Fuzileiros navais brasileiros e norte-americanos trocam conhecimentos

0
7753
Marines from two continents aim to exchange expertise
(Imagem: Timothy Valero/Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos)

Atiradores da Célula de Treinamento do 1º Batalhão de Reconhecimento, da 1ª Divisão de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC), e atiradores brasileiros do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (BtlOpEspFuzNav) da Marinha do Brasil, reuniram-se no último em março para realizar um intercâmbio em assuntos específicos na Base Camp Pendleton do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, na Califórnia.

Os fuzileiros navais de ambos países aperfeiçoaram as habilidades de pontaria e tiro, aproveitando a oportunidade para trocar experiências, conhecimentos e técnicas. “Os fuzileiros navais brasileiros têm alta proficiência em suas táticas”, disse o capitão-tenente Nick Engle, do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. “Eles gostam de aprender conosco do mesmo jeito que gostamos de aprender com eles.”

O intercâmbio não ficou restrito apenas ao aperfeiçoamento da pontaria, mas também abordou uma grande variedade de habilidades que um atirador deve ter para ser efetivo enquanto se esconde do inimigo.

“Cobrimos táticas, técnicas e procedimentos em execução de operações como atiradores urbanos, rurais e aéreos”, disse Engle. “Também trabalhamos pontaria e construção de locais ocultos, que são posições escolhidas pelo atirador para observar o inimigo enquanto se camufla no entorno”.

O capitão-tenente Engle avaliou a oportunidade de trocar informações e lições aprendidas com atiradores de outro país como algo que fortalece não apenas as habilidades de cada atirador, mas também os laços entre os fuzileiros navais do Brasil e dos Estados Unidos.

Atirador do Batalhão de Operações Especiais do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil dispara de pé em alvos enquanto o observador acompanha os impactos através de um telêmetro. (Imagem: Timothy Valero/Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos)

“É essencial mantermos a troca de conhecimentos e promover a camaradagem através de um bom fluxo de informações e de relacionamento entre os dois países e os Corpos de Fuzileiros Navais”, destacou Engle.

Graças ao conhecimento compartilhado, os fuzileiros navais dos dois países têm uma visão sobre como nações diferentes conduzem operações de reconhecimento e empregam equipes de atiradores. “Espero que os fuzileiros navais [dos Estados Unidos e do Brasil] entendam melhor como cada um opera, e que a relação sirva de base para mais parcerias no futuro”, finalizou o militar norte-americano.

Ivan Plavetz