Governo de Goiás tenta atrair filial da OGMA para Anápolis

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Foto 2 OGMS-Anápolis.
O governador de Goiás, Marconi Ferreira Perillo Júnior (direita) , o presidente da EMBRAER, Frederico Fleury Curado (esquerda) e o embaixador do Brasil em Portugal, Mario Vilalva (centro). (Imagem: Governo de Goiás)

Ontem (06/04) aconteceu um encontro em Portugal, entre membros de uma delegação oficial do governo de Goiás e diretores da OGMA, tradicional indústria aeronáutica do país europeu que tem a brasileira EMBRAER como maior acionista. Na reunião, foi apresentada a proposta para que a companhia aproveite a renovação da frota de caças da Força Área Brasileira e assim instalar uma de suas unidades em Anápolis (GO).

O governador Marconi Ferreira Perillo Júnior avalia que com a compra das novas aeronaves de combate suecas Gripen NG pelo governo brasileiro, a Base Aérea de Anápolis (BAAN) se prepara para receber uma nova e moderna unidade de manutenção dos caças, gerando novas oportunidades de negócios para a indústria aeronáutica.

Durante o encontro, Marconi escutou com atenção a história da companhia, considerando o propósito goiano de incentivar a profissionalização da prestação de serviços no Estado com base em parcerias e investimentos do setor privado. O governador foi recebido na OGMA pelo primeiro vice-primeiro-ministro de Portugal, Paulo Portas, o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, e o embaixador do Brasil em Portugal, Mario Vilalva.

Com base nas posições geográficas de Anápolis e Goiânia, consideradas estratégicas para a aviação militar e civil em um país com as dimensões do Brasil, o governador quer incentivar a migração de projetos tecnológicos para o estado de Goiás.

A OGMA é uma indústria estatal e comemora, em 2015, 10 anos de privatização com participação de 65% de capital brasileiro através da EMBRAER. A indústria portuguesa é especializada em fabricação de peças e manutenção de aeronaves comerciais e militares, incluindo aviões de fabricação brasileira, e que já estão voando em mais de 35 países. Esteve a beira da falência sob comando estatal, mas se reinventou como uma das mais confiáveis indústrias de manutenção da Europa depois que admitiu se associar ao setor privado, mesmo mantendo uma participação menor do governo.

Ivan Plavetz