Forças Armadas realizam exercício na Amazônia

0
2320
Militares conduzem mergulhador capturado durante a ação de guerra simulada. (Imagem: Assessoria de Comunicação do MD)
Operação Amazônia. (Imagem: Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa)
Operação Amazônia. (Imagem: Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa)

Militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira simularam nesta sexta-feira (17) ataque à Termoelétrica Mauá 3, no Rio Negro, em Manaus (AM). O exercício faz parte da Operação Amazônia e permitiu que as tropas aprimorem procedimentos de defesa de estruturas estratégicas como estações de água e energia. Prover a segurança dessas instalações tem sido missão recorrente das Forças Armadas, principalmente em grandes eventos que aconteceram e estão previstos para ocorrer no País.

Na ação de guerra fictícia, homens estavam dentro da usina fazendo escolta no local com o apoio de cães de guarda. Um helicóptero UH-60 Black Hawk da FAB foi acionado e, próximo à termoelétrica, realizou o chamado helocasting, que consiste no lançamento de mergulhadores de combate para participar da ação. Dois helicópteros UH-12 Esquilo da Marinha também sobrevoaram o local.

Lanchas de transporte de tropa cercaram mergulhadores "intrusos". (Imagem: Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa)
Lanchas de transporte de tropa cercaram mergulhadores “intrusos”. (Imagem: Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa)

Ao se aproximarem da usina, os mergulhadores detonaram explosivos, disparando o alarme da estação e quebrando o sigilo dos supostos invasores. Imediatamente, lanchas de transporte de tropa cercaram os inimigos que se renderam e foram aprisionados.

Na sequência, aviões de combate A-29 Super Tucano da FAB tentaram atacar a usina e foram “abatidos” pela artilharia  do 2º Grupo de Defesa Antiaérea do Exército (2º GAAAe), através da utilização do sistema de míssil antiaéreo portátil Igla. Esse vetor é guiado por radiação infravermelha e atinge alvos a uma velocidade de 700 metros por segundo. Apesar dos danos simulados ocorridos na estrutura local, a missão foi concluída com sucesso.

Presente ao exercício militar, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general de exército José Carlos De Nardi, elogiou a atuação dos militares e destacou o elevado nível de interoperabilidade verificado entre Marinha, Exército e Força Aérea.

Militares conduzem  mergulhador capturado durante a ação de guerra simulada. (Imagem: Assessoria de Comunicação do MD)
Militares conduzem mergulhador capturado durante a ação de guerra simulada. (Imagem: Assessoria de Comunicação do MD)

Já o comandante militar da Amazônia, general de exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, explicou que a atividade serviu principalmente para adestramento envolvendo novos materiais. De acordo com o militar, ao longo da operação foram realizados também ações cívico-sociais na região de Presidente Figueiredo (AM) que contou com a participação de navio da Marinha levando assistência médica até a população local.

A Operação Amazônia, coordenada pelo Ministério da Defesa, termina nesta terça-feira (21). Consiste em uma série de atividades que demonstram a capacidade operacional das Forças Armadas na garantia da integridade da floresta tropical.

A ação, que já está em sua terceira edição, reúne quatro mil militares e tem como teatro de operações as cidades de Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Normandia (RR) localizada a cerca de 180 quilômetros da capital de Roraima.

Ivan Plavetz