11 caças Mirage 2000 e oito MiG-29 Fulcrum.

(*) Santiago Rivas é jornalista e fotógrafo argentino, especializado em defesa, editor da revista Pucará Defensa e colaborador de Tecnologia & Defesa na Argentina
Respostas de 14
Se rolar a compra, o que duvido muito, vão ter uma força de responsa viu pois o F-16 block 70 é uma máquina e tanto (não que o Rafale e o Gripen E tbm não sejam é claro mas com uma turma indo de F-16 usado e menos capaz).
sem entrar no mérito de ideológico,a grande ameaça para qualquer paíz do continente americano,e o próprio governo do Peru admite isso,pois bem, sendo eles há ameaça e quanto a isso não se pode fazer nada,fecha essas forças armadas, guarda esse dinheiro pra outras nessessidades,e terceiriza essa coisa para os americanos, porque ter forças armadas só para oprimir o povo já deu,e quando precisar vai ser igual na Venezuela, vão se corromper e sumir.
só corrigindo,quis dizer que o perigo é o próprio EUA.
E eu pensando que o Peru fosse um país sério…
Parece que as autoridades do Peru não preocupam se com o futuro do país. Pois os Estados Unidos não irão oferecer contrapartida comercial ao país., muito menos transferência de tecnologia das aeronaves.
nesse caso o Peru deveria solicitar a anexação aos EUA sendo o 51 estado.
serão bloqueados a hora que os states quiser,pois não terão acesso ao código fonte,!!!!
Só se governo querer se aliar a China ou a Rússia.
A verdade que Chile , não tem alternativa!.
gostaria de saber quantas aeronaves serão compradas
Estão abrindo mão de repasse de tecnologia, mais autonomia só pra ser capacho americano. E a ligação do Brasil com o pacífico? vai por terra, desenvolvimento pro povo peruano fica reduzido.
Uma verdadeira brincadeira essa do Peru. Para comprar esses aviões? Para assumir a submissão?
Peru assumiu, que seu desejo é ser quintal dos Estados Unidos na América do Sul, já se viu a tratativa dos Yankees com os latinos, pede pra um peruano perguntar se os porto riquinhos querem continuar anexados aos EUA, Peru vira as costas para uma aliança Latina e com orar 28 aeronaves sem transferência de tecnologia é muita burrice, governo entregando de bandeja sua hegemonia e liberdade.
Quato maior a dependência americana, maior o risco de soberania de qualquer país.
Transferência de tecnologia não é p/ todos, poucos países irão construir aeronaves de ponta. Mas ter garantia da manutenção e das peças é crucial. E os USA atual não oferecem essa confiança, ao contrário, irão sim forçar o Peru a ficar sob seu comando/ameaça.
Por exemplo, Peru fica limitado no comércio c/ a China, e se desobedecer terá veto do Trump à manutenção dos F16, coisas assim.