Falcões Andinos: Argentina começa a treinar com seus F-16

A Força Aérea Argentina iniciou, na segunda-feira (30), os primeiros voos de treinamento com seus novos caças F-16AM/BM Fighting Falcon, marcando uma nova etapa na reestruturação da aviação de combate do país. A atividade ocorre poucos meses após a chegada das primeiras aeronaves e dá início ao processo de formação operacional dos pilotos no novo vetor.

Os primeiros seis caças, provenientes da Dinamarca, foram entregues em dezembro de 2025, dando início à incorporação gradual da frota. Ao todo, Buenos Aires adquiriu 24 aeronaves no acordo firmado em 2024, considerado o mais relevante programa militar argentino das últimas décadas, com valor estimado em cerca de US$ 300 milhões, incluindo apoio logístico e sistemas associados.

O momento, um marco importante na história da aviação de combate argentina, foi celebrado pelo Ministério da Defesa. “Este é o início de uma grande Argentina, com novas capacidades, uma defesa mais forte e Forças Armadas mais bem preparadas para proteger nosso espaço aéreo e todos os argentinos”, comemorou a pasta através do X.

O avanço para os voos de instrução ocorre em paralelo à estruturação de um amplo programa de capacitação. Para isso, a empresa Top Aces foi contratada para conduzir a formação dos pilotos argentinos no F-16, em um contrato avaliado em cerca de US$ 33 milhões. O pacote inclui desde a qualificação inicial até o treinamento avançado, abrangendo o emprego tático da aeronave.

O treinamento será realizado em território argentino, com instrutores experientes e uso das próprias aeronaves da força aérea. O programa segue o modelo adotado pela Força Aérea dos Estados Unidos, com etapas que vão do curso básico até a qualificação para missões de combate, incluindo emprego de armamentos, reabastecimento em voo e combate além do alcance visual.

A entrada em operação do F-16 representa uma mudança estrutural na capacidade de defesa aérea do país. Após mais de 10 anos sem um caça supersônico moderno, a Argentina passa a operar uma plataforma amplamente difundida e com grande capacidade de evolução, ao mesmo tempo em que constrói, com apoio externo dos Estados Unidos, a base de conhecimento necessária para sustentar sua nova aviação de caça.

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