Exército testa lancha blindada no Rio Paraná

No dia 14 de janeiro, a 15ª Companhia de Infantaria Motorizada (15ª Cia Inf Mtz) realizou, com o apoio da Marinha do Brasil (MB), o teste operacional da Lancha Blindada de Operações Ribeirinhas (LOpRib) no rio Paraná. A atividade permitiu avaliar o desempenho da embarcação em condições reais de emprego em uma área estratégica da fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Durante o teste, a lancha apresentou elevado desempenho, destacando-se pela mobilidade, estabilidade e eficiência, atendendo plenamente aos requisitos para o emprego em operações ribeirinhas na faixa de fronteira. O resultado confirma o novo meio como um reforço relevante para a 15ª Cia Inf Mtz, fortalecendo a presença do Estado em vias fluviais estratégicas.

A embarcação atuará de forma integrada às lanchas Guardian 25, já em operação na Companhia, ampliando a capacidade de monitoramento e vigilância da região. O novo meio também potencializa as operações conjuntas e interagências desenvolvidas no contexto das operações Hórus e Ágata, com atuação integrada do Exército Brasileiro (EB) e da Marinha do Brasil (MB), além da cooperação com órgãos de segurança pública.

As lanchas da Classe São Félix do Araguaia são embarcações modernas, dotadas de proteção balística e elevada mobilidade em águas interiores, sendo projetadas para o transporte de um grupo de combate de infantaria armado e equipado, amplia a capacidade de patrulhamento fluvial e de combate aos ilícitos transfronteiriços e ambientais. São fruto de uma parceria entre o EB e a MB no Projeto de Obtenção de Embarcações Blindadas (POEB).


Fonte: 15ª Companhia de Infantaria Motorizada, via CCOMSEx

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Uma resposta

  1. Com todo o respeito, quem efetivamente exerce pressão na fronteira oeste do Paraná é a Polícia Federal e o Batalhão de Polícia de Fronteira do Paraná (BPFron). Falo com propriedade, pois moro há mais de 30 anos na região de fronteira, e quem vive aqui conhece a realidade que muitas vezes não aparece nos noticiários.

    Acredite: a fama da Polícia Federal ultrapassa as fronteiras do Brasil. Organizações criminosas simplesmente não ousam bater de frente com a PF, porque sabem exatamente o que isso representa. Existem histórias impressionantes, vivenciadas por quem está na linha de frente, que deixariam muitos brasileiros de boca aberta e profundamente orgulhosos da atuação da Polícia Federal aqui na região de Guaíra/PR.

    Posso citar, por exemplo, um episódio em que a Marinha paraguaia efetuou disparos contra policiais brasileiros enquanto aqueles escoltavam contrabandistas pelo Rio Paraná. O confronto foi intenso e demonstrou, mais uma vez, o nível de risco e de comprometimento das forças policiais que atuam diariamente na fronteira para garantir a segurança e soberania.

    Em outra ocasião, um policial federal teve seu veículo roubado, horas depois, os próprios criminosos devolveram o veículo e pediram desculpas, justamente porque sabiam o que os aguardava caso insistissem na empreitada criminosa. Esse tipo de situação não nasce do acaso, mas do respeito — ou melhor, do temor — construído pela atuação firme, constante e eficiente da Polícia Federal.

    Ressalto que não se trata de diminuir ou desmerecer a atuação das Forças Armadas, cuja importância é inegável e constitucional. O ponto central é reconhecer que, no dia a dia da fronteira, quem está permanentemente exposto, quem conhece o terreno, as rotas, as organizações criminosas e seus métodos, são a Polícia Federal e o BPFron, que realizam um trabalho incansável, técnico e extremamente arriscado.

    Essa é uma realidade vivida por quem mora na fronteira — e não apenas uma percepção distante de quem observa de fora.

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