França encomenda mais helicópteros Tiger

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Os Tigers HAD do Exército da França possuem grande experiência em missões reais. (Imagem: Airbus Helicopters)

A agência estatal DGA (Direction Générale de l’Armement), organismo do governo francês responsável por todos programas de aquisição de materiais de defesa, encomendou mais sete helicópteros de ataque Tiger HAD fabricados pela Airbus Helicopters para a Aviação do Exército da França.

Com este pedido, subirá para 67 a quantidade de Tigers em operação no país europeu. De acordo com a fabricante, o lote será entregue entre 2017 e 2018.

Guillaume Faury, presidente da Airbus Helicopters, disse que a Aviação do Exército da França tem colocado seus Tigers em múltiplos teatros de operações e que a aeronave está comprovando ser essencial para o sucesso das missões. “Essa encomenda adicional é uma clara indicação de performance e a companhia está orgulhosa em dar suporte para a Forças Armadas em mais essa demanda”, afirmou Faury.

Desde julho de 2009, helicópteros Tiger são empregados continuamente pelo exército francês em diferentes áreas do Afeganistão, Líbia e Sahel (Burkina Faso). Enquanto as operações no Afeganistão e na Líbia foram finalizadas, alguns helicópteros Tiger ainda cumprem missões em Sahel, apesar das difíceis condições locais, contexto em que o helicóptero segue demonstrando um elevado nível de disponibilidade, alcançando mais de duas mil horas de voo desde janeiro de 2013.

Ainda conforme a fabricante, graças a sua discreta silhueta, o Tiger HAD reúne vantagens que incluem baixa detectabilidade, reduzida vulnerabilidade, alta taxa de sobrevivência, elevadas manobrabilidade e maior agilidade. Essas qualidades o tornam um helicóptero de ataque melhor adaptado aos ambientes de combate assimétricos e simétricos, oferecendo capacidades únicas em termos de ações ar-superfície e ar-ar, segundo avaliou a companhia.

O Tiger está equipado com um preciso canhão de 30 mm montado sobre uma torre móvel situada no nariz da aeronave, além de quatro pilones posicionados embaixo das stub-wings, que têm por finalidade transportar uma variada gama de armamentos, entre eles, mísseis e foguetes guiados ou não, além das “garras”, o Tiger está equipado com uma eficiente suíte de guerra eletrônica.

Até hoje a fabricante entregou mais de 120 Tigers para a França, Alemanha, Espanha e Austrália, frota que já acumulou 68 mil horas de voo.

Ivan Plavetz