FAB religa radares meteorológicos desativados por falta de dinheiro

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A FAB desligou cinco radares meteorológicos em meados de abril. (Imagem: FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que os cinco radares meteorológicos que estavam desativados por falta de recursos financeiros já voltaram a operar.

A reativação foi confirmada por meio de nota divulgada na última semana pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER). Os radares ficam em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal.

Os equipamentos meteorológicos captam informações que ficam disponíveis para consulta on-line, por pilotos de aeronaves e outros interessados. Eles não são usados no controle de tráfego aéreo, por isso a segurança de voos não foi afetada durante o período em que ficaram inativos, informou a FAB.

De acordo com a nota, além de 23 radares meteorológicos instalados em todo o País, o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) tem outras fontes de informação meteorológica, como imagens de satélites e estações meteorológicas de superfície. Esta foi a primeira vez que a FAB precisou desligar radares por motivos orçamentários. Os equipamentos também podem ser desativados para serviços de manutenção preventiva ou corretiva.

Segundo a FAB, o consumo de energia de um radar oscila entre 10.000 Kwh e 13.000 Kwh e o custo mensal depende da tarifa energética de cada estado. A instalação de um radar custa cerca de R$ 9 milhões e sua manutenção aproximadamente R$ 100 mil por mês.

Para a aviação comercial outros recursos são utilizados para verificar as condições do tempo e por isso a falta de informações desses radares meteorológicos não traz consequências.

As modernas aeronaves comerciais e executivas já têm os próprios radares meteorológicos usados para desviar de formações meteorológicas desfavoráveis para a navegação aérea. Porém, o planejamento de voo para aeronaves menores pode ser prejudicado sem os dados fornecidos por esses sistemas.

Ivan Plavetz
Fonte: Portal EM.com.br