Esquadrões A-1 realizam exercício com bomba guiada a laser

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(Imagem: FAB/III FAE)

Os esquadrões Adelphi (1º/16º GAv), Centauro (3º/10º GAv) e Poker (1º/10º GAv) realizaram uma missão conjunta com duração de 16 dias no estande de tiro de Saicã, em Santa Maria (RS).

A atividade, que envolveu dez aviões de combate A-1 e A-1M (M-Modernizado), teve como objetivo treinamento de pilotos nas operações para emprego de bombas sem guiamento, canhão de 30mm, reabastecimento em voo e, principalmente, o lançamento de bombas guiadas a laser.

Além do adestramento das tripulações, os militares também coletaram dados para a avaliação operacional do kit Lizard II de procedência israelense. Trata-se de um sistema composto por um módulo de sensores e outro de aletas estabilizadoras, acoplado a uma bomba convencional para adaptá-la ao guiamento laser. Com essa mudança, o armamento, no caso a bomba brasileira BAFG-230, fica muito mais preciso e eficiente pois terá a capacidade de identificar e buscar o feixe de laser apontado pelo piloto sobre o alvo.

(Imagem: FAB/III FAE)
(Imagem: FAB/III FAE)

Segundo o coordenador do exercício, major Murilo Grassi Salvatti, primeiro piloto a lançar bomba a laser a partir de um A-1 em 2013, a atividade foi importante tanto no que diz respeito ao aprimoramento operacional dos pilotos quanto na coleta de dados para avaliação do kit Lizard II.

“O Brasil faz parte do grupo seleto de países com capacidade tecnológica para empregar esse tipo de armamento, cuja eficácia se traduz pelo baixo risco de perda de aeronaves e pilotos em razão do seu lançamento a grandes altitudes e distâncias do alvo, assim como pela redução da possibilidade de danos colaterais nas proximidades dos alvos militares”, disse.

(Imagem: FAB/III FAE)
(Imagem: FAB/III FAE)

Ele explica que, mais do que simplesmente lançar a bomba e acertar o alvo, o intuito dos pilotos era de explorar diferentes situações para verificar o comportamento da bomba, ou seja, se o desempenho atende ao que está previsto nos manuais, erros, vulnerabilidades e ações que devem ser tomadas pelos pilotos, qual a influência do vento, entre outros casos. Todos os dados levantados nessa operação são enviados para o Instituto de Aplicações Operacionais (IAOP) que avalia tecnicamente e valida os resultados. Posteriormente, podem se transformar em doutrina e passar a compor os manuais de procedimentos.

Para o comandante da Terceira Força Aérea (III FAE), brigadeiro Fernando Almeida Riomar, a validade do exercício está no aprimoramento da fundação doutrinária e na capacidade de pronta-resposta dos pilotos de caça. “Só assim estaremos maximizando a capacidade de nossas plataformas e de seus sistemas de armas”, disse.

 

Ivan Plavetz